Compromisso com o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça

Os Correios ratificaram sua adesão ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça no evento promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, no dia 22, em Brasília (DF). Na ocasião, os dirigentes das instituições e órgãos públicos que aderiram ao programa assinaram o termo de compromisso de implantação de seus planos de ação.

O Programa Pró-Equidade é desenvolvido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República em parceria com a ONU. As empresas participantes se responsabilizam em desenvolver um processo para transformar as práticas de igualdade em instrumento de gestão.

O evento contou com a presença da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci; da ministra da Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial, Luiza Barrios; do ministro interino de Minas e Energia, Marcio Pereira Zimmermann; da representante da Organização Internacional do Trabalho, Lais Abramo; da representante da ONU Mulheres e Cone Sul, Rebecca Tavares; da presidente da Petrobras, Graça Foster e do diretor-presidente da Eletronorte, Josias Matos de Araújo. Os Correios foram representados por seu presidente, Wagner Pinheiro de Oliveira.

Os Correios, cientes de seu papel social e alinhados às diretrizes governamentais, aderiram ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça para contribuir no combate às discriminações e às desigualdades que ainda marcam profundamente a sociedade, promovendo a cidadania por meio da difusão de práticas exemplares no ambiente de trabalho. “Por sua grande capilaridade, papel integrador e perfil funcional diversificado, os Correios possuem grande alcance na sensibilização de todos no combate a discriminação e marginalização de pessoas”, destacou o presidente da empresa.


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10 respostas a Compromisso com o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça

  1. Carlos Reike disse:

    Muito bom. Agora é colocar em prática o discurso, ou teremos apenas palavras ao vento. Por meio do sitio Portal Correios, acessei o link Quem é Quem, que lista os dirigentes da Empresa.

    No Conselho de Administração temos 6 dirigentes, sendo 4 no gênero masculino e 2 feminino, e, salvo melhor julgamento, 100% de caucasianos por meio da análise das imagens dos mesmos.

    No Conselho Fiscal há 3 dirigentes no gênero masculino, e, salvo melhor julgamento, 100% de caucasianos por meio da análise das imagens dos mesmos.

    Na Diretoria Executiva temos 9 dirigentes, sendo 8 gênero masculino e 1 feminino, e, salvo melhor julgamento, 100% de caucasianos por meio da análise das imagens dos mesmos.

    Já nas Diretorias Regionais, há 28 dirigentes, sendo 25 gênero masculino e 3 feminino, e, salvo melhor julgamento, 96,4% de caucasianos e 3,6% de afro-descendentes, por meio da análise das imagens dos mesmos.

    (vide fonte: http://www.correios.com.br/sobreCorreios/empresa/quemSomos/dirigentes.cfm)

    Posso até estar errado nas porcentagens, mas mesmo com erro, parece-me que tanto os negros como as mulheres ecetistas são encontradas em maior quantidade nas funções e atividades básicas.

    Esse compromisso formal veio em boa hora. Resta saber se será cumprido.

  2. Juliana Bosco disse:

    Penso que o que deve ser analisado SEMPRE é a COMPETENCIA, e não, raça, genero, ou partido politico..

    Se não acabaremos colocando pessoas sem perfil adequado, sem conhecimento, só para ficarmos “bem na fita”
    ..demagocia pura

    • Carlos Reike disse:

      Prezada Juliana,

      Concordo plenamente com o quesito competência, e Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça desenvolvido pela Secretaria de Políticas não tem por objetivo a indicação por credo, gênero, raça, ideologia ou “apadrinhamento”. O foco é dar oportunidades IGUAIS a todas as pessoas, de modo que a discussão é sobre equidade e não cotas.

      Entretanto, devemos ter olhar critico e enxergar a organização como ela realmente é. Infelizmente o maior contingente de mulheres e negros encontra-se nas atividades fim. Será que dentre todas elas não há pessoas com as competencias requeridas para gestão?

      O desenvolvimento de pessoas e o preenchimento de funções gerenciais nos Correios é realizada por meio da meritocrácia ou por Q.I. (quem indica)

      Não defendo o sectarismo. Defendo a igualdade.

      • Juliana Bosco disse:

        Carlos,

        “.. a discussão é sobre equidade e não cotas.”

        entendi, mas, vamos ser realistas, vai ter um monte de gente confundindo.

        Alias, ja tem..e pior, se isso passar da “confusão” nos comentarios para a pratica.

        (gosto de ler teus comentarios)

  3. Marco Aurélio Antunes disse:

    É ridículo supor que toda desproporção entre homens e mulheres ou entre brancos, negros e mulatos é resultado de discriminação e que todas esses grupos devem estar em proporção igual em todos os setores. Todos esses tipos de pessoas são igualmente capazes de ocupar cargos importantes. No entanto, as pessoas diferem quanto às suas áreas de interesse ou quanto às oportunidades que tiveram na vida. Não nego que existe discriminação, mas não podemos explicar tudo em função disso. Além disso, a população brasileira não se divide em caucasianos e afrodescendentes. Há grupos diversos, há miscigenação. Todos somos afrodescendentes, pois a origem da espécie humana é a África. E não existem raças. As diferenças de cor da pele entre as pessoas são superficiais. Não são suficientes para classificá-las em raças. As políticas públicas não devem privilegiar determinados grupos e sim ampliar as oportunidades para todos.

    • Carlos Reike disse:

      Prezado Marco Aurélio,

      O contexto do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é a igualdade de tratamento e de oportunidades de crescimento.

      Entretanto não podemos fechar os olhos para o status quo. Há sim discriminação por condição sócio-econômica, escolaridade, raça, credo, gênero e ideologia, entre outras.

  4. JOSE APARECIDO SILVA disse:

    No ano de 2000/2001 a Fentect, pressionou os Correios para estipular cotas para negros nas funções de confiança. A Empresa efetuou um levantamento junto aos funcionários para identificar quem se declarava negros.

    O Assunto morreu por que a empresa alegou que não havia negros, com escolaridade exigida para determinadas funções onde haveria reserva de cotas.

    Sobre perfil, tão questionado, em concursos, que foi até abolido, prevalecendo nos Recrutamentos internos, tanto que a cada ano, cada vez menos as pessoas se interessam pelos PSI/RI, justamente pela subjetividade do Perfil.

    As pessoas que são colocadas nas funções, não são eternas e nada impede a empresa de remover pessoas despreparadas das funções.

    Tem até um lema na empresa: Se você não serve para nada, serve para ser promovido!

  5. JOSE APARECIDO SILVA disse:

    Como se mede competência?

    Trabalho a 30 anos na empresa e vejo muitos carreristas de R.I, passando de função em função, porém a empresa sempre coloca outras pessoas para executar as atividades que lhes são afetas.

    Recrutamento interno mede apenas o ter e o não ter diploma, jamais mediu o conhecimento adquirido por anos de prática.

    Ah se diploma de faculdade tivesse validade, quantos não seriam lançados na fogueira.

    Torço para empresa alcançar a equidade em gênero e raça, pois está no caminho certo de reparar os prejuízos do atraso cultural em relação as mulheres e aos negros.

  6. Juliana Bosco disse:

    COTAS para exercer função de confiança?

    Função de confiança..ja diz tudo.
    E ter escolaridade exigida, não quer dizer ter capacidade.
    O que precisa é no MINIMO ter a escolaridade exigida, e depois, analisar a se tem capacidade e conhecimento
    para a função. Como função não é vitalicia, se não der certo tira..
    Agora, colocar em função de confiança, só pq é mulher ou negro..sem comentários
    (hj em dia todo mundo tem acesso aos estudos..)

    • Independiente disse:

      Sou contra as cotas.

      O que se deve ter, como vc disse acima, é igualdade de oportunidades, sem essa demagogia de “separar” cotas para quem for de cor diferente. O cotista acaba sendo visto como o “cara da cota”, que só está ali porque existe uma diferença para ele.

      Deve ser aplicado o principio da isonomia, todos devem ter os mesmos direitos e mesmas oportunidades. Branco e negro devem competir (degladiar?) com direitos e deveres igualmente aplicados. Afinal, além de alguns aspectos biológicos, o que difere as pessas é apenas um quesito: cor. O resto, é tudo igual. O cérebro, seus neurônios e suas capacidades intelectuais são as mesmas.

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