Esclarecimento a respeito de matéria do Jornal Nacional

Com relação à matéria exibida pelo Jornal Nacional da Rede Globo nesta sexta-feira (18), os Correios esclarecem que os carteiros não ultrapassam o limite de peso da bolsa durante seu trajeto.

Os profissionais contam com o uso de depósitos auxiliares para sua atividade. Além disso, conforme as entregas ocorrem, o peso da bolsa é progressivamente reduzido.

Além disso, a emissora também informou incorretamente a respeito da proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A proposta prevê reajuste linear de R$ 200, o que equivale a cerca de 15% de reajuste no salário inicial dos agentes de Correios.

Abaixo, as perguntas enviadas pela Rede Globo e as respostas fornecidas pela assessoria de imprensa:

PERGUNTA: A matéria sobre a ação movida pelo Ministério Público do Trabalho contra os Correios vai ao ar hoje no Jornal Nacional. Gostaríamos de uma entrevista com um representante dos Correios para explicar que para cumprir a determinação da Justiça seria necessária a contratação de milhares de novos carteiros, o que sairia bastante caro aos cofres públicos.

RESPOSTA: Os carteiros não ultrapassam o limite de peso da bolsa a cada 7 km de percorrida. No trajeto, abastecem as bolsas nos “depósitos auxiliares” (comércios para onde a carga postal é levada de carro).

Além disso, conforme a entrega é feita, o peso da bolsa reduz progressivamente.

Desde 2011, o efetivo da empresa foi aumentado em 13 mil trabalhadores e os Correios trabalham, neste momento, na realização de um novo concurso público.

A empresa ainda está negociando a entrega pela manhã no Acordo Coletivo de Trabalho, o que muda a forma e a qualidade do processo de trabalho dos carteiros. Assim, os Correios irão recorrer da decisão.

PERGUNTA: Vocês podem me passar dados sobre a adesão à greve?

RESPOSTA: Levantamento desta sexta-feira (18) mostra que 89,45% do efetivo dos Correios não aderiu ao movimento — o que corresponde a 106.716. empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença.

PERGUNTA: Quantos funcionários em quais estados?

RESPOSTA: O movimento não é por Estado, mas por base sindical (são 36 sindicatos), concentrando-se em capitais.

Dos 36 sindicatos dos Correios:

– 17 não têm paralisação: Acre, Pernambuco, Roraima, Goiás, Alagoas, Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Maria (RS), Uberaba (MG), Juiz de Fora (MG), Ribeirão Preto (SP) e Santos (SP). Sergipe, embora tenha rejeitado a proposta do TST, não deflagrou paralisação.

– 19 sindicatos rejeitaram a proposta do TST e deflagraram paralisação nas seguintes regiões: Bauru (SP), São José dos Campos (SP), Campinas (SP), Vale do Paraíba (SP), e nas regiões metropolitanas das capitais de Tocantins, Amazonas, Piauí, Bahia, Rio de Janeiro, Brasília (DF), Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Maranhão, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Paraíba.

PERGUNTA: Que tipo de serviço é mais afetado?

RESPOSTA: As agências estão abertas e os serviços, inclusive a entrega de Sedex e o Banco Postal, estão disponíveis, com exceção dos serviços com hora marcada interestaduais. Como o movimento está concentrado na área de distribuição (cerca de 35% dos carteiros das localidades que deflagraram paralisação), pode ocorrer atraso na entrega de cartas e encomendas nesses locais.

INFORMAÇÃO ADICIONAL

Na quarta-feira (16), devido à divisão dos trabalhadores quanto à proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e ao movimento de paralisação, a empresa ingressou com pedido de julgamento de dissídio coletivo junto ao TST. Ontem, representantes dos trabalhadores solicitaram ontem que os Correios mantenham a proposta de acordo apresentada pelo TST. Os Correios aguardam até a segunda-feira (21) a aprovação da proposta e o retorno imediato ao trabalho.


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2 respostas a Esclarecimento a respeito de matéria do Jornal Nacional

  1. jorge disse:

    o problema que vejo em relação ao peso nas malas é que o carteiro levar o peso máximo . É que os próprios carteiros sabem dos atrasos das entregas dos sacos em locais de depositam auxiliiares e acabam levando mais , os primeiros pontos pois sabem que haverá atrasos e quando chegam nos depositos auxilaires e os mesmos não chegaram ainda esperam os mesmo, muito tempo o que não compensa deixar os primeiros depositos , O que precisaria é arrumar estás situações dos primeiros depositos auxiliatres com ajuda das próprias equipes dos carteiros motorizados e motoristas . mas claro contando e descontando do tempo total para realização dos trabalho dos mesmo motoqueiros e motoristas , pois alegria dos carteiros é terminar a arrumação e os registrados e sair o mais rápido possivel para a ruas ….!

  2. Marcio antonio disse:

    Isso acontece pq o carteiro percorre trechos que eram pra ser percorrido por 2 ou 3 carteiros por falta de contratação da empresa… os veículos tendem a sair com mais quantidades de depósitos auxiliares, que não aconteceria se estivesse com seu quadro de funcionários completos com isso não demoraria pra chegar fazendo o carteiro sair para entrega com menos pesos na bolsa.
    Na teoria a empresa diz que não há excesso de peso, mas a realidade é outra… Só quem vive isso sabe.
    2 ou 3 distritos para o carteiro se virar e entregar num único dia… Essa é a verdade.