FIQUE SABENDO…

O Chorinho e os Correios

Hoje (23) comemora-se o Dia do Chorinho, uma homenagem ao mestre Pixinguinha, que nasceu no dia 23 de abril de 1897. O músico, um dos grandes nomes desse ritmo genuinamente brasileiro, já foi tema de selos lançados pelos Correios em 1993 e 1997. Mas, o que poucos sabem é a ligação histórica desse grande artista com a empresa.

O pai de Pixinguinha, Alfredo da Rocha Vianna, era funcionário dos Correios e Telégrafos. Sua casa era ponto de encontro de músicos amadores e profissionais do final do século 19 e começo do século 20, como o então jovem compositor Heitor Villa-Lobos. Todos se reuniam para tocar o chorinho e daí surgiu o amor de Pixinguinha pelo ritmo.

Vários artistas do chorinho da época eram carteiros, telegrafistas, estafetas, agentes ou oficiais dos Correios. O livro “O choro – reminiscências dos chorões antigos”, de 1936, escrito por um dos empregados dos Correios e Telégrafos, Alexandre Gonçalves Pinto, é um dos documentos históricos mais importantes sobre a origem desse ritmo. A obra, que hoje é uma raridade e é considerada peça fundamental para a história da música brasileira, foi escrita por um carteiro.

Os Correios dão continuidade à história deste antigo relacionamento e contribuem para o fortalecimento da cultura brasileira. Em Brasília, a estatal patrocina o Clube do Choro há quase 10 anos.


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5 respostas a FIQUE SABENDO…

  1. Carlos Reike disse:

    Para aqueles que desejarem conhecer o livro, segue link:

    http://pt.scribd.com/doc/51544834/001-O-Choro-Alexandre-Goncalves-Pinto-1936

    Obs.: A publicação já é de domínio público.

  2. Daniel F. Silva disse:

    Uma instituição secular, presente diariamente na vida de todos os brasileiros, pioneira desde seu surgimento, participante do desenvolvimento do Brasil, da cidadania, dos esportes e da cultura. Que orgulho são os Correios. E ainda houve (e há à espreita) aqueles da corrente que julgam ser melhor a destruição de todo esse patrimônio para doação à iniciativa privada. Que desse mal, estejam os Correios brasileiros livres.

  3. Carlos Reike disse:

    Prezado Daniel, ufanismos a parte, o que garantirá os Correios como empresa pública é a sociedade, independentemente do corporativismo existente.

    A sociedade é, e sempre será, soberana. Acima de quaisquer interesses politico-partidários ou individuais. São os cidadãos, organizados de forma coletiva, fazendo suas escolhas.

    Os Correios permanecerão como empresa pública, enquanto prestar bons serviços a população. Caso contrário a sociedade buscará quem o faça.

    Empresa pública não é um fim em si mesmo ou cabide de empregos para apaniguados. A coisa pública existe para atender a sociedade.

  4. Daniel F. Silva disse:

    Em 98 não foi bem a sociedade que buscou quem fizesse. É disso que falo em minha opinião que emiti. Não estou aqui pra abrir discussão, pois pra isso, cria-se um fórum on-line.

  5. Independiente disse:

    Daniel, o que tem a ver 98? Por favor, relembre-nos.