Correios homenageia centenário do samba no RJ

Discriminado, combatido, reprimido e perseguido em sua gênese, o samba atravessou gerações e fronteiras, difundiu-se pelos quatro cantos do mundo e, até mesmo pelo universo. Quem não lembra da expedição americana Mars Pathfinder, que em 1997 utilizou as batucadas de “Coisinha do Pai”, composta pelo sambista Jorge Aragão, para despertar o robô enviado para explorar Marte?

Para fomentar a cultura, a tradição, o folclore e a história nacional, os Correios lançaram, na última sexta-feira (14), selo comemorativo aos cem anos deste ritmo genuinamente brasileiro no Museu do Samba, no bairro da Mangueira, no Rio de Janeiro. O evento de lançamento aconteceu ao som do grupo As Filhas do Samba – composto por Aninha Portal, Cassiana Pérola Negra (filha da saudosa Jovelina Pérola Negra), Flávia Saolli, Ircea Pagodinho (irmã de Zeca Pagodinho), Janaína Reis e Regina Mazza.

Um dos maiores ícones do samba brasileiro, o cantor, ator, artista plástico e compositor Nelson Sargento, que no próximo dia 25 completa 93 anos, foi o grande homenageado da noite. O baluarte da Mangueira foi o primeiro sambista a receber o selo dos Correios, um dos 90 mil exemplares que serão distribuídos em todo o Brasil – e em alguns países – e que entra para o rol de peças para colecionadores.

Também participaram da cerimônia de obliteração da emissão, a diretora executiva do Museu do Samba, Nilcéa Freire; a secretária de Cultura do município Rio de Janeiro e neta de Dona Zica e de Cartola, Nilcemar Nogueira e o professor de casais de mestres-salas e porta-bandeiras, Mestre Dionísio.

Representando a Superintendência Estadual de Operações do Rio de Janeiro, Marcelo Jorge Rocha, destacou a importância do selo. “É uma grande satisfação homenagear o centenário do samba e um dos propósitos desta emissão é materializar a história, a cultura, a arte, o folclore e a tradição do povo brasileiro. O samba se confunde com a história do País. Precisávamos fazer esse registro e nada melhor do que fazê-lo no Museu do Samba, numa noite de samba no Rio de Janeiro”, afirmou.

Com olhar marcado pelo tempo, mãos trêmulas e mente para lá de jovial, Nelson Sargento assinou, durante o lançamento no Rio de Janeiro, mais um capítulo da centenária e eterna história deste ritmo tão brasileiro. Afinal, como ele mesmo diz em uma de suas obras antológicas: o samba agoniza, mas não morre.

Sobre o selo – Elementos de Art Nouveau emolduram o bloco com selo em comemoração ao aniversário de 100 anos do samba, que entrou em circulação no final de junho.

O selo traz na ilustração de Daniel Effi o momento de reunião da roda de samba, fazendo referência à gravação do primeiro samba (Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida, em 1917), sobre um disco de vinil. O ambiente remete à tradicional Praça Onze da cidade do Rio de Janeiro à época.

Com valor facial de R$ 1,80, o selo pode ser adquirido em todas as agências dos Correios e também na loja virtual.


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