Nota sobre a paralisação de empregados dos Correios

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Os Correios reconhecem o direito de greve do trabalhador, mas entendem que o movimento atual é injustificado e ilegal, pois não houve descumprimento do acordo coletivo de trabalho da categoria.

As representações dos trabalhadores divulgaram uma extensa pauta de reivindicações, porém o verdadeiro motivo da paralisação é a mudança na forma de custeio do plano de saúde da categoria. Hoje os custos com o plano de saúde dos trabalhadores representam 10% do faturamento dos Correios, ou R$1,8 bilhão por ano. Atualmente, além dos empregados, dependentes e cônjuges, o plano de saúde contempla também pais e mães dos titulares.

O assunto foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores desde outubro de 2016, inclusive com mediação do Tribunal Superior do Trabalho. Após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a empresa se viu obrigada a ingressar com pedido de julgamento no TST. A audiência está acontecendo na tarde desta segunda-feira.

Levantamento parcial realizado na manhã desta segunda-feira mostra que 87,15% do efetivo total dos Correios no Brasil está presente e trabalhando, o que corresponde a cerca de 92 mil empregados. No último final de semana, os Correios já colocaram em prática um plano para minimizar os impactos à população.

De Brasília, Andressa Resende.


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