Esclarecimento sobre matéria do jornal O Globo

Em relação à matéria divulgada no domingo (4), pelo jornal O Globo, os Correios esclarecem que não há dívida de R$ 2,5 bilhões a ser saldada.

O compromisso dos Correios em relação ao Postalis hoje é de R$ 638 milhões, anterior a 2008, resultado relativo ao serviço passado dos participantes do plano BD e já foi quase totalmente pago. Por ocasião do saldamento do plano BD, em 2008, nova avaliação atuarial apontou uma variação no serviço passado, no valor de R$ 793 milhões (valores à época) — o processo relativo a essa dívida encontra-se em discussão junto a órgãos de supervisão e, portanto, não pode ser considerado hoje como dívida dos Correios em relação ao Postalis.

O mesmo se aplica ao déficit de R$ 935 milhões apontado na matéria — o valor refere-se ao resultado de 2013 e o Postalis, de acordo com a legislação, tem a prerrogativa de não equacioná-lo esse ano. Mesmo se equacionado, cabe os Correios o pagamento de apenas metade desse valor total, como patrocinador do plano.

Portanto, não há como afirmar que a situação existente compromete o lucro da empresa, já que caso seja definida necessidade de pagamento por parte dos Correios, ainda será decidida a forma e o prazo para amortização.

A indicação de membros para a diretoria e de metade dos membros do conselho deliberativo e do conselho fiscal do Postalis é prerrogativa dos Correios, enquanto patrocinador. Todos os indicados pela empresa cumprem os requisitos técnicos exigidos pela legislação e pelo estatuto do Postalis.

Não existe irregularidade na nomeação de membros do conselho deliberativos do Postalis para o exercício de funções nos Correios. O estatuto do Postalis apenas veda o exercício de funções incompatíveis com o cargo de conselheiro, o que não se verifica atualmente.

Os Correios, como patrocinador do plano de benefícios de mais de 140 mil trabalhadores, acompanham e fiscalizam as ações do Postalis, por meio de auditorias regulares, prestação de contas e da própria atuação dos conselheiros indicados pela empresa, entre outros mecanismos. Em caso de confirmação de quaisquer irregularidades, a empresa tomará as providências cabíveis.


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17 respostas a Esclarecimento sobre matéria do jornal O Globo

  1. Cabral gccap disse:

    Sempre o fundo de pensão dos funcionários dos correios envolvido em problemas, estamos pagando por dinheiro investido em banco quebrado e tantas outras coisas mais, seria muito bom uma investigação da polícia federal nesse postalis!

  2. Ivaldo disse:

    É triste essa situação. Se esses administradores incompetentes não fizessem nada já seria muito bom. Bastava deixar o dinheiro na poupança, pelo menos teríamos algum lucro. Depois vem desconto em folha, nas costas do trabalhador.

  3. Walker Souza disse:

    “O mesmo se aplica ao déficit de R$ 935 milhões apontado na matéria — o valor refere-se ao resultado de 2013 e o Postalis, de acordo com a legislação, tem a prerrogativa de não equacioná-lo esse ano. Mesmo se equacionado, cabe os Correios o pagamento de apenas metade desse valor total, como patrocinador do plano.” E quem vai pagar os outros 467,5 milhões? Os participantes do Postalis?

  4. DOLEIRO RENT-A-CAR disse:

    Isso tudo faz parte de um complo de boataria criado por uma imprensa marrom patrocinada pela concorrencia com o unico objetivo de denegrir a nova imagem da empresa,já de olho nas proximas eleições tentando desviar o foco de coisas mais importantes como salario segurança nas agencias redução das horas de trabalho e tantos outros eteceteras

  5. Plínio Marcos - Analista de Correios Jr - Administrador disse:

    Brilhantes os comentários dos colegas Cabral GCCAP e Ivaldo. Vocês demonstram ser pessoas sábias
    Sabedoria difere de competência. A sebedoria é nata e advém das próprias experiências de vida. Já a competência muitas vezes é dada de forma discricionária e pode se tornar uma catastrófe em termos de resultados.
    Parabéns pelo raciocínio de vocês!

  6. JOÃO NEIVA disse:

    Caros colegas, está em andamento, na Câmara dos Deputados, projeto de lei complementar (PLP 161/2012) com novas regras para a governança das instituições de previdência complementar. A intenção é atualizar as Leis Complementares 108/2001 e 109/2001, com o objetivo de assegurar maior “transparência e controle” dos fundos de pensão. A medida também conta com o apoio de uma senadora da República, agregando maior força ao projeto de lei.

    Infelizmente os recursos dos fundos de pensão ainda são manipulados em detrimento de aproveitadores e usurpadores do esforço e suor dos trabalhadores das estatais desse país que visam uma aposentadoria equiparada aos ganhos do salário real, mas enquanto não existir cadeia para esses mal intencionados, muito dinheiro vai ser desviado dos nossos bolços.

  7. LUCIANO disse:

    TUDO BLÁ BLÁ BLÁ

  8. Barbosa disse:

    Infelizmente o trabalhador vai ter que arcar com metade do rombo do postalis , por pura falta de competência dos administradores do fundo que não solberam administrar este fundo , garanto se o dinheiro fosse deles teria mais caltela em investir , e não aplicar em ações ou outros fundos que não apresentam a menor retabilidade , os adminitradores do postalis deve estar investindo , não por análise , mas sim por afinidade com os donos destas entidades .

  9. Ailton disse:

    Infelizmente estamos pagando pela incompetência de quem não sabe gerenciar , os indicados que fazem estas escolhas erradas não deveriam ocupar cargos tão importantes e estratégicos dentro da empresa, pois podem ” ferrar ” com a aposentadoria tranquila de quem só trabalhou e fez a empresa crescer a vida inteira!

  10. JOÃO NEIVA disse:

    Luciano, pode até ser blá, blá, blá, mas no momento é o que temos de esperança para a melhoria na gestão do nosso POSTALIS.

    A idéia central dessa nova PLP 161/2012 é que tenha um órgão que fiscalize essas intituições assim como o BACEN fiscaliza os bancos brasileiros. O que não acontece no momento, pois as fiscalizações e auditorias ficam por conta, principalmente, de consultores indicados ou contratados, respectivamente, pela patrocinadora, ou seja, se houver algo errado, ninguém é penalizado, apenas transferem os prejuízos aos beneficiários ativos.

  11. jorge disse:

    é infelizmente a realidade é que estamos pagando por essa incompetencia dentro do postalis

  12. bastos disse:

    Antes de criticar precisamos deixar a emotividade de lado. Quem voz fala, não é especialista, mas nós, participantes, devemos, antes de mais nada, reconhecer que o Postalis, quando nasceu, já tinha uma grande possibilidade de se tornar deficitário algum dia, por algumas razões, dentre elas gostaria de destacar o fato de o participante ter a sua aposentadoria calculada com base nas últimas remunerações, quando deveria levar em consideração a sua contribuição ao longo do tempo. Mas a minha intenção não é criticar e apontar razões para os problemas relacionados ao déficit, que muitas vezes torna-se uma situação bastante cômoda, mas tão somente sugerir algo para solucionar o problema. Assim, para minimizar, ou até mesmo sanar esta situação definitivamente, acho que os Correios, juntamente com o Governo Federal, deveriam estudar, com maior apreço, a possibilidade de transformar os trabalhadores da ECT em ESTATUTÁRIOS, processo este já ocorrido com os funcionários do Banco Central. Quando estamos lidando com milhões, quiçá bilhões de reais de déficit (prejuízo, rombo) e o futuro das pessoas, acredito que as providências devem ser tomadas dentro da maior celeridade possível, antes que realmente seja muito tarde. Depender de constantes aportes, por parte da Patrocinadora, ou de contribuições extras mensais irrisórias dos participantes, diante do valor do atual déficit atuarial, que pelo visto, só vem aumentando, antes mesmo da aposentadoria chegar, já é um risco extremo. Além disso, chega a ser utópico neste momento, quando deveríamos ser extremamente realistas, diante da situação, acreditar que a rentabilidade das aplicações voltem a se tornar atrativas, e, assim, como em um passe de mágica, resolverão, contabilmente, todos os problemas do fundo. As previsões sempre dependerão de estudos e análises contemporâneas do cenário econômico-financeiro mundial, mas, mesmo assim, continuarão a ser previsões, independentemente da nossa vontade. Quando o futuro de milhares de trabalhadores, suas famílias e dependentes, que dedicaram e contribuíram durante toda a sua vida profissional, na esperança de uma aposentadoria um pouco melhor, está dependendo da sorte (o cenário vai mudar, como muitos representantes do Postalis têm dito, ou então, que a Patrocinadora ou o Governo vão arcar com o prejuízo, como muitos participantes acreditam e esperam), é hora de colocarmos os pés no chão. Mudando-se o regime para estatutário, além da Patrocinadora evitar o comprometimento com riscos de aportes futuros , pois ninguém pode garantir que o déficit atual diminuirá ou que novos déficits atuariais surjam ou mesmo aumentem, eliminar-se-ia os custos administrativos do Postalis, que não são baixos, bem como toda a responsabilidade em fiscalizar a sua gestão, que, particularmente no que se refere às aplicações (rentabilidade e explicações), tem deixado muitíssimo a desejar àqueles que, arduamente, trabalham, privam a si e à sua família de algo, para arcar com as contribuições mensais, extras e ordinárias, durante toda a sua profissional na Empresa, na esperança de, um dia, colher os frutos desse sacrifício. Pelas notícias divulgadas pela imprensa, pela ECT e pelo próprio Postalis, todos podem verificar as seguintes situações (somente aquelas que lembrei) em curso: investigações, apuração de responsabilidade, quem vai assumir o déficit, garantias futuras, dependência extrema das aplicações. Creio que ninguém ignora a situação delicada na qual o Postalis se encontra. Deixemos tanto o otimismo quanto o pessimismo de lado e sejamos realistas, fazendo algo urgente, antes que seja tarde.

  13. Carlos Augusto disse:

    Fatores externos e internos podem comprometer o resultado de uma organização. No caso do POSTALIS, variáveis internas estão contribuindo para a doença econômica do fundo de pensão. Liderança Fragilizada – esse é o problema do Postalis. É necessário uma intervenção fast, do contrário iremos assistir à ruina econômica do nosso fundo de pensão; e, pior, inertes sem poder mover um dedo em favor do que é nosso.

  14. Ivaldo disse:

    Caro bastos,

    Nesse caso eu discordo porque o foco da reportagem não é questão previdenciária em si, mas sim a má gestão dos recursos do fundo alicados sem critérios ou análise financeira mais profunda. Por exemplo: como se justificar aplicações em fundos novos, com 3 meses de criação? Isso é o que gerou o prejuizo.

    Já em relação à questão previdênciária em si, sabemos dos fatores que aumentam as “despesas” do fundo, como aumento da expectativa de vida, fator previdenciário… Mesmo assim, outros grandes fundos tem se saído bem com relação a isso. Muito diferente do Postalis.

  15. Cabral gccap disse:

    Colega, vou lê esse PLP para entende-lo melhor, não fiz uma leitura mais detalhada sobre o mesmo, mas acredito que tudo que possa melhorar as leis
    que norteam, em especial, nosso fundo de pensão, será muito bem vinda e bem aceita por nós trabalhadores.

  16. Josué Antonio da Silva disse:

    prezados a maioria dos servidores aposentados em 20009 naturalmente de ter entrado na Empresa na década de 70. Está tramitando no Congresso servidores que pertence a classe 1712, porque não pensar em conceder para este o seu direito de paridade conforme a maioria tem esse direito. Isso vai depender da boa vontade dos parlamentares e o Governo Dilma .Poderia ser uma solução para o rombo do postalis. Abraço Josué Servidor Aposentado matricula 8304977-0

  17. Josué Antonio da Silva disse:

    Precisamos de uma postura honesta e confiável no que diz respeito ao fundo de pensão dos servidores dos Correios, principalmente transparência pois o futuro de muitos estão em jogo os trabalhadores dos Correios. Para isso já e hora de investigação no Postalis mediante a CPI conforme anunciado no senado , para punir os responsáveis pelo rombo de 5,6 bilhões.