Correios apoia projeto de inclusão social no Rio de Janeiro

Com o apoio dos Correios, foi lançado, no dia 14 de  outubro, na comunidade do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, em Copacabana, o projeto Cinema da Gente. A ação apresentará uma mostra de cinema nacional e promoverá oficinas audiovisuais em oito comunidades  pacificadas no Rio de Janeiro: Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Turano, Andaraí, Mangueira, Fallet-Fogueteiro/Coroa, Macacos, Batan e Santa Marta.

O projeto contribui para a democratização do acesso à cultura e, ao mesmo tempo, promove a capacitação profissional de jovens com a realização de oficinas especializadas em quatro temas: Direção de Arte e Figurino, Atuação, Direção e Fotografia e Roteiro.

Ações que promovem a construção de cidadania e a inclusão atendem aos critérios da política de responsabilidade social praticada pelos Correios. O projeto Cinema da Gente é importante por descentralizar a oferta de bens culturais, difundindo o cinema nacional, e por fomentar a geração de emprego para os jovens das comunidades.

A próxima edição do Cinema da Gente será no Turano, na Tijuca, em novembro.


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21 respostas a Correios apoia projeto de inclusão social no Rio de Janeiro

  1. Natali disse:

    Muito interessante a iniciativa dos Correios.
    Poderia haver este programa de inclusão social dentro da própria empresa, incluindo os atendentes, carteiros, OTTs, nos bons cargos dos Correios.
    E aí sim, aplaudiriamos um ato tão exemplar.

  2. OESP disse:

    Concordo com você!!!!

  3. Michel Silva disse:

    Natali deixa de ser egoísta e passe a pensar no próximo, pois você esta chorando de barriga cheia. A ECT o tempo todo esta fazendo inclusão social dentro da empresa, você é quem não sabe. Passe a leu boletim interno, 1ª hora, intranet etc, e ficará por dentro.

  4. Valentim Terra disse:

    Isso mesmo!

    Só sabem reclamar, mas se esquecem que a Empresa nos ajuda também.

    São mal-agradecidos mesmo…

  5. Thelma disse:

    Minha linda, o texto fala da inclusão social de pessoas que moram em comunidades pacificadas… gente que até pouco tempo não tinha NADA e que só agora começa a ter algum tipo de benefício. Importante a participação de empresas públicas nesse processo.

    Você tem emprego, recebe ticket, assistência médica e odontológica e ainda ACREDITA mesmo que está em situação de se comparar aos moradores da comunidade pacificada? Coloca a mão na consciência e pensa um pouco…

    Sem falar que parece um disco quebrado… esse grupinho que fica reclamando do emprego em TODOS os posts deste blog… Post sobre apoio ao esporte, estão eles lá reclamando do emprego… post sobre ENEM, estão reclamando do emprego… post sobre o raio que o parta, adivinha? Reclamam do emprego também!

    Ninguém merece, fala sério… Tudo vira reclamação de salário… caramba, não tem nada a ver com o tema desse post aqui…

  6. OESP disse:

    Concordo!

  7. marquinhos disse:

    Natali seu nome representa o natal, faz jus a ele, temos que ajudar sempre ao próximo e os Correios como tantas mais empresas ajudam aos que foram excluídos da evolução tecnológica. Todos nós devemos nos orgulhar por fazer parte de uma empresa que tem consciência social.

  8. Vil-SP disse:

    Queridos, vcs sabem o que significa a palavra BLOG?
    Significa que aqui é postado a informação que lhe for devido no momento, logo, nossa colega Natali, está expondo o que lhe convém.
    E qualquer um que fizer comentários aqui, também, pode expor o que lhe convém. Se as palavras não estiverem de acordo com a politica de
    privacidade, o moderação não irá disponibilizar.
    Então pessoas, vamos publicar neste mural o que nos vier a cabeça.
    Natali estou com você. Já que existe inclusão social dos Correios para pessoas necessitadas, seria interessante haver
    inclusão social dentro dela também.

  9. CAC SP disse:

    Caro Valentim,
    você é algum gerente, diretor ou tem algum cargo que ganha acima de R$ 3.000 mil/mês?
    Sim pq se eu tivesse esse salário, também estaria apoiando a empresa. Não que eu ou a Natali esteja criticando a empresa, até por que
    eu contrinuo dando o meu melhor onde trabalho e acho interessante o trabalho que os Correios está fazendo no Rio de Janeiro,
    mas issu aqui é apenas um comentário, é um momento de expor o que está incomodando em nós. Então, se você não está aberto para
    ler o que é disponibilizado em um Blog, não acesse. Isso serve para Thelma, Marquinho e Michel.

  10. Thelma disse:

    Não vejo assim. O que vejo é um grupo tentando reduzir temas amplos, como a inclusão social de uma comunidade pacificada.

    As regras do blog não dizem respeito apenas à privacidade. Uma delas está destacada quando você deixa um comentário: Prezado leitor, só serão publicados comentários diretamente associados ao tema do post.

    Sei lá, mas me parece que o tema deste post é o apoio da empresa a uma iniciativa de inclusão social. E também posso estar errada, mas inclusão social aparentemente não diz respeito a gente que tem emprego, recebe ticket e assistência médica e odontológica. Não me parece que o empregado dos Correios seja um excluído social.

    Meu marido foi carteiro por 10 anos e a gente não precisou receber nenhum tipo de bolsa do governo… tive meu filho em um hospital particular, graças ao convênio… ele sempre estudou em escola particular… sempre tivemos computador, telefone, televisão, carro, acesso à internet… Ele era carteiro e nós nunca nos consideramos excluídos da sociedade…

    Mas talvez a Natali realmente não tenha acesso a serviços de saúde, enfim talvez ela seja mesmo uma excluída social, apesar de conseguir acessar a internet e blogar…

    Mas estou mesmo decepcionada por ver as discussões acabarem todas em salário, salário, salário… eu tenho outros ideais além de dinheiro na minha vida e seria bom poder participar de discussões sobre eles. Mas tem gente que só quer falar de dinheiro, fazer o quê, né?

  11. Thelma disse:

    Algumas pessoas não moldam suas opiniões ao dinheiro que ganham. Faz parte do caráter de cada um.

    Continuo defendendo que uma empresa pública se engajar na inclusão social é algo a ser aplaudido. Continuo defendendo que a inclusão social é uma discussão importante para o Brasil. Continuo defendendo que não podemos ser simplistas a ponto de comparar os empregados dos Correios (que recebem salário, ticket e têm assistência médica e odontológica) às pessoas que somente agora estão sendo incluídas socialmente.

    Mas dificilmente você vai entender a defesa engajada de uma opinião, pois já deixou claro que se ganhasse um salário maior, suas opiniões mudariam…

  12. marquinhos disse:

    CAC SP, DEUS QUE ILUMINE SEU CORAÇÃO! Todos os empregados que se interessam pelos serviços da empresa poderam chegar aos cargos de Gerência na ECT ou ainda ir mais além, basta ter boa vontade, determinação e estudar muito. Não devemos ser egoístas, pois do contrário o trabalho não fluirá, a empresa atrav´s da Recrutamento da a oportunidade do empregado obter sua promoção, na empresa tem o projeto de inclusão digital e intelectual, para graduação, pós-graduação e lingua estrangeira. CAC SP, deixe a empresa ajudar aos que precisam e devem acompanhar a evolução tecnológica. Nós temos que seguir o exemplo da empresa e sermos voluntário nesta luta. Parabéns ECT.

  13. OESP disse:

    VIL -SP, VOCÊ MESMA ESTA INDO DE ENCONTRO ÀS SUAS COLOCAÇÕES AO CRITICAR. KKKKKKK, POIS SE É UM BLOG TODOS TEM O DIREITO NA MEDIDA DA PROPORCIONALIDADE/RAZOABILIDADE EXPRESSAR O PENSAMENTO. VOCÊ ACABOU SENDO CONTRADITÓRIA. ADEMAIS, A GALERA SÓ PEDIU PARA ELA DEIXAR O EGOÍSMO UM POUCO, E DEIXAR A ect AJUDAR AOS QUE FICRAM POR DÉCADAS SEM O APOIO DO ESTADO.

  14. marquinhos disse:

    Nós ganhamos conforme a relevância de nossas atribuições e grau de escolaridade. Não foi a ECT que inventou isso não, acorde deste sonho enquanto é tempo, pois a ECT da muitas oportunidades de crescimento, basta querer crescer. Já tivemos carteiros, como supervisor, gerente, coordenador e Diretor. Acorde deste sonho e volte para a realidade que o tempo é uma raposa.

  15. Alex Santa'gda disse:

    Thelma, nós vivemos em um mundo capitalista, no qual para girar é necessário dinheiro, pois tudo que nós fazemos até mesmo voluntariado precisa de dinheiro. Temos que acordar das histórias de conto de fada e começarmos a ajudar as pessoas sem egoísmo e hipocrisia.

  16. Jil Lancaster disse:

    Eu concordo com a Natali. Acho que o que ela quis dizer é que, é bonito o trabalho dos Correios em relação a ações sociais, mas,
    isto é puro marketing, hoje, não só os Correios, mas, milhares de empresas, só fazem isso para que a sociedade os tenham como “empresa modelo” “exemplo de empresa” etc.
    O mais importante as empresas esquecem de fazer, que o chamado marketing interno: Ou seja, fazer o social dentro da própria empresa, ajudar os
    próprios funcionários e depois sim ajudar os de fora. Afinal, que é que tem uma família e, ao invés de ajudar, primeiro, seu familiar, ajuda primeiro o de fora?
    Infelizmente esse é o mundo capitalista que vivemos. As empresas buscam apenas lucro e marketing.
    Plano de saúde, VR, VT, é obrigação de toda empresa para com o trabalhador. Ação Social interno, é para os bons é para “empresa modelo” “exemplo de empresa”.

  17. Marinaldo disse:

    parabens aos correios pelo trabalho de integração

    Função

    Descrição

    Função SOMA

    Use esta função para somar os valores nas células.

    Função SE

    Use esta função para retornar um valor se uma condição for verdadeira e outro valor se for falsa. Assista a este vídeo sobre como usar a função SE.

    Função PROC

    Use esta função quando for necessário analisar uma única linha ou coluna e localizar um valor na mesma posição em uma segunda linha ou coluna.

    Função PROCV

    Use esta função quando precisar localizar coisas em linhas de uma tabela ou de um intervalo. Por exemplo, procurar pelo sobrenome de uma funcionária por seu número de identificação ou encontrar seu telefone pesquisando seu sobrenome (como um catálogo de telefone). Assista a este vídeo sobre como usar a função PROCV.

    Função CORRESP

    Use esta função para procurar um item em um intervalo de células e, em seguida, retornar a posição relativa do item no intervalo. Por exemplo, se o intervalo a1: a3 contiver os valores 5, 7 e 38, em seguida, =MATCH(7,A1:A3,0) a fórmula retorna o número 2, porque 7 é o segundo item no intervalo.

    Função ESCOLHER

    Use esta função para selecionar um valor entre 254 valores que se baseie no número de índice. Por exemplo, se do valor1 até o valor7 forem os números da semana, ESCOLHER retorna um dos dias quando um número entre 1 e 7 for usado como núm_índice.

    Função DATA

    Use esta função para retornar o número de série sequencial que representa uma data particular. Esta função é mais útil em situações em que ano, mês e dia são fornecidos por fórmulas ou referências de célula. Por exemplo, você pode ter uma planilha que contém datas em um formato que o Excel não reconhece, como AAAAMMDD.

    Use a função DATADIF para calcular o número de dias, meses ou anos entre duas datas.

    Função DIAS

    Use esta função para retornar o número de dias entre duas datas.

    Funções PROCURAR e PROCURARB

    As funções PROCURAR e PROCURARB localizam uma cadeia de texto em uma segunda cadeia de texto. Elas retornam o número da posição inicial da primeira cadeia de texto do primeiro caractere da segunda cadeia de texto.

    Função ÍNDICE

    Use esta função para retornar um valor ou a referência a um valor de dentro de uma tabela ou intervalo.

  18. Marinaldo disse:

    correios sempre com excelente trabalho em ações sociais

    Fórmulas básicas do Excel

    O Excel realiza várias operações por meio de fórmulas. As fórmulas são equações que realizam cálculos matemáticos na planilha. Os dados a serem usados nas contas podem ser fornecidos pelo usuário ou referências de outras células, sendo que toda fórmula deve começar pelo sinal de igualdade (=).

    E como as primeiras fórmulas que aprendemos na escola são as de adição, subtração, multiplicação e divisão, no Excel não podia ser diferente:

    Cálculo

    Fórmula

    Explicação

    Exemplo

    Adição

    =SOMA(célulaX;célula Y)

    Para aplicar a fórmula de soma você precisa, apenas, selecionar as células que estarão envolvidas na adição, incluindo a sequência no campo superior do programa junto com o símbolo de igual (=)

    =SOMA(A1;A2).

    Dica: Sempre separe a indicação das células com ponto e vírgula (;). Dessa forma, mesmo as que estiverem em localizações distantes serão consideradas na adição

    Subtração

    =(célulaX-célulaY)

    Segue a mesma lógica da adição, mas dessa vez você usa o sinal correspondente a conta que será feita (-) no lugar do ponto e vírgula (;), e retira a palavra “soma” da função

    =(A1-A2)

    Multiplicação

    = (célulaX*célulaY)

    Use o asterisco (*) para indicar o símbolo de multiplicação

    = (A1*A2)

    Divisão

    =(célulaX/célulaY)

    A divisão se dá com a barra de divisão (/) entre as células e sem palavra antes da função

    =(A1/A2)

    Funções do excel

    Funções são fórmulas automáticas, ou seja, são operações pré-definidas que operam sobre os valores das planilhas. Elas se diferem das fórmulas comuns na medida em que o usuário fornece os valores (parâmetros), mas não os operadores.

    As funções são compostas por dois elementos: o nome da função e os valores, que são exibidos entre parênteses. Esses valores são chamados de argumentos, logo podemos definir funções sem argumentos, com um argumento, ou com vários argumentos.

    Exemplo: =SOMA(A5:A10)

    Onde: SOMA é o nome da função de soma.

    A5:A10 são os seus argumentos, ou seja, as células que desejamos somar.

    O Excel realiza cálculos com maior rapidez dependendo de como os parâmetros são digitados. Exemplo: a função =SOMA(A5:A10) é equivalente a fórmula =A5+A6+A7+A8+A9+A10.

    Dica Voitto: Os “dois pontos” representa “até” e o “ponto e vírgula” representa “um ou outro”.

    Principais teclas de atalho do Excel

    As teclas de atalho servem para facilitar a vida daqueles que utilizam o Excel. Confira quais os comandos mais usados para realizar funções básicas no software:

    CTRL + 1: É o atalho para a formatação de células. Use esse atalho e a janela de formatação da célula se abrirá.

    CTRL + SHIFT + $: Quando se estiver trabalhando com valores monetários, é possível aplicar o formato de moeda utilizando esse atalho. Ele coloca o símbolo R$ no número e duas casas decimais. Valores negativos são colocados entre parênteses.

    CTRL + SHIFT + Asterisco (*): Esse comando é extremamente útil quando você precisa selecionar os dados que estão em volta da célula atualmente ativa. Caso existam células vazias no meio dos dados, elas também serão selecionadas.

    CTRL + Sinal de adição (+): Usado para inserir células. Ao se selecionar uma coluna toda e usar esse atalho, ele cria outra coluna. O mesmo ocorre para a linha.

    CTRL + Sinal de subtração (-): Usado para excluir células. Ao se selecionar uma coluna toda e usar esse atalho, ele exclui a coluna inteira. O mesmo ocorre para a linha.

    CTRL + D: Repete o comando inserido na célula anterior, inclusive fórmulas e formatação. Por exemplo: deseja-se colocar o valor “85” no intervalo A1:A150. Basta inserir esse valor na primeira célula. Selecionar o intervalo A1:A150 e pressionar o atalho. O mesmo feito na primeira célula se repetirá para as outras.

    CTRL + R: Funciona da mesma forma que o comando acima, mas para preenchimento de colunas.

    CTRL + ALT + V: Atalho para Colar Especial. Quando essa janela estiver aberta, basta teclar a tecla V que a opção Valores é selecionada.

    CTRL + PAGE DOWN: Utilize esse comando para mudar para a próxima planilha da sua pasta de trabalho.

    CTRL + PAGE UP: Similar ao comando anterior. Porém, ao executar você muda para a planilha anterior.

    CTRL + Setas de direção: Move o cursor para a última célula preenchida. Se houve alguma célula vazia no meio, o cursor será movido para a última célula preenchida que estiver antes da vazia.

    CTRL + BARRA DE ESPAÇO: Utilize esse atalho se você quiser selecionar a coluna inteira onde está o cursor.

    SHIFT + BARRA DE ESPAÇOS: Semelhante ao comando acima, porém, seleciona a linha inteira onde está o cursor.

    ALT + Igual (=): AutoSoma.

    ALT + Ponto e vírgula (;): Seleciona apenas células visíveis (útil para copiar dados de uma tabela onde há filtros ou células foram ocultadas). Com este comando, apenas as células visíveis serão selecionadas.

    F2: Se você cometer algum erro enquanto está inserindo fórmulas em uma célula, pressione o F2 para poder mover o cursor do teclado dentro da célula, usando as setas para a direita e esquerda. Caso você pressione uma das setas sem usar o F2, o cursor será movido para outra célula.

    F4: Repete o último comando ou ação, se possível. Quando uma referência a uma célula ou um intervalo de células é selecionado em uma fórmula, F4 circula por todas as várias combinações de referências absolutas e relativas.

    F5: Exibe a caixa de diálogo Ir Para.

    F8: Use essa tecla para ligar ou desligar o modo de seleção estendida. Esse pode ser usado da mesma forma que o SHIFT. Porém, ele só será desativado quando for pressionado novamente, diferente do SHIFT, que precisa ser mantido pressionado para que você possa selecionar várias células da planilha.

    F9: Calcula todas as planilhas em todas as pastas de trabalho abertas.

    F11: Reconhece automaticamente todo o intervalo preenchido da célula ativa e gera um gráfico em uma outra aba. Muito útil para se fazer gráficos de maneira muito ágil.

  19. Danile disse:

    legal o trabalho de ação social do correios

    1) Soma
    Estrutura:
    =SOMA(Valor 1;Valor 2;Valor 3;…)

    ou

    =SOMA(Valor 1:Valor N)

    Útil quando… for necessário realizar a soma de muitos valores, podemos dizer que mais de 3. Por exemplo, digamos que temos que realizar a soma dos valores que estão nas células D3, D4 e D5. Podemos realizar a operação de duas formas distintas no Excel.
    Sem função: =D3+D4+D5
    Com função: =SOMA(D3:D5)
    Reparem que a utilização dos dois pontos (:) facilitou o processo, porém, talvez tenha dado o mesmo trabalho digitar utilizando a função ou não a utilizando no caso acima. Por outro lado, se a soma fosse das células D3, D4, D5, D6, D7, D8, D9, D10, realizá-la sem utilizar a função seria bem mais trabalhoso. Vamos ver?

    Sem função: =D3+D4+D5+D6+D7+D8+D9+D10
    Com função: =SOMA(D3:D10)
    Agora já imaginou somar 100 células sem usar a função soma?

    Exemplo:
    Exemplo da função soma – 7 funções básicas do Excel
    Realizando a soma das células B3 até B11.
    2) Média
    Estrutura:
    =MÉDIA (Valor 1;Valor 2;Valor 3;…)

    ou

    =MÉDIA(Valor 1:Valor N)

    Útil quando… necessário realizar a média entre dois ou mais valores. Semelhante a função soma, podemos e devemos utilizar os dois pontos (:) para calcular a média entre um intervalo de células informando somente a primeira e a última célula do intervalo.
    Exemplo:
    Média dos itens vendidos de D3 até D9 – 7 funções básicas do Excel
    Média dos itens vendidos de D3 até D9.
    3) Máximo
    Estrutura:
    =MÁXIMO(Valor 1; Valor 2; Valor 3;…)

    ou

    =MÁXIMO(Valor 1:Valor N)

    Útil quando… é preciso saber qual o maior número de um intervalo de números. Assim como as funções acima utilizamos dois pontos (:) para informar o intervalo passando para a função somente o primeiro e último número.
    Exemplo:
    Máximo de D3 até D9 – 7 funções básicas do Excel
    Calculando a quantidade mais vendida com a função máximo.
    +Plus+
    A função máximo sempre retornará o MAIOR de um intervalo de números. Para saber o segundo maior, terceiro maior e assim por diante usamos a função MAIOR(). Esta função é muito semelhante a função máximo com a diferença que além do intervalo devemos informar também a posição deste maior que queremos.

    Estrutura:
    =MAIOR(Valor1:Valor N;Posição)

    Na “posição” devemos informar 1 para o primeiro maior, 2 para o segundo maior, 3 para o terceiro maior e assim por diante.

    4) Mínimo
    Estrutura:
    =MÍNIMO(Valor 1; Valor 2; Valor 3;…)

    ou

    =MÍNIMO(Valor 1:Valor N)

    Útil quando… é preciso saber qual o menor número de um intervalo de números. Ou seja, faz exatamente o oposto da função máximo.
    Exemplo:
    Mínimo de D3 até D9 – 7 funções básicas do Excel
    Calculando a quantidade menos vendida com a função máximo.
    +Plus+
    Assim como temos a função maior para trazer o N maior número de um intervalo, de maneira semelhante temos a função MENOR(), que obviamente retornará o N menor número de um intervalo de números.

    Estrutura:
    =MENOR(Valor1:Valor N;Posição)

    Na “posição” devemos informar 1 para o primeiro menor, 2 para o segundo menor, 3 para o terceiro menor e assim por diante.

    5) Contar Valores
    Estrutura:
    =CONT.VALORES(Valor 1; Valor 2; Valor 3;…)

    ou

    =CONT.VALORES(Valor 1:Valor N)

    Útil quando… é necessário saber a quantidade de valores dentro de um intervalo. Neste caso, o excel entende como valores, qualquer conteúdo da célula, seja ele número ou texto. Podemos entender que esta função retornará a quantidade de células não vazias.
    Exemplo: A1=40, A2= “Alexander Lima”, A3 = 120. =CONT.VALORES(A1:A3) – 7 funções básicas do Excel
    Contar quantos valores existem no intervalo de A1 até A3.
    Resposta = 3 – 7 funções básicas do Excel
    O resultado da função será 3, pois temos 3 valores entre números e textos.
    6) Contar Números
    Estrutura:
    =CONT.NÚM(Valor 1; Valor 2; Valor 3;…)

    ou

    =CONT.NÚM(Valor 1:Valor N)

    Útil quando… for necessário saber a quantidade de números dentro de um intervalo. Diferente da função para contar valores, a contar números retornará a quantidade de número em um intervalo.
    Exemplo: A1=40, A2= “Alexander Lima”, A3 = 120. =CONT.NÚM(A1:A3) – 7 funções básicas do Excel
    Contar quantos números existem no intervalo de A1 até A3
    Resposta = 2. – 7 funções básicas do Excel
    O resultado da função será 2, pois temos números apenas na célula A1 e A3.
    7) SE
    Estrutura:
    =SE(Teste; Valor Se Verdadeiro; Valor Se Falso)

    Útil quando… o valor que deve aparecer depende de alguma condição. Esta é uma das funções que muitos sentem dificuldade, porém ela não é tão complicada quanto parece. Para utilizarmos a função SE precisamos passar 3 informações.
    Teste – Esta informação é um teste que o Excel realizará. O teste será apenas verdadeiro ou falso. Esta informação deve ser indicada utilizando sinais de comparação, são eles: = (Igual), > (Maior), < (Menor), (Diferente).
    Valor Se Verdadeiro – Caso o teste realizado no primeiro parâmetro seja dado como verdadeiro o Excel exibirá ou calculará o que for informado neste parâmetro.
    Valor Se Falso – Caso o teste realizado no primeiro parâmetro seja dado como falso o Excel exibirá ou calculará o que for informado neste parâmetro.
    Exemplo:”SeVale ressaltar que para exibir um texto, este tem que estar entre aspas, como na imagem acima, caso contrário o Excel entenderá como uma função ou nome de célula. Como não existe, no caso acima, nenhuma função Aprovado ou Reprovado no Excel, nem células com este nome, o Excel exibirá um erro de #NOME?. A função SE pode ficar bem mais complexa que isso, quando precisamos usar uma função SE dentro da outra. Porém, como este post trata de funções “básicas” vamos abordar isto em outro momento.
    Dúvidas e ideias de postagem ou destas ou outras funções básicas do excel fiquem a vontade nos comentários

  20. Danile disse:

    SO PARA FINALZAR ACHO QUE OS CORREIOS

    =SOMA()
    ou em inglês =SUM()

    soma-pplware-01

    Esta é uma das funções mais básicas e ao alcance de todos os utilizadores Excel. A sua função é soma de células, por exemplo, a soma dos números contidos na célula B2 e na célula M2 e serem apresentados na célula D3. Para usar esta função basta clicar na célula onde pretendemos ver o resultado, por exemplo a D3 e escrever =SOMA( e de seguida premir e manter premida a tecla CTRL para depois clicar com o rato nas células a somar, como no exemplo a B2 e a M2. Uma vez seleccionadas as células carrega-se em ENTER e o resultado da soma aparece de imediato. É possível seleccionar células específicas ou um conjunto seguido de células.

    =MÉDIA()
    ou em inglês =AVERAGE()

    media-pplware-01

    A função MÉDIA faz nada mais do que a palavra diz: tira a média de valores somados entre eles. A função MÉDIA mede a tendência central, que corresponde à localização do centro de um grupo de números numa distribuição estatística. O modo de funcionamento é igual à função de SOMA anteriormente explicado. Um exemplo: =MÉDIA(número1; [número2]; …).

    =MÍNIMO()
    ou em inglês =MIN()

    minimo-pplware-01

    Se o utilizador necessitar encontrar o número menor dentro de um intervalo de células então a função MÍNIMO pode ajudar. Por exemplo, se usarmos um intervalo de células com a fórmula =MÍNIMO(M3:M39) será mostrado nesse campo o valor mais baixo encontrado em todo o conjunto de células.

    =MÁXIMO()
    ou em inglês =MAX()

    maximo-pplware-01

    Ao contrário da função MÍNIMO, a função MÁXIMO faz exactamente o oposto, ou seja, quando aplicada a fórmula =MÁXIMO(M3:M39) iremos obter o maior número contido num intervalo de células por nós definido.

    =COMPACTAR()
    ou em inglês =TRIM()

    COMPACTAR-PPLWARE-01

    Se copiar texto de outro programa em Excel você pode muitas vezes acabar com excesso de espaço em branco que acaba por desconfigurar a nossa folha de cálculo, ora a função COMPACTAR ajuda a limpar tudo. Assim, esta função remove todos os espaços do texto excepto os espaços únicos entre palavras. Utilize COMPACTAR no texto que recebeu de outra aplicação que pode ter espaçamento irregular.

    Uma desvantagem desta função é o facto de poder apenas lidar com texto de uma única célula.

    =CONT.NÚM()
    ou em inglês =COUNT()

    CONT.NUMERO

    Caso o utilizador necessite saber quantas células num determinado conjunto contêm números então esta função evita as contagens manuais. Mesmo que existam textos misturados com números a função CONT.NÚM consegue apresentar o resultado correcto. Por exemplo, você pode inserir a seguinte fórmula para contar os números no intervalo A1:A20: =CONT.NÚM(A1:A20) neste exemplo, se cinco das células no intervalo contiverem números, o resultado será 5.

    =CONTAR.VAL()
    ou em inglês =COUNTA()

    CONTAR.VAL

    Semelhante ao exemplo acima, a função CONTAR.VAL conta células que contenham qualquer tipo de informações, incluindo valores de erro e texto vazio (“”). Por exemplo, se o intervalo contiver uma fórmula que devolva uma cadeia vazia, a função CONTAR.VAL conta o valor. A função CONTAR.VAL não conta células vazias..

    =NÚM.CARACT()
    ou em inglês =LEN()

    NUMCAR

    Se desejar contar o número de caracteres existentes numa única célula, incluindo espaços em branco então o NÚM.CARACT retorna esse número de caracteres numa sequência. Por exemplo, pretendo saber quantos caracteres estão na célula S1? Basta digitar =NÚM.CARACT(S1) numa célula diferente e obteremos essa informação.

    =CONCATENAR()
    ou em inglês =CONCATENATE()

    CONCATENAR

    Esta é uma das funções de texto do Excel que serve precisamente para unir duas ou mais cadeias de texto numa única cadeia. Por exemplo, =CONCATENAR(“População de fluxo para “, A2, ” “, A3, ” é “, A4, “/km”) pelo que o resultado final seria algo como “População de fluxo para espécies de trutas é de 32/km.”

    =DIAS()
    ou em inglês =DAYS()

    DIAS

    Quer saber o número de dias entre duas datas numa folha de cálculo? Se tivesse, por exemplo, a data de 5 de setembro de 2015 na célula A4 e 27 de dezembro de 2015 em A5 ao usar a função =DIAS(A5, A4) poderia obter a resposta imediatamente. Nesta função devemos ter em conta que ao inverter a ordem das células obteríamos um número positivo.

    =DIATRABALHOTOTAL()
    ou em inglês =NETWORKDAYS()

    FERIADOS

    Sabendo que por ano o número de dias é grande a contagem manual nem sempre é fácil ou, importante, prática. Contudo se precisamos saber quantos dias de trabalho um determinado periodo abrange podemos sempre recorrer ao =DIATRABALHOTOTAL. A função devolve exactamente o número de dias úteis inteiros entre a data_inicial e a data_final. Os dias úteis excluem os fins de semana e quaisquer datas identificadas em feriados. Esta função pode ser usada, não exclusivamente, para calcular os benefícios aos empregados que recebem com base no número de dias trabalhados durante um período específico.

    A função =DIATRABALHOTOTAL() usa o mesmo formato da função =DIAS() sendo que neste caso o utilizador precisa usar uma ordem crescente da célula para obter um número não-negativo. Por exemplo =DIATRABALHOTOTAL(A4, A5) apresentará 80 e não -80.

    =RAIZ()
    ou em inglês =SQRT()

    RAIZ

    É necessário saber a raiz quadrada de um número? Basta escrever numa qualquer célula, por exemplo, =SQRT(1978) e carregar no ENTER. O resultado não engana.

    =AGORA()
    ou em inglês =NOW()

    AGORA

    Ter a data e a hora actuais numa folha de cálculo do Excel para si é fundamente? Basta escrever a função =NOW() e teremos essa informação sempre disponível para a célula onde queiramos ver a data e já está. Também é possível fazer apresentar datas futuras, por exemplo =AGORA() + 32 e a data a mostrar será e 32 dias adiante da data actual.

    =ARRED()
    ou em inglês =ROUND()

    ARRED

    Como a abreviatura da função pode sugerir, esta função permite arredondar números. O =ARRED() exige dois argumentos: um número ou célula e o número de dígitos para arredondar para. Por exemplo se tivermos o número 231.852645 em A1, por exemplo, =ARRED(A1, 0) iremos obter o número 232. Por outro lado se escrevermos =ARRED(A1, 1) veremos o número 232,9 ou ainda =ARRE(A1,-1) devolverá o valor 230.

    =ARRED.PARA.CIMA() e =ARRED.PARA.BAIXO()
    ou em inglês = ROUNDUP(), =ROUNDDOWN()

    ARREDPARA

    Se procuramos um um controlo mais directo sobre arredondamentos para cima ou para baixo existem estas duas funções também. Por um lado o =ARRED.PARA.CIMA() irá arredondar um número para cima afastando-o de zero, por outro =ARRED.PARA.BAIXO() que por defeito arredonda um número até zero. Por exemplo =ARRED.PARA.BAIXO(3,2; 0) irá arredondar o valor 3,2 por defeito para nenhuma casa decimal ou seja para o valor de 3.

    O exemplo oposto de =ARRED.PARA.CIMA() seria: =ARRED.PARA.CIMA(3,2;0) a função arredondaria o valor de 3,2 para cima até zero de casas decimais ou seja, reflectindo o valor de 4.

    Estas são apenas 15 das centenas de funções mais ou menos complexas que acompanham o Excel 2010 ou versões superiores e que permitem a criação de folhas de cálculo verdadeiramente profissionais. Tenham por favor em conta que algumas fórmulas podem alterar de designação consoante a versão do Excel.

    Hoje em dia existe uma ferramenta online, da Microsoft, que nos ajuda plenamente e que foi usada inclusivamente para construir este artigo: o Suporte do Office. Claro que a própria ajuda do Excel (F1) em si é bastante preciosa, basta saber procurar:

  21. Danile disse:

    CORREIOS PODERIA

    A Idade
    Média
    450 — 1066
    ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA
    AXUM, O IMPÉRIO DE GANA E A MIGRAÇÃO DOS BANTOS
    O reino africano de Cuche foi derrotado no ano 300 pelo grande império comercial de Axum,
    localizado no Nordeste do continente, entre o mar Vermelho e o Nilo (Axum é hoje uma cidade da
    moderna Etiópia). Convertido ao cristianismo no século IV d.C., o Império de Axum, que a certa
    altura englobava algumas cidades ricas, permaneceu como importante centro comercial até o final dos
    anos 600, quando então começa a perder competitividade no comércio mediterrâneo com a crescente
    influência dos árabes islâmicos. Axum é mais conhecida por sua arquitetura, particularmente seus 126
    enormes obeliscos, que chegam a 34 metros de altura.
    Outra nação africana (a mais antiga registrada pelos árabes) foi o Império de Gana, na África
    Ocidental, que surgiu no século VIII. Sem qualquer relação com a moderna Gana e situado em uma
    área hoje ocupada em parte pelo Mali e pelo sudeste da Mauritânia, esse império foi um importante ‐
    centro para o comércio de ouro, que era obtido no sul e trocado com mercadores árabes por diversas
    mercadorias, inclusive sal. Gana declinou nos anos 1000, com a ascensão dos almorávidas muçulmanos.
    A história antiga da África mais ao sul não é bem documentada, embora se acredite que o idioma
    e a agricultura de povos de língua banto do Leste da Nigéria tenham se espalhado para o sul durante o
    início da era cristã na Europa, substituindo a caça e a coleta praticadas pelos primeiros habitantes da
    região. Por volta do século VIII, cidades na costa oriental da África, ligadas a reinos no interior do
    continente, foram estabelecidas por povos falantes do que os árabes, mais tarde, chamaram de suaíli
    (termo derivado da palavra árabe para “da costa”).
    O NASCIMENTO DO ISLAMISMO
    No ano 610, Maomé, um mercador árabe que vivia em Meca, teve uma visão na qual foi instruído a
    proclamar a grandeza de Alá, Deus Todo-Poderoso. Ao fazer sua pregação, atraiu muitos seguidores,
    embora as autoridades de Meca o vissem como um perigoso inimigo. A fuga de Maomé de homens
    que pretendiam assassiná-lo, em 16 de julho de 622, é conhecida como Migração — ou Hégira —, e o
    calendário islâmico tem início a partir dessa data. Os ensinamentos de Maomé, conhecidos como
    islamismo (que significa “prática da rendição”, pois os crentes se rendem à vontade de Alá), foram
    mais tarde compilados em um livro chamado Corão. Retornando a Meca com um grande exército de
    seguidores, Maomé conquistou a cidade e, mais tarde, pregou a mensagem do islamismo para cerca de
    40 mil peregrinos, ocasião em que os conclamou a rezar cinco vezes por dia, voltados para Meca. Sua
    mensagem se difundiu rapidamente, e quando morreu, em 632, a maior parte da península Arábica
    estava sob o domínio islâmico.
    A nova fé foi levada para fora da península Arábica pelo padrasto de Maomé, Abu Bakr (conhecido
    como “califa”, que significa sucessor ou representante), e pelo califa Omar, chegando à Palestina, à
    Pérsia sassânida e ao Egito. Mais tarde, exércitos árabes conquistaram todo o Norte da África e
    grandes regiões da Ásia (incluindo o Oeste da Índia). A partir de 670, tentaram repetidamente
    conquistar Constantinopla, sem sucesso. Chipre e Sicília, no entanto, caíram sob o domínio islâmico,
    assim como a Espanha (antes dominada pelos visigodos). O avanço dos árabes em terras europeias foi
    finalmente interrompido pelo líder franco Carlos Martel, que os derrotou em 732 na Batalha de
    Poitiers.
    No ano 751, o grande Império Islâmico já se estendia da fronteira da Espanha com a França até a
    China (seguindo o sentido sudoeste), e as cidades sagradas de Meca e Medina haviam se tornado
    centros de uma sofisticada cultura árabe e da religião muçulmana.
    O CALIFADO ABÁSSIDA
    Durante a conquista islâmica, foram estabelecidas diversas dinastias, notadamente a omíada, cuja
    capital, Damasco, na Síria, tornou-se o centro do Império Islâmico. Em 750, descendentes do tio do
    profeta Maomé, conhecidos como abássidas,* derrubaram a dinastia omíada e, em 762, mudaram a
    capital para Bagdá, no Iraque. (Os omíadas fugiram para a Espanha — chamada pelos islâmicos de AlAndalus
    — e em 756 se estabeleceram no califado de Córdoba, onde fundaram uma dinastia.) Os
    abássidas estavam mais interessados no Leste — Iraque, Pérsia, Índia e Ásia central — do que no
    Norte da África e no Mediterrâneo; assim, Bagdá tornou-se o próspero centro cultural, social e
    comercial de um enorme império.
    Entre 750 e 833, os abássidas aumentaram o prestígio e o poder do império, notadamente sob seu
    quinto califa, Harun al-Rashid, cujo governo, entre 786 e 809, iniciou o que foi chamado de “era
    dourada do islamismo”. A reputação de Harun al-Rashid (que alguns consideram exagerada) resulta em
    grande parte da obra-prima literária As Mil e Uma Noites, inspirada na luxuosa corte desse califa. Seu
    filho, al-Mamun (governou de 813 a 833), saiu-se melhor no que se refere a sufocar rebeliões no
    império e guerrear contra os bizantinos. Também construiu observatórios para o estudo da astronomia
    e promoveu a tradução de obras científicas e filosóficas gregas, o que muito contribuiu para o
    renascimento dos estudos clássicos na Europa.
    Essa revitalização no ensino, que absorveu também os conhecimentos e as experiências da Índia,
    da Pérsia e da China, propiciou grandes avanços nas artes, ciências, leis, medicina e agricultura do
    império. Os numerais arábicos, com base nos indianos, são agora usados comumente no mundo, assim
    como o papel, invenção chinesa aperfeiçoada pelos árabes. Outras realizações islâmicas incluem o
    desenvolvimento da trigonometria e avanços na óptica, na matemática e na astronomia.
    O CALIFADO FATÍMIDA
    O califado fatímida foi fundado no ano 909, na Tunísia, por Abdullah al-Mahdi. Muçulmano xiita, ele
    alegava ser descendente da irmã de Maomé, Fátima (cujos descendentes, de acordo com os xiitas, são
    os únicos sucessores de Maomé, em contraposição aos sunitas, segundo os quais qualquer seguidor do
    islamismo tem direito à sucessão). Rivalizando com o califado sunita da dinastia abássida, a influência
    fatímida logo se estendeu por todo o Magreb central (área que hoje abrange o Marrocos, a Tunísia, a
    Argélia e a Líbia), irradiando-se a partir de Mahdia, na Tunísia, a recém-construída capital fatímida.
    No final do século X, os fatímidas, com a ajuda dos berberes, um povo montanhês, conquistaram o
    Egito, onde em 969 construíram uma nova capital, al-Qahirah (Cairo). Lá ergueram a mesquita de AlAzhar,
    que se transformou em uma universidade e, juntamente com a Biblioteca do Cairo, fez da
    cidade um grande centro de cultura. Os fatímidas eram também conhecidos por seus finos objetos de
    vidro, metal e cerâmica, assim como por sua arquitetura — boa parte da qual ainda pode ser vista no
    Cairo. Em seu apogeu (em torno do ano 969), o califado fatímida, centralizado no Egito, governou
    um império que englobava o Norte da África, a Sicília, a Palestina, a Jordânia, o Líbano, a Síria, o
    Iêmen e partes da Arábia Saudita, incluindo Meca e Medina.
    Em 1057, um califado fatímida foi brevemente proclamado em Bagdá. Mas a dinastia não
    demorou a entrar em declínio, quando perdeu o controle de seus territórios no Levante e em partes da
    Síria, devido a invasões turcas e às Cruzadas. Disputas relativas a sucessões acarretaram seu colapso em
    1171, quando sucumbiu ante o califado sunita dos aiúbidas, liderado pelo lendário curdo Saladino.
    EXTREMO ORIENTE
    A ERA DOURADA DA CHINA
    A dinastia Tang (618-907) e a curta dinastia Sui, que a precedeu (589-618), seguiram-se a quase
    quatro séculos de guerra civil na China. Durante esse período, os hunos e os turcos invadiram o Norte
    do país (entre 317 e 589), e o budismo se difundiu entre seus diversos reinos.
    Os anos da dinastia Tang foram relativamente estáveis, com um sistema de governo em que os
    imperadores preferiam usar funcionários leais e treinados a nobres indisciplinados. Changan, sua
    capital (hoje Xian), abrigava cerca de 1 milhão de habitantes, população urbana que excedia
    amplamente qualquer outra no mundo. Seus grandes exércitos, abastecidos de soldados provenientes
    da enorme população chinesa — em torno de 50 milhões de pessoas, na época —, conseguiram
    dominar muitos povos nômades da Ásia central e conquistaram ou subjugaram diversas regiões
    vizinhas, conferindo à dinastia Tang enorme influência cultural sobre a Coreia, o Japão, o Sudeste da
    Ásia e o Tibete.
    Os Tang também reabriram a lucrativa Rota da Seda, o que proporcionou à China acesso à Pérsia,
    ao Oriente Médio, à Índia e à Ásia central. Suas áreas urbanas, em particular Changan, absorveram boa
    parte da influência cultural estrangeira e se tornaram centros cosmopolitas de comércio e manufatura.
    A literatura e as artes também floresceram, principalmente a poesia lírica, a cerâmica (com o
    surgimento da porcelana) e a escultura. A impressão por meio de blocos de madeira também foi
    introduzida durante a dinastia Tang, assim como a utilização de tipos móveis, o que ensejou a
    produção de livros impressos na China séculos antes de qualquer outro lugar no mundo.
    No século VIII, a dinastia começou a enfraquecer (processo iniciado no ano 751, quando forças
    chinesas foram derrotadas por exércitos árabes, e em 763, quando forças tibetanas ocuparam Changan).
    Do início do século X até 960, a China se viu de novo dividida em pequenos Estados até a dinastia
    Sung assumir o poder, que manteve até o século XIII.
    AS REFORMAS TAIKA NO JAPÃO
    Imperadores governavam o Japão havia muitos séculos — desde o V a.C., segundo as tradições
    japonesas, quando o clã Yamato, oriundo do centro-sul da ilha de Honshu (nas cercanias da atual
    cidade de Quioto), estabeleceu seu poder e, um tanto frouxamente, controlou grande parte do
    território.
    A partir do século V d.C., a China começou a exercer grande influência no país, o que teve
    impacto no sistema de governo, na religião, na arquitetura e nas práticas culturais. Os ensinamentos
    budistas, levados ao Japão por monges chineses e adotados como religião oficial em 538, assinalaram
    uma mudança na sociedade japonesa. Entretanto, a antiga religião japonesa, o xintoísmo, baseada na
    adoração da natureza, nos espíritos e no culto aos ancestrais (e através do clã Yamato associada a
    Amaterasu, deusa do sol), não foi destruída, coexistindo no Japão lado a lado com o budismo.
    No século VII, o príncipe Shotoku Taishi (governou de 572 a 622) inaugurou um sistema
    centralizado de governo influenciado pela dinastia Sui da China. Em 640, o imperador Kotoku
    implantou reformas adicionais (conhecidas como “Taika”) destinadas, especificamente, a organizar o
    governo em bases chinesas. Tais reformas estabeleceram um serviço civil centralizado para intensificar
    o poder da corte imperial. A nova capital, em Nara, construída no início do século VIII, seguiu
    também um modelo chinês, a cidade de Changan, capital da China. A influência cultural chinesa foi
    sentida em todos os níveis: os japoneses adotaram uma forma modificada de chinês como língua oficial
    e até os típicos quimonos japoneses, acredita-se, foram concebidos nos moldes das vestimentas
    adotadas pela dinastia Tang.
    Em 784, o imperador Kammu mudou a capital para Heian (atual Quioto), de onde os integrantes
    do clã Fujiwara governaram como regentes civis até cerca do ano 1000, enquanto a família imperial se
    retirava para o isolamento.
    O IMPÉRIO GAZNÁVIDA
    Em 977, um ex-escravo turco chamado Sebuk Tigin tornou-se governador da cidade de Ghazna (hoje
    Ghazni, no Afeganistão), na época sob o controle do Império Samânida da Pérsia. Mais tarde, Sebuk
    Tigin renegou o controle samânida e, juntamente com seu filho e sucessor, estendeu seu domínio
    sobre grande parte do que é hoje o Afeganistão.
    Em 998, Mahmud, o filho mais velho de Sebuk Tigin, e o mais destacado dos dirigentes
    gaznávidas, obteve novas conquistas, capturando as cidades persas de Ray e Hamadã e expandindo o
    império — que se estendeu do mar Cáspio, a oeste, até o Norte da Índia, a leste. Atribui-se a Mahmud
    muitas incursões à Índia, onde saqueou templos e palácios, e massacrou vidas (50 mil indianos em
    apenas uma das investidas). Os despojos enriqueceram Ghazna, cujos visitantes se maravilhavam com
    seus prédios ornamentados, as bibliotecas e a corte suntuosa.
    Como se tratava de uma dinastia islâmica (os gaznávidas haviam se afastado do paganismo de suas
    origens turcas), Mahmud levou o islamismo a novas fronteiras, incluindo a Índia. Após sua morte, no
    ano 1030, o império começou a se fragmentar, devido principalmente ao crescente poder dos turcos
    seljúcidas. Com o império se contraindo, os gaznávidas mudaram sua capital para Lahore, no Punjab,
    continuando poderosos no noroeste da Índia até 1186, quando os gúridas (uma dinastia proveniente
    do centro do Afeganistão) tomaram Lahore e incendiaram completamente a cidade de Ghazna.
    EUROPA
    O IMPÉRIO BIZANTINO
    Enquanto invasores bárbaros devastavam o Império Romano do Ocidente, o Império Romano do
    Oriente e sua capital, Constantinopla (hoje Istambul), prosperavam. Seu primeiro imperador,
    Constantino (governou de 324 a 337), promovera a tolerância religiosa e fizera do cristianismo a ‐
    religião oficial do império.
    Situada entre a Europa e a Ásia, Constantinopla havia se tornado um eixo de comércio entre os
    dois continentes. Isso trouxe grande riqueza para a cidade, que se tornou famosa por sua arte e luxuosa
    arquitetura. Tesouros de todo o mundo adornavam seus prédios. As culturas grega e romana foram
    preservadas — da literatura às leis —, e o cristianismo se manteve como o centro da vida bizantina.
    Teodósio II (408-50) e Anastácio (491-518) melhoraram as finanças assim como as defesas da
    capital, construindo enormes torres e fortificando muralhas. Em 527, Justiniano I reconstruiu grande
    parte da capital e, determinado a reunir o Leste e o Oeste em um vasto domínio cristão, expandiu o
    império, conquistando o Norte da África e partes da Itália. Também compilou e codificou as leis de
    Roma, que ainda formam em parte a base do direito europeu. Quando Justiniano morreu, em 565, o
    Império Bizantino se estendia da Espanha à Pérsia.
    No século VII, árabes muçulmanos invadiram a Pérsia, o Oriente Médio, o Norte da África e a
    Espanha. Entre 674 e 678, sitiaram Constantinopla por terra e mar, mas não conseguiram tomá-la. Nos
    séculos VIII e IX, uma desunião religiosa — com respeito à veneração de ícones religiosos,
    principalmente — enfraqueceu o império. Depois, em 1504, diferenças teológicas entre
    Constantinopla e Roma provocaram o Cisma Ocidente-Oriente. O Império Bizantino ruiu finalmente
    em 1453, quando Constantinopla foi capturada pelos turcos otomanos.
    MIGRAÇÕES BÁRBARAS
    Por volta de 350, “hordas bárbaras” — que incluíam as tribos indo-europeias dos godos e dos vândalos,
    oriundas das regiões do Baixo Danúbio e do mar Negro — penetraram a Europa Ocidental em busca
    de novas terras e riquezas. Mudanças climáticas e um aumento na população os impeliram a migrar
    para oeste; outro motivo foi a invasão de seus territórios pelos hunos, nômades temíveis que provinham
    da Ásia central e que haviam conquistado grandes áreas entre o Reno e o mar Cáspio.
    Os ataques dos povos bárbaros ensejaram três vezes o saque de Roma: primeiramente pelos
    gauleses, em 387, depois pelos visigodos (godos originários da Dácia, região hoje situada na
    Romênia), em 410, e finalmente pelos vândalos, em 455 — que permaneceram na cidade duas semanas
    e pilharam muitas obras de arte. Tais invasões acabaram provocando o colapso do Império Romano na
    Europa Ocidental. Esses distúrbios propiciaram o aparecimento de novos domínios, como o reino
    franco, na França, e a fixação na Inglaterra de anglos, saxões e jutos, vindos da Alemanha e da
    península da Jutlândia.** Os hunos, que haviam assolado a Gália e a Itália, desapareceram do cenário
    europeu após a derrota e posterior morte de Átila, seu grande líder, ocorrida em 453.
    No século seguinte, os bizantinos subjugaram tanto os vândalos, no Norte da África, quanto os
    ostrogodos (godos da área do mar Negro), que haviam se estabelecido na Itália. Os visigodos, que
    haviam ocupado grande parte da Espanha, foram derrotados pelos francos, em 507; depois, no século
    VIII, foram absorvidos pelos invasores muçulmanos. A tribo germânica dos lombardos, que havia se
    estabelecido nas planícies húngaras, invadiu e ocupou a Itália em 568. O reino lombardo permaneceu
    independente até os francos entrarem na península Itálica, em 773.
    O CRESCIMENTO DO CRISTIANISMO
    O turbulento período de invasões bárbaras foi acompanhado, na Europa Ocidental, por uma difusão
    gradual do cristianismo. Por volta do ano 500, Bento de Núrsia, que após sua morte veio a ser
    beatificado, formou uma comunidade monástica na qual os monges dedicavam suas vidas ao
    cristianismo e viviam conforme um estrito conjunto de normas (a Regra de São Bento). No início do
    século VI, a Irlanda já era majoritariamente cristã, graças ao zelo missionário de São Patrício no século
    anterior. E no final do século VII, o cristianismo havia se difundido na Grã-Bretanha, fomentado em
    parte pela chegada à Inglaterra de Santo Agostinho de Cantuária (por ordem do papa Gregório, o
    Grande), de São Columba à Escócia e de São Davi ao País de Gales.
    Monges começaram a viajar pela Gália e pela Alemanha, convertendo aos poucos a população
    germânica, que antes adorava seus próprios deuses. Mosteiros recém-construídos se transformaram em
    importantes centros de ensino e manufatura, educando os jovens que viviam nas cercanias, copiando e
    preservando antigos textos gregos e latinos, criando lindos manuscritos decorados com iluminuras,
    produzindo finos objetos de ouro e prata, cultivando a terra ao redor, oferecendo abrigo para os
    viajantes e proporcionando cuidados aos doentes. Os monges também agiam como conselheiros dos
    líderes cristãos do reino franco, que se expandia pela Europa Ocidental e central (atingindo o ápice
    sob Carlos Magno — pág. 65) e consolidava o estabelecimento do cristianismo.
    No ano 800, a Europa Ocidental era totalmente governada por reis cristãos. As atividades
    missionárias (em sua maior parte iniciadas pela Igreja bizantina) se concentravam na Europa Oriental e
    central, cristianizando a população eslava no século IX e difundindo o cristianismo na Rússia no final
    da década de 980.
    O IMPÉRIO FRANCO E CARLOS MAGNO
    Os francos constituíam uma sociedade guerreira, com base no que é hoje a Bélgica. Um de seus grupos
    se mudou para a Gália, onde estabeleceu a dinastia merovíngia. Na formação da Europa Ocidental, os
    francos teriam influência maior que qualquer outro povo bárbaro.
    Um de seus líderes mais poderosos, Clóvis, que se tornara governante dos francos ocidentais em
    481 e se convertera ao cristianismo, submeteu ao seu domínio a maior parte do que hoje é a França e
    metade da Alemanha. Gradativamente, a dinastia merovíngia consolidou sua influência sobre os reinos
    vizinhos — de modo que, ao final do século VIII, os francos dominavam grande parte da Europa
    Ocidental.
    Em 732, exércitos árabes penetraram a França através da Espanha, mas foram derrotados na
    Batalha de Poitiers pelo líder franco Carlos Martel, livrando a França e a maior parte da Europa
    Ocidental da dominação árabe. Em 768, Carlos Magno, neto de Carlos Martel, subiu ao trono do
    Império Franco (também chamado Império Carolíngio). Em seu zelo para cristianizar a Europa —
    bem como para defender e enriquecer seus domínios —, Carlos Magno tratou de estender seu
    império, que passou a englobar parte da Espanha, da Alemanha e uma grande porção da Itália. A leste,
    obteve retumbante vitória sobre os ávaros (guerreiros asiáticos semelhantes aos hunos), subjugando
    também alguns eslavos.
    Depois que ajudou a expulsar os lombardos da Itália e a devolver ao papado as terras que ocupavam,
    o papa Leão III o convidou a ir até Roma, onde o coroou imperador do Sacro Império Romano no Dia
    de Natal do ano 800. Esse evento inaugurou o que viria a se tornar o Sacro Império RomanoGermânico,
    uma união de territórios do centro da Europa que constituiu importante força motriz por
    trás das Cruzadas.
    Homem de boa escolaridade, Carlos Magno aprimorou o sistema jurídico, encorajou a educação
    escolar e promoveu as artes (o que impulsionou um renascimento artístico em sua corte, conhecido
    como a Renascença Carolíngia). Quando morreu, em 814, o império foi dividido em três reinos
    separados — França, Itália e Alemanha —, governados por três de seus netos e acabou se
    desagregando.
    OS VIKINGS
    Os vikings eram descendentes dos bárbaros que haviam se estabelecido na Escandinávia durante o
    período migratório. Do século VIII ao XI, essa temível tribo de mercadores e piratas (cujos mais
    ferozes integrantes eram conhecidos como “os possessos”) iniciou um extraordinário período de
    expansão, atacando, com seus longos navios, o litoral da Europa até Gibraltar. Em busca de novas terras
    e mercados, navegavam também enormes distâncias por mares desconhecidos.
    No século XI, sucessivas incursões vikings na costa britânica foram combatidas pelos reis Kenneth
    MacAlpin, de Dalriada, Rhodri Mawr, de Gwynedd, e Alfredo, de Wessex (governantes que
    formaram os reinos da Escócia, Gales e Inglaterra, respectivamente). Assim, os assentamentos vikings
    nas Ilhas Britânicas se limitaram ao Norte da Inglaterra (o chamado Danelaw) e à região ao redor de
    Dublin. Porém as incursões vikings não cessaram e, entre 1016 e 1035, Canuto, rei dinamarquês,
    chegou a governar a Inglaterra. Somente após o seu reinado o poder viking foi desmantelado na
    Inglaterra. Em Dublin, a ameaça só terminou depois da Batalha de Clontarf, em 1014.
    Em outras partes da Europa, os vikings conseguiram se embrenhar no interior subindo grandes
    rios (e arrastando suas embarcações quando a distância entre dois deles era curta). No Mediterrâneo,
    lutaram contra europeus e árabes. Navegando por rios do oeste da Rússia, alcançaram Constantinopla,
    onde atuaram como mercenários; e seguindo na direção Oeste com suas sólidas e bem-construídas
    embarcações, realizaram as primeiras viagens conhecidas à Islândia, Groenlândia e América do Norte.
    Os vikings geralmente viviam como agricultores e artesãos nas terras em que se estabeleciam,
    absorvendo elementos das culturas que encontravam e retribuindo com seus conhecimentos sobre
    navegação, construção naval e metalurgia, assim como a poesia de suas sagas épicas. Na Normandia, no
    Norte da França, os colonos vikings se fundiram com a população franca, tornando-se mais tarde
    conhecidos como normandos (“homens do Norte”), e continuaram a ter importante presença na
    Europa.
    OS ESLAVOS E OS MAGIARES
    Os eslavos compunham um vasto conjunto de povos, cujas histórias e origens, em grande parte, não são
    documentadas. Falavam uma variedade de línguas eslavas, todas de origem indo-europeia.
    Também conhecidos como antes e veneti, entre outros nomes, rumaram para o Ocidente durante
    as grandes migrações efetuadas nos séculos V e VI, estabelecendo-se nas regiões do mar Báltico, dos
    rios Elba e Reno, do mar Adriático e do mar Negro (sitiando Constantinopla em 540).
    Posteriormente, fundaram diversos Estados eslavos, entre eles o Império Búlgaro, em 681. As
    atividades missionárias de Bizâncio (sobretudo dos irmãos São Cirilo e São Metódio, aos quais se
    credita a invenção do primeiro alfabeto eslavo
    ***) levaram os eslavos a se converter ao cristianismo
    oriental no século IX.
    Os eslavos ocuparam os vales fluviais do mar Negro e as colinas próximas a Kiev. Seus primeiros
    povoados e cidades formaram a base da futura Rússia. No século IX, os vikings navegaram pelos longos
    rios russos e dominaram os eslavos, vendendo alguns deles como escravos no sul (o termo eslavo
    acabaria se tornando sinônimo de “escravo”). As influências nórdicas e pagãs dos vikings
    permaneceram por mais um século na região, embora as relações entre Bizâncio e Kiev fossem se
    estreitando ao longo do século X, culminando em 987, quando o príncipe russo Vladimir finalmente
    aceitou o cristianismo ortodoxo para si mesmo e seu povo (um marco divisório na história e cultura da
    Rússia).
    Outros povos da Europa Oriental, conhecidos como magiares, que no século IX haviam se
    estabelecido em territórios hoje pertencentes à Hungria e à Romênia (vindos da área do rio Volga, na
    Rússia), invadiram a Europa central e Ocidental no mesmo período em que a região era assolada por
    incursões vikings. Em 955, finalmente, foram derrotados pelo rei alemão Oto I, na Batalha de
    Lechfeld. Oto, por sua vez, conquistou terras que se estendiam do Reno até muito além do Elba,
    subjugando os eslavos que viviam na área.
    O GRANDE CISMA
    Crescentes diferenças políticas e teológicas entre a Igreja oriental bizantina e a Igreja ocidental
    romana resultaram, em 1054, na separação permanente de ambas, um divisor de águas na história da
    Igreja que ficou conhecido como o Grande Cisma, ou Cisma Ocidente-Oriente.
    A desavença entre Constantinopla e Roma fermentava desde a divisão do Império Romano em
    parte leste e parte oeste e a transferência da capital — de Roma para Constantinopla — no século IV.
    O crescente poder de Constantinopla e sua preeminência no embate entre o islamismo e o
    cristianismo ameaçavam a posição da Igreja romana — ainda que, ao contrário de sua congênere
    ocidental, a Igreja oriental estivesse cada vez mais abalada por disputas teológicas entre seus
    patriarcados.
    As diferenças culturais e linguísticas entre o Oriente e o Ocidente — a teologia oriental tinha
    raízes na filosofia grega, enquanto a ocidental era baseada no direito romano — acarretaram uma
    compreensão diferente da doutrina cristã, notadamente sobre a primazia do papa e sobre o Espírito
    Santo — que na Igreja romana provém do Pai e do Filho (incorporando o Filho no credo).
    As divergências chegaram ao limite em 1054, quando o papa Leão IX e o patriarca de
    Constantinopla, Michael Cerularius, suprimiram os rituais gregos e latinos, respectivamente, de seus
    domínios. Isso levou as duas Igrejas, por intermédio de seus representantes oficiais, a excomungar uma
    à outra. O credo de Constantinopla, mais tarde, ficou conhecido como Igreja ortodoxa e o do
    Ocidente como Igreja católica. A cisão entre as Igrejas jamais foi sanada, embora o diálogo tenha sido
    reaberto em anos recentes e as excomunhões, revogadas em 1965.
    AS AMÉRICAS
    A CIDADE MEXICANA DETEOTIHUACÁN E OS IMPÉRIOS DE HUARI ETIAHUANACO
    A primeira grande cidade das Américas, conhecida como Teotihuacán (que significa “Cidade dos
    Deuses”), foi erguida no planalto central do México, 48km a nordeste da atual Cidade do México. Em
    seu apogeu, entre 250 e 650, Teotihuacán abrigava cerca de 150 mil habitantes e cobria uma área de
    21km2. Construída pelos sucessores dos olmecas, foi um importante centro religioso e comercial
    durante dois ou três séculos; comerciava, entre outras coisas, a pedra vulcânica verde chamada
    obsidiana, que vendia para os maias.
    Ao contrário de outras cidades das Américas, Teotihuacán foi cuidadosamente planejada dentro
    de um traçado ortogonal. Possuía conjuntos residenciais com vários andares, áreas para oficinas,
    numerosas praças, um centro cerimonial dominado por enormes pirâmides (a Pirâmide do Sol, com
    cerca de 225m de lado e 65m de altura, é a maior construção da América pré-colombiana) e uma rua
    central ladeada por santuários e tumbas, conhecida como Avenida dos Mortos. Também notáveis em
    Teotihuacán são os milhares de murais coloridos, representações abstratas de divindades místicas que
    adornam muitos dos santuários e casas da cidade. Por volta do ano 750, Teotihuacán foi destruída,
    possivelmente por invasores que vieram do sul, mais tarde conhecidos como toltecas.
    Em 2008, no Norte do Peru, no meio dos Andes, arqueólogos descobriram uma cidade chamada
    Huari (ou Wari), que deve ter alcançado seu apogeu no século IX, quando contava com população
    estimada em 100 mil habitantes. O estilo artístico das construções encontradas em Huari está
    estreitamente ligado ao de Tiahuanaco, perto do lago Titicaca, no noroeste da Bolívia — em especial
    ao sólido arco de pedra conhecido como Porta do Sol. É provável que os dois impérios, Huari e
    Tiahuanaco, controlassem grande parte da região central andina até serem ambos destruídos no século
    X.
    OS MAIAS
    A civilização mais avançada e duradoura das Américas pré- -colombianas foi a dos maias, estabelecida
    no Sul do México e na Guatemala.
    Dando seguimento a algumas das tradições dos vizinhos olmecas (como a construção de templos),
    os maias atingiram o auge entre os séculos IV e VIII, embora a civilização maia, no que se refere a
    cidades estabelecidas, tenha se iniciado por volta do ano 600 a.C.
    Durante o apogeu, as terras maias estavam divididas em mais de 50 cidades-estado, cada uma com
    população de 5 mil a 50 mil habitantes. Embora frequentemente em conflito, as cidades estavam
    ligadas por boas estradas, compartilhavam identidade cultural e eram governadas por complexa aliança
    de dinastias. A cidade mais importante era Tikal, nas terras baixas da Guatemala, exceto durante um
    breve período, em 378, quando os maias caíram sob a influência da cidade mexicana de Teotihuacán.
    Cada cidade tinha um palácio real e enormes templos de pedra construídos sobre pirâmides
    (possivelmente copiados dos templos de Teotihuacán), adornados com esculturas e murais coloridos.
    Boa parte da população maia trabalhava na terra, cultivando lavouras, como o milho, em clareiras que
    abriam na floresta pluvial. Os maias eram singulares, no sentido de que sua civilização surgiu em matas
    pluviais, em vez de planícies fluviais.
    Em 790, muitas das cidades localizadas em terras baixas declinaram subitamente. Por volta de 950,
    a população maia, que antes alcançava cerca de 2 milhões de habitantes, foi reduzida a algumas
    centenas de milhares. A razão do colapso repentino ainda não foi explicada, embora a erosão do solo
    possa ter sido um dos fatores. De maneira reduzida, a civilização maia sobreviveu nas terras altas da
    Guatemala e na península de Iucatã até a chegada dos conquistadores espanhóis no século XVI. Cerca
    de 6 milhões de descendentes dos maias ainda sobrevivem e falam sua língua.
    A CULTURA MAIA
    As ruínas maias revelam muito a respeito dessa civilização, mas foi apenas nos últimos 30 anos, através
    da decodificação de seu complexo sistema de escrita, que os historiadores adquiriram um
    conhecimento muito maior a respeito das realizações e crenças.
    Seu idioma era grafado com hieróglifos, representando o conceito, o sentido abstrato ou a sílaba
    de uma palavra. Na América pré-colombiana, tanto quanto se sabe, a escrita maia foi a única capaz de
    representar todos os aspectos de uma língua falada. Os maias escreveram milhares de livros, ou códices,
    em papel feito com cascas de árvores, mas foram quase totalmente destruídos pelos conquistadores
    espanhóis. Hoje, só restam quatro.
    Proficientes em matemática e astronomia, os maias desenvolveram um complexo sistema de
    calendários. Como o povo de Teotihuacán e muitas outras culturas pré-colombianas, os maias
    adoravam o jaguar, entre dezenas de diferentes deuses. O sacrifício humano fazia parte da adoração
    religiosa e aqueles que eram sacrificados recebiam a garantia de que teriam uma vida agradável após a
    morte, em um mundo subterrâneo. Cada cidade maia tinha uma área para jogos de bola, que faziam
    parte dos sacrifícios, representando um portal para o tal mundo subterrâneo. Esses jogos, muitas vezes,
    eram realizados após as batalhas; quando terminavam, os prisioneiros eram sacrificados aos deuses.
    OS TOLTECAS
    Os toltecas, provenientes do Norte do México, contribuíram para a queda de Teotihuacán no século
    VIII, quando saquearam e incendiaram a cidade, liderados por Mixcoatl (“Serpente de Nuvem”).
    O filho de Mixcoatl, Topiltzin, fundou a capital tolteca de Tollan (“Lugar dos Juncos”) nas
    cercanias da moderna cidade de Tula, cerca de 80km ao norte da Cidade do México. Tollan cresceu
    rapidamente, com um complexo de palácios em seu centro, além de campos de esporte e templos
    piramidais ornamentados com enormes figuras de pedra, um deles gigantesco, dedicado ao deus
    supremo Quetzalcoatl (que geralmente se traduz como “Serpente Emplumada”). Imagens de
    Quetzalcoatl aparecem em Teotihuacán e em todo o México pré-colombiano. Tollan chegou a cobrir
    cerca de 30 mil km2, sustentando uma população estimada entre 30 mil e 60 mil habitantes.
    No final do século X, Topiltzin e alguns outros adoradores do deus Quetzalcoatl viajaram para o
    leste e se estabeleceram na antiga cidade maia de Chichén Itzá, onde construíram prédios tanto no
    estilo maia quanto no tolteca. Os toltecas se destacavam por suas elaboradas esculturas e trabalhos em
    metal, e também por suas estranhas figuras de pedra reclinadas, conhecidas como Chac Mool,
    encontradas também no México central. Cada uma dessas figuras tem um prato repousando em seu
    estômago; acredita-se que eram usados para acolher os corações de pessoas sacrificadas durante
    cerimônias religiosas.
    Os toltecas eram aguerridos. Após uma série de conquistas durante os séculos XI e XII,
    dominaram grande parte do México central. Mas em meados do século XII, foram superados por tribos
    nômades do Norte conhecidas como chichimecas, das quais faziam parte os astecas, que saquearam e
    destruíram a cidade de Tollan.

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