TST julga dissídio coletivo dos Correios

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou, nesta quarta-feira (2), o dissídio coletivo ingressado pelos Correios em setembro. Dentre as conclusões, a corte definiu sobre o reajuste salarial e dos benefícios em 3% e manutenção das cláusulas vigentes em acordos coletivos de trabalho anteriores, entre elas as que se referem ao vale alimentação/refeição, vale cultura e adicional de férias.

Sobre a cláusula relacionada à assistência médica, os ministros decidiram pela retirada de pais e mães do plano de saúde. Em razão da decisão proferida pelo TST, os casos de urgência e emergência, até então assegurados pela empresa, findam-se hoje (2). No que se refere ao tratamento continuado, a empresa fará manutenção nos termos estipulados pelo Tribunal. A vigência do acórdão foi fixada em dois anos.

Os Correios cumprirão integralmente a decisão e reconhecem a sensibilidade do TST no que se refere à situação financeira da empresa, que já acumula prejuízo de aproximadamente R$3 bilhões.

Desconto dos dias parados – Os ministros do TST determinaram que o desconto dos dias parados deverá ser efetuado em três parcelas mensais, a partir da próxima folha de pagamento.

A direção dos Correios permanece comprometida em recuperar sua sustentabilidade e conta com a atuação responsável de seus empregados para minimizar os prejuízos acumulados e impulsionar a entrega de resultados para a sociedade – valor institucional que precisa ser praticado por todos diariamente.

Publicado em Acordo Coletivo, Negociação Permanente | Deixe um comentário

Paralisação parcial é suspensa em todo o país

Em cumprimento à determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), empregados dos Correios deliberaram – em assembleias realizadas por todo o Brasil – pelo fim da paralisação parcial das atividades da empresa, a partir das 22h desta terça-feira (17). Essa foi a condição para que os Correios aceitassem a proposta do TST de manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019 até o dia 2 de outubro, data do julgamento do dissídio coletivo pelo colegiado do tribunal.

Desde o início da paralisação parcial os Correios colocaram em prática um plano de continuidade de negócios, que estabelece ações de contingência para amenizar eventuais impactos à população. Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação e a realização de mutirões nos fins de semana estão sendo adotadas para que o fluxo postal seja regularizado o mais rápido possível. As ações contingenciais continuarão a ser empregadas até que as entregas sejam normalizadas.

Publicado em Acordo Coletivo, Negociação Permanente | Deixe um comentário