ETERNA|
Xuxa vira selo

A artista que marcou milhões entra para a história postal brasileira

Mandar uma cartinha para a Rua Saturnino de Brito, ser paquita e lutar contra o ‘baixo astral’ ‘estavam na lista de milhares de crianças que aguardavam, ansiosamente, a chegada da inesquecível nave cor-de-rosa nas manhãs televisivas dos anos 80 e 90.

Para celebrar a trajetória da apresentadora e artista que marcou a memória afetiva de várias gerações,lançamos a emissão filatélica da “Série Personalidades – Xuxa”.

O selo institucional eterniza história de Maria da Graça Xuxa Meneghel, uma das figuras mais emblemáticas da cultura nacional. Por revolucionar a programação infantil na televisão brasileira, com programas que combinavam entretenimento, música e mensagens educativas, e abraçar causas humanitárias, especialmente em projetos voltados para a infância e os direitos das crianças, a artista consolidou-se como a eterna Rainha dos Baixinhos.

Tudo pode ser, só basta acreditar

Natural de Santa Rosa (RS), Xuxa construiu muito mais que uma carreira artística ao longo de mais de quatro décadas de carreira. Ela transformou linguagens, inovou formatos, inspirou comportamentos e se tornou referência, com símbolos que fazem parte do imaginário coletivo de milhões de brasileiros. Quem não se lembra das icônicas botas brancas, ombreiras e “xuxinhas” de cabelo?

A Rainha dos Baixinhos também foi uma célebre influencer da nossa Caixa Postal. Um dos momentos mais aguardados do “Xou da Xuxa” era quando a apresentadora sorteava as cartinhas enviadas por milhares de baixinhos e baixinhas de todo o país.

Com brincadeiras, atrações musicais e exibição de desenhos, o programa logo se tornou um fenômeno cultural, líder de audiência em pouquíssimo tempo no seu horário, com milhões de telespectadores em todo o Brasil.

Não demorou muito e a fama do maior ídolo infantil do país ultrapassou fronteiras, conquistando também países da América Latina, Espanha, Portugal, EUA e países árabes. Seu programa “O Mundo da Xuxa” chegou a ser exibido em todos os continentes.

Ícone da cultura nacional, a apresentadora também marcou um X em inúmeras músicas e filmes, vendendo mais de 40 milhões de cópias, entre discos, firas, CDs e DVDs e tornando-se a maior popstar do Brasil, de acordo com a Revista Variety.

Além do impacto no campo artístico, sua atuação social reforça sua importância como figura pública comprometida com causas humanitárias ao longo de mais de 40 anos. Ela é Porta Voz da rede “Não bata, eduque”, madrinha da campanha “Carinho de Verdade” e do programa “Vira Vida”.

Também participou ativamente da Lei Menino Bernardo, que garante o direito a educação sem violência, recebeu medalha na ECO 2008 por trabalhos socioambientais, além de estrelar campanhas de vacinação infantil e seguir como uma das figuras mais emblemáticas do Criança Esperança.

O Selo

O novo selo institucional reconhece a relevância de Xuxa no cenário artístico e social brasileiro. Cedida pela assessoria da apresentadora, a fotografia que estampa a peça reforça características marcantes da Rainha dos Baixinhos — como o amor pelos animais, causa que defende há décadas, e seu envolvimento constante em iniciativas de proteção e conscientização ambiental. A imagem evidencia a relação afetiva de Xuxa com a natureza e dialoga diretamente com seu ativismo em prol do bem-estar animal.

A emissão filatélica também celebra a trajetória da artista, eterniza seu legado na memória coletiva do país e reforça o papel dos Correios como instrumento de valorização da cultura nacional.

E você já pode encomendar seu selo postal nas principais agências da empresa, em todo o país.

Beijinho, beijinho, tchau tchau!

NOSSOS PORQUÊS|
Por que os Correios existem — e por que isso importa para o Brasil

O papel de uma infraestrutura pública que conecta o país

Nos últimos meses, os Correios voltaram ao centro do noticiário, em grande parte por causa dos resultados financeiros e do processo de reestruturação em curso. O foco é compreensível, mas não explica tudo. Antes de falar em números, eficiência ou modelos de gestão, vale responder a uma pergunta mais básica e decisiva para o debate público: qual é a função dos Correios no Brasil?

Essa é a pergunta que inaugura a série “Nossos Porquês“. A proposta é oferecer contexto para compreender o papel dos Correios como parte da infraestrutura que sustenta o funcionamento do país.

Os Correios não são apenas uma empresa de entregas. São uma infraestrutura pública, criada para garantir que pessoas, documentos, encomendas e serviços circulem por todo o território nacional, de forma regular e contínua, com tarifas reguladas e definidas em normas públicas.

Por que os Correios existem em todos os países

Porque há uma função que o mercado não assume por completo. É por isso que todos os países mantêm um serviço postal, independentemente do modelo econômico adotado. Empresas privadas operam por decisão econômica, onde há demanda, margem e previsibilidade. Não assumem a obrigação de:

  • chegar a todas as localidades, inclusive as menos rentáveis;
  • manter preços regulados e acessíveis;
  • garantir o serviço de forma permanente, mesmo quando a operação não gera retorno financeiro.

Em todo o mundo, os correios nacionais existem para cumprir exatamente esse papel. Não se trata de tradição nem de ideologia, mas de necessidade prática para garantir integração territorial, comunicação básica e acesso a serviços.

Um sistema que conecta países

Os correios de cada país não funcionam isoladamente. Eles fazem parte de um sistema internacional coordenado pela União Postal Universal (UPU), que reúne quase todos os países do mundo. Na prática, o funcionamento é simples:

  • cada país garante o serviço postal dentro do seu território;
  • acordos internacionais conectam esses sistemas entre si.

É isso que permite, por exemplo, que uma carta enviada de uma cidade pequena no Brasil chegue a outro país e que correspondências do exterior cheguem aqui com regras comuns, custos controlados e previsibilidade.

Sem esse sistema coordenado, a comunicação internacional seria fragmentada, mais cara e restrita, especialmente para cidadãos e pequenos remetentes.

Atender sem excluir tem custo

A universalização é o princípio que orienta o serviço postal no Brasil. Ela está prevista na Lei nº 6.538, de 22 de junho de 1978, que estabelece a responsabilidade do Estado pela prestação do serviço postal em todo o território nacional.

Na prática, universalização significa que o acesso aos serviços postais não depende de onde a pessoa mora nem da rentabilidade daquela região. Isso quer dizer que:

  • uma carta custa o mesmo para quem envia de uma capital ou de um município pequeno;
  • o serviço postal deve chegar também a localidades distantes e de difícil acesso;
  • a operação não pode ser interrompida simplesmente porque deixou de ser lucrativa em determinado lugar.

Ou seja, o território é atendido como um todo, e não apenas onde a conta fecha. Grandes capitais e regiões mais movimentadas ajudam a sustentar a operação em áreas onde o mercado não atua. Esse equilíbrio permite que o serviço exista de forma contínua e previsível para toda a população.

Sem esse princípio, partes do país ficariam estruturalmente desconectadas, com acesso irregular ou inexistente a serviços básicos. A universalização evita esse tipo de exclusão logística e garante que o serviço postal cumpra sua função pública.

É esse compromisso legal que diferencia os Correios de uma empresa comum de entregas: não se trata de escolher onde operar, mas de assegurar que o serviço chegue a todos, com regras iguais e continuidade garantida.

Os Correios de hoje

Outra ideia comum é associar os Correios apenas à carta. Isso não reflete a realidade atual. Hoje, a atuação dos Correios envolve principalmente:

  • encomendas e logística;
  • apoio ao comércio eletrônico;
  • serviços essenciais ao Estado;
  • atendimento a regiões onde outras empresas não chegam.

A correspondência tradicional continua existindo, mas deixou de ser o centro da operação. Os Correios atuam hoje como uma plataforma logística e institucional, integrada às necessidades reais do país — mantendo, ao mesmo tempo, obrigações de cobertura nacional e continuidade que não existem no setor privado.

Por que esse debate importa

Reconhecer o papel estrutural dos Correios não significa ignorar desafios. Eles existem e são conhecidos. É justamente por isso que a empresa iniciou um Plano de Reestruturação, voltado a modernizar processos e garantir sustentabilidade no longo prazo, sem abrir mão da cobertura nacional.

No curto prazo, o foco está em melhorar a experiência do cliente, com ações voltadas a dar mais regularidade à operação, aumentar a previsibilidade das entregas e reduzir falhas que impactam diretamente quem utiliza os serviços.

A questão central não é se os Correios devem funcionar como uma empresa privada. Eles não foram criados para isso. A pergunta correta é outra: que tipo de infraestrutura logística o Brasil precisa manter para integrar seu território e garantir serviços básicos à população?

Responder a essa pergunta exige mais do que comparações rápidas. Exige contexto, informação clara e compreensão do papel que os Correios cumprem todos os dias.

Carteirito e sua turma viajam no tempo para celebrar o Dia do Carteiro

Algumas histórias começam cedo e ajudam a formar vínculos que atravessam gerações. Celebrar uma das profissões mais reconhecidas e admiradas do Brasil também pode seguir esse caminho. Na semana do Dia do Carteiro, os Correios lançam a 3ª edição da revista As aventuras do Carteirito e sua turma, convidando crianças a conhecerem, de forma leve e educativa, a trajetória da empresa e de quem a constrói todos os dias.

Em formato de quadrinhos, a publicação apresenta personagens e valores que marcam a atuação dos Correios ao longo do tempo, aproximando o público infantil de temas como presença, compromisso e conexão com o país. A experiência é ampliada com atividades complementares: jogos, cruzadinhas e desenhos para colorir — que estimulam o aprendizado de maneira divertida.

Disponível para download gratuito, a revista dialoga com o presente ao reforçar princípios que seguem atuais e orientam a atuação dos Correios em todo o território nacional, ajudando a manter viva a história de uma instituição que faz parte do cotidiano do Brasil.

Baixe aqui.

Hora de tirar planos do papel

Após um período de diagnóstico e planejamento, os Correios entram na fase de execução de ações estruturantes para recuperar a empresa, modernizar a operação, ampliar a eficiência, incorporar soluções sustentáveis e preparar a empresa para novos mercados e serviços.

O Plano de Reestruturação é um processo contínuo, conduzido até 2027 com responsabilidade e foco no fortalecimento da empresa, para que os Correios sigam cumprindo seu papel público e permanecendo presentes onde o Brasil precisa – com compromisso e uma nova entrega todos os dias.