FILATELIA
Brasil e Bossa em circulação

A música que nos projetou ao mundo, agora em selo postal

O Brasil entrou, definitivamente, no radar global. Para além do samba e do futebol, o termo BrazilCore passou a nomear um fenômeno mais amplo: a incorporação de códigos brasileiros como estética, comportamento e estilo de vida contemporâneos.

Décadas antes de virar tendência, um gênero musical já havia feito o mundo ouvir e imaginar o Brasil. É nesse contexto que os Correios lançam o selo comemorativo da Bossa Nova , movimento que, ainda no final dos anos 1950, projetou a música brasileira para além de suas fronteiras.

Um selo que condensa um país

A imagem do selo sintetiza essa trajetória em poucos elementos. O céu azul e o sol intenso estruturam a composição. O Pão de Açúcar surge como referência imediata do Rio de Janeiro, enquanto o violão ocupa o primeiro plano, na posição de quem toca. Suas curvas acompanham o movimento do mar e das ondas sobre a areia, aproximando música e paisagem em um mesmo desenho.

A paleta em tons de azul, amarelo, verde e branco constrói uma identidade clara, sem recorrer à caricatura. Criado pelos artistas Victor Guerra e Jamile Sallum, o selo traduz visualmente a essência da Bossa Nova: economia de gestos, sofisticação e vínculo profundo com o território.

Quando o Brasil virou linguagem

Nascida à beira-mar do Rio de Janeiro, no final dos anos 1950, a Bossa Nova apresentou um novo modo de organizar som, silêncio e palavra. Ao reinventar o samba, dialogar com o jazz e valorizar o cotidiano urbano, o gênero consolidou uma linguagem musical que unia modernidade e identidade.

“Garota de Ipanema” tornou-se a segunda canção pop mais gravada da história da música mundial, atrás apenas de “Yesterday”, dos Beatles. O dado não indica apenas sucesso, mas a consolidação de uma estética brasileira no repertório internacional.

Ao lançar o selo comemorativo da Bossa Nova, reafirmamos a Filatelia como registro institucional da cultura brasileira.

O selo está disponível nas principais agências do país, por meio do aplicativo Correios e da nossa nova loja online:  https://loja.correios.com.br/.

Natal em quadrinhos: ‘Carteirito e sua turma’ revelam a origem do Papai Noel dos Correios

Voltado ao público infantil, gibi dos Correios celebra a campanha natalina da empresa. Foto: Divulgação/Correios.

Com o Natal batendo à porta, os Correios escolheram contar uma de suas histórias mais conhecidas de um jeito diferente: em quadrinhos. Em sua segunda edição, o gibi “As Aventuras de Carteirito e sua Turma” resgata a origem do Papai Noel dos Correios, campanha que completa 36 anos conectando crianças e voluntários em todo o país.

A iniciativa nasceu a partir das cartinhas enviadas por crianças ao Bom Velhinho e do gesto de empregados dos Correios que decidiram responder a esses pedidos. Ao longo do tempo, a campanha se consolidou como uma das maiores ações de solidariedade do Brasil, alcançando mais de 7 milhões de crianças. Desde 2010, alunos de escolas públicas também passaram a integrar a ação.

A proposta do gibi é traduzir essa trajetória em linguagem acessível ao público infantil. Carteirito, Carteirita, o cãozinho Telegrama, a atendente Cartarina, o robô Dronaldo e outros personagens conduzem a narrativa de forma visual e direta. Além da história em quadrinhos, a publicação reúne jogos, cruzadinhas e atividades de pintura, estimulando a atenção e a criatividade das crianças.

Disponível gratuitamente, o gibi também convida o público a conhecer mais de perto a campanha. Para baixar, é só clicar no link abaixo:

Quando a magia do Natal sai do papel

Nesta quinta-feira (11), o edifício-sede dos Correios, em Brasília (DF), abriu espaço para uma pausa na rotina. Por algumas horas, filhos e filhas de empregados ocuparam o pátio para uma tarde de convivência, brincadeiras e encontro.

A casinha do Papai Noel se tornou ponto de chegada. Ao lado da Carteirita e da Duende, ele recebeu as crianças com atenção e calma, em um ritmo diferente do cotidiano. Entre fotos, desenhos, pequenas lembranças e brincadeiras espalhadas pelo espaço, o ambiente se transformou em território da infância.

A pequena Sophia (2) em um dos cantinhos lúdicos da Casa do Papai Noel dos Correios. Foto: Divulgação/Correios.

A coordenadora administrativa da Diretoria de Gestão de Pessoas, Solange Maria da Silva Pereira, participou da festa e, este ano, veio acompanhada de uma turma mais do que especial, os três filhos e os sete netos: Isabela (11); Samuel (8); Eloisa (6); Murilo, José Pedro e Maisa (5); e o caçula João Lucas (2). “Visito a casinha do Papai Noel dos Correios todos os anos, mas com a família, foi a primeira vez”.

Solange, que trabalha nos Correios há 25 anos, é casada com um também empregado da empresa, Jaime das Chagas Pereira, que trabalha no Centro de Tratamento de Encomenda (CTE) Brasília, unidade, aliás, onde os dois se conheceram. Mas, como se não bastasse, a família tem mais um membro que é dos Correios. “É o meu genro, Eder Ropeiro, gerente da agência Gama”. 

Os setes netos de Solange na Casa do Papai Noel dos Correios. Foto: Divulgação/Correios.

Mãe e avó, Solange conta que sempre procurou deixar viva a magia do Natal dentro da família. “Desde quando meus filhos eram pequenos. E, agora, pude realizar essa magia cheia de encanto junto com meus netos e filhos.” 

Histórias como a da família da Solange mostram que, no final, a tarde com Papai Noel dos Correio, mais que evento, foi um lembrete do que sustenta a campanha ao longo do tempo: pessoas, encontros e o cuidado que se constrói nos detalhes.

Papai Noel dos Correios: duas amigas e muitos sonhos tirados do papel

Para esta família do Rio de Janeiro (RJ), a alegria chegou junto com uma geladeira nova. Foto: Divulgação/Correios.

Por Aline Nogueira

Rio de Janeiro – Há mais de três décadas, o Papai Noel dos Correios abre caminhos de afeto pelo país. Todos os anos, quando as primeiras cartinhas começam a chegar, algo maior também acontece: o Brasil se reconhece na delicadeza dos pedidos escritos à mão e na força da solidariedade que transforma sonhos em presença.

No Rio de Janeiro, essa história ganha contornos ainda mais especiais. Na Superintendência Estadual dos Correios no estado (SE/RJ), duas colegas de trabalho, Helen Cardoso e Clarissa Gomes, transformam o fim de ano em missão. Em áreas diferentes da empresa, mas com o mesmo coração disponível, elas fazem da rotina de trabalho um gesto de cuidado que atravessa vidas.

Dupla do bem: Helen e Clarissa dão exemplo amizade e solidariedade nos Correios do Rio. Foto: Divulgação/Correios.

Tradição antes do crachá

Helen, da gerência de suporte comercial dos Correios no RJ, cresceu acompanhando a campanha. “Eu conheço o Papai Noel dos Correios desde antes de entrar na empresa”, conta. Quando se tornou empregada dos Correios, há 18 anos, participar virou tradição, daquelas que não se quebra.

Clarissa, que trabalha na seção de contratos, chegou 12 anos atrás e encontrou na campanha não apenas um projeto, mas um propósito. Desde então, o período natalino marca seu calendário de trabalho e de vida. “A gente se envolve porque acredita na causa”, diz.

Com o tempo, as duas descobriram que podiam fazer mais juntas. A parceria uniu perfis, otimizou processos e ampliou o alcance da solidariedade, multiplicando sorrisos em centenas de lares fluminenses.

Pedidos que ficam para sempre

Ao longo dos anos, pedidos simples e profundos passaram pelas mãos das duas. A menina que desejava apenas um pacote de balas. O menino que sonhava com um chinelo novo. E a família que não tinha geladeira em casa, descoberta por um carteiro atento, que acionou a rede de solidariedade formada por Helen e Clarissa.

E houve a história de Giovanna, de cinco anos, moradora do Rio, que escreveu pedindo um sensor de glicose para monitorar a diabetes sem tantas picadas. Quando a coordenação do Papai Noel dos Correios no RJ percebeu que ninguém havia adotado o pedido, chamou a dupla. A resposta foi imediata: cuidado, presença e um presente que trouxe alívio, autonomia e qualidade de vida.

“É emocionante ver como um gesto tão simples pode mudar a vida de uma criança”, lembra Clarissa.

Retribuição ao Rio

Para Helen e Clarissa, participar da campanha é retribuir ao público fluminense tudo o que elas constroem como empregadas dos Correios no estado. É devolver, com afeto e responsabilidade, a confiança que recebem diariamente nas operações da SE/RJ. “Cada gesto multiplica. A gente retribui as bênçãos que recebe”, diz Helen.

A soma de tantos gestos já se perdeu na conta. Para 2025, porém, elas estabeleceram um novo marco: adotar as cartinhas de uma turma inteira de 25 crianças de uma escola pública do Rio de Janeiro, além de atender pedidos de uma instituição que cuida de crianças com câncer.

Faça parte

Quem quiser participar da campanha ainda da tempo! É só acessar o Blog Noel para adotar uma cartinha online ou visitar uma agência dos Correios no RJ e em todo o país.

Para conferir mais histórias inspiradoras como esta, assista à edição especial do PostalCast: https://youtu.be/QJzDPYyCRrA?si=oV_MbeZ6dv_XWhV7