RECONHECIMENTO|
Voos altos para nossa logística internacional

Prêmio AICEP 2026 reconhece operação inédita dos Correios, que assumiu pela primeira vez a primeira milha internacional em uma conferência global

Como operadores estratégicos da COP30, os Correios assumiram, pela primeira vez em sua história, a chamada primeira milha internacional. Imagem: Divulgação/COP30.

Os Correios nasceram para conectar distâncias. Hoje, conectam também operações internacionais, tecnologia, sustentabilidade e logística de alta complexidade. Foi esse conjunto de capacidades que levou a empresa a conquistar o Prêmio AICEP 2026 na categoria Inovação, reconhecimento internacional pela Operação Logística COP30, entregue durante o Fórum AICEP das Comunicações Lusófonas, realizado no último dia 27, em Maputo, Moçambique.

Enquanto líderes mundiais discutiam o futuro do planeta em Belém (PA), uma outra operação acontecia nos bastidores para que tudo funcionasse. Cargas cruzando fronteiras, estruturas chegando à Amazônia, sistemas monitorando remessas em tempo real e equipes operando dia e noite em uma das maiores missões logísticas já realizadas pelos Correios.

Time Correios: mais de 200 empregadas e empregados atuaram diretamente na operação logística da conferência. Foto: Divulgação/Correios.
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Meu primeiro emprego: como funciona o Jovem Aprendiz nos Correios

Começar a trabalhar altera mais do que a rotina. Muda a forma de lidar com o tempo, com as responsabilidades e com o próprio futuro. Para muitos jovens, esse primeiro passo acontece por meio do programa Jovem Aprendiz, uma porta de entrada para o mundo do trabalho que combina formação e prática.

Nos Correios, essa experiência acontece em escala nacional. Em 2026, a empresa abriu 548 vagas em todo o país, além de cadastro reserva, ampliando o acesso de jovens ao primeiro emprego formal.

O que é o programa Jovem Aprendiz

Previsto na Lei da Aprendizagem, o programa permite a contratação de jovens entre 14 e 24 anos, conciliando atividades teóricas e práticas.

Nos Correios, o foco é oferecer uma experiência que vá além da função, contribuindo para a formação profissional e pessoal dos participantes. Por isso, para nós, o Programa Jovem Aprendiz vai muito além de preencher uma cota legal, é uma oportunidade que proporciona aprendizado, postura profissional, desenvolvimento de responsabilidade e visão de serviço público.

Em 15 anos de programa, milhares de jovens já passaram pela iniciativa, com vivência prática aliada à capacitação.

Quem pode participar e como se inscrever

Podem se candidatar estudantes com idade entre 14 e 21 anos completos no ato da contratação, que estejam matriculados e frequentando a escola, caso não tenham concluído o Ensino Médio.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site dos Correios, até 11 de abril de 2026. Acesse: https://prosel.correios.com.br/concursos

O processo seletivo leva em conta critérios socioeconômicos informados na inscrição, priorizando jovens em situação de vulnerabilidade social.

Também há reserva de vagas: 10% para pessoas com deficiência, 25% para candidatos pretos ou pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. 

Como funciona na prática

A jornada é de 20 horas semanais, com quatro horas diárias. O programa combina:

  • formação teórica, realizada por entidade parceira
  • atividades práticas nas unidades dos Correios

No dia a dia, os jovens podem atuar em atividades de acordo com o respectivo curso de aprendizagem. Essas atividades podem incluir:

  • atendimento ao público
  • organização de objetos e documentos
  • apoio administrativo
  • rotinas da operação logística

Além da experiência, os aprendizes recebem salário-mínimo-hora, vale-transporte, vale-refeição ou alimentação e uniforme.

A experiência de quem está começando

Pedro Miler Santos da Costa, 18 anos, Jovem Aprendiz em Aracaju/SE, optou por se candidatar a uma vaga porque queria uma forma de estudar e trabalhar ao mesmo tempo. “O Jovem Aprendiz possibilita essa liberdade. É uma grande oportunidade para quem quer conhecer e entender como o mercado de trabalho funciona”.

Trabalhando nos Correios desde abril de 2025, o Jovem conta que a interação com os colegas é sua parte preferida do trabalho. “As pessoas conseguem tornar o ambiente de trabalho leve, fazem você se sentir pertencente àquele lugar. Eu espero que outros jovens tenham a oportunidade de ter essa experiência também”, diz.

Para Victória Manuela Pereira Pauletto, 19 anos, que atua como aprendiz em Bauru/SP, o primeiro emprego trouxe mudanças que vão além da função. “Nos Correios, pude entender o que é o ambiente de trabalho, desenvolver minhas habilidades e aprender coisas novas”, avalia a Jovem.

No início, tudo é novo. Com o tempo, surgem a confiança, a autonomia e a percepção de que o trabalho faz parte de algo maior.

O que se aprende, além do trabalho

O primeiro emprego costuma ensinar coisas que não aparecem nos livros. Entre elas:

  • responsabilidade com horários e entregas
  • trabalho em equipe
  • comunicação no ambiente profissional
  • organização e disciplina

Para muitos jovens, o programa representa mais do que uma oportunidade inicial.  É o momento de ajudar na renda da família, ganhar autonomia, descobrir caminhos profissionais e construir confiança. 

Ao priorizar jovens em situação de vulnerabilidade, o programa também amplia o acesso ao mercado de trabalho e contribui para a inclusão produtiva em diferentes regiões do país.

Uma experiência que acompanha o futuro

Nem todos os aprendizes seguirão carreira nos Correios. Mas todos saem com algo em comum: a experiência de ter começado.

Em uma empresa que conecta diariamente milhões de brasileiros, esse primeiro passo também carrega um aprendizado maior: entender que cada atividade tem impacto real na vida das pessoas.

Porque o primeiro emprego não define todo o caminho, mas ajuda a dar direção ao que vem depois.

DIA DA MULHER|
Todos por todas: igualdade é entrega coletiva

Mudanças reais começam quando o discurso se transforma em prática

Nos Correios, mulheres lideram equipes, desenvolvem soluções e ajudam a manter em funcionamento a maior rede logística do país. Mas avanços não acontecem por inércia.

Eles dependem de participação ativa – especialmente de quem, por muito tempo, ocupou a maior parte dos espaços de decisão.Por isso, discutir igualdade de gênero também significa reconhecer o papel dos homens nesse processo.

Neste Mês da Mulher, reforçamos que igualdade não se constrói apenas com reconhecimento. Ela avança quando atitudes mudam e o silêncio deixa de proteger comportamentos inadequados e o respeito passa a orientar as relações.

4 mulheres mortas por dia

Essa mudança ainda é urgente no Brasil. Em 2025, quatro mulheres foram assassinadas por dia no país. Em cerca de 80% dos casos, o crime ocorreu dentro de casa e foi cometido por companheiros ou ex-companheiros.

A violência não surge de forma isolada. Ela se forma em ambientes onde o desrespeito é tolerado, desigualdades persistem e o silêncio se torna regra.

Empresas e instituições também têm responsabilidade nesse cenário. O ambiente de trabalho é um espaço onde valores se traduzem em práticas e onde desigualdades podem ser enfrentadas ou perpetuadas.

Igualdade como política institucional

Com 18.365 mulheres no quadro ativo, 23,32% da força de trabalho, os Correios vêm adotando medidas para ampliar a presença feminina em posições estratégicas.

Criada em 2024, a Política Corporativa para Equidade de Gênero e Raça e Enfrentamento aos Assédios estabeleceu indicadores e acompanhamento permanente da participação feminina na organização, incluindo a meta de alcançar 40% de mulheres em posições de liderança.

Entre as medidas adotadas está um mecanismo que concede acréscimo de 20% na pontuação para mulheres nos processos de acesso a funções estratégicas, contribuindo para acelerar trajetórias profissionais e ampliar a presença feminina nos espaços de decisão.

Outra medida importante foi a implantação, no Acordo Coletivo de Trabalho, da prioridade de transferência de local de trabalho para empregadas vítimas de violência doméstica, além de licença-remunerada de 10 dias.

Também firmamos acordos técnicos com o Ministério das Mulheres para criar protocolos de amparo às empregadas, incluindo acolhimento desde o momento da denúncia à chefia imediata até a efetiva remoção.

Todos por todas

Estar presente em todos os municípios brasileiros e contar com quase 80 mil trabalhadoras e trabalhadores amplia o impacto das nossas decisões internas enquanto empresa pública.

Promover igualdade de gênero, portanto, não é apenas uma pauta institucional. É uma responsabilidade coletiva. Porque mudanças reais começam quando mentalidades e atitudes mudam.

NOSSOS PORQUÊS|
Por que o Brasil não é a Dinamarca – e o futuro dos Correios não pode ser decidido por analogias

O raciocínio parece simples: se um país reduziu sua estrutura postal diante da digitalização, manter esse modelo seria insistir no passado.

A Dinamarca costuma ser citada como exemplo. Em dezembro de 2025, a PostNord Denmark entregou sua última carta no formato tradicional estatal, após uma queda de cerca de 90% no volume desde o ano 2000.

Mas há um detalhe importante: a Dinamarca não “fechou seus Correios”. A PostNord continua existindo. É uma empresa pública controlada pelos governos da Dinamarca (40%) e da Suécia (60%). O que foi encerrado foi a entrega tradicional de cartas. A operação de encomendas permanece ativa.

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