DIA DO MEIO AMBIENTE|
Uma nova entrega para o planeta

Como estamos transformando sustentabilidade em estratégia

Todos os dias, os Correios percorrem distâncias que poucos conseguem imaginar. Das ruas movimentadas das capitais às comunidades mais remotas do país, milhões de objetos seguem viagem para conectar pessoas, negócios e serviços essenciais. Uma encomenda cruza estados. Um medicamento chega a uma localidade distante. Um documento aproxima cidadãos de direitos e oportunidades.

Em tempos de mudanças climáticas, uma nova pergunta passou a acompanhar cada trajeto: como manter o Brasil conectado e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos dessa jornada sobre o planeta?

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, essa reflexão ganha um significado especial. Desde 2013, os Correios evitaram a emissão de mais de 1,69 milhão de toneladas de gases de efeito estufa. Em 2025, a empresa alcançou, pela 14ª vez consecutiva, suas metas de redução de emissões registradas em inventário. Não se trata de uma ação isolada ou de uma campanha temporária. É o resultado de uma escolha feita há mais de uma década: incorporar a sustentabilidade à estratégia da empresa e à rotina da operação.

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DIA DAS MÃES |
Um telegrama em voz alta

A filha mora no Rio. A mãe, no interior do Acre. Quando o telefone deixou de bastar, sobraram o papel e a voz


Há meses, Vânia Ribeiro de Lima Libardi tentava conversar com a mãe pelo telefone. Dona Ozeneyde, 86 anos, já não escutava direito. Do outro lado da linha, em Sena Madureira, no interior do Acre, repetia que não estava entendendo. As ligações foram rareando.

No Dia das Mães, Vânia escreveu a mensagem num papel. Pediu que uma colega digitasse, e enviou um telegrama. Como dona Ozeneyde não é alfabetizada, pediu também que o carteiro lesse a carta em voz alta.

O recado saiu do CTCE Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Percorreu cerca de quatro mil quilômetros até a agência de Sena Madureira, a 150 quilômetros de Rio Branco. A coincidência fez o resto: a gerente da agência, Natércia Maia de Lima Barbosa, havia sido colega de Vânia na infância. Os carteiros Augusto Cezar Lima de Mendonça e Pedro Henrique Santana Flores de Araújo do Nascimento foram fazer a entrega juntos. Pedro Henrique leu.

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DIA DA MULHER|
Todos por todas: igualdade é entrega coletiva

Mudanças reais começam quando o discurso se transforma em prática

Nos Correios, mulheres lideram equipes, desenvolvem soluções e ajudam a manter em funcionamento a maior rede logística do país. Mas avanços não acontecem por inércia.

Eles dependem de participação ativa – especialmente de quem, por muito tempo, ocupou a maior parte dos espaços de decisão.Por isso, discutir igualdade de gênero também significa reconhecer o papel dos homens nesse processo.

Neste Mês da Mulher, reforçamos que igualdade não se constrói apenas com reconhecimento. Ela avança quando atitudes mudam e o silêncio deixa de proteger comportamentos inadequados e o respeito passa a orientar as relações.

4 mulheres mortas por dia

Essa mudança ainda é urgente no Brasil. Em 2025, quatro mulheres foram assassinadas por dia no país. Em cerca de 80% dos casos, o crime ocorreu dentro de casa e foi cometido por companheiros ou ex-companheiros.

A violência não surge de forma isolada. Ela se forma em ambientes onde o desrespeito é tolerado, desigualdades persistem e o silêncio se torna regra.

Empresas e instituições também têm responsabilidade nesse cenário. O ambiente de trabalho é um espaço onde valores se traduzem em práticas e onde desigualdades podem ser enfrentadas ou perpetuadas.

Igualdade como política institucional

Com 18.365 mulheres no quadro ativo, 23,32% da força de trabalho, os Correios vêm adotando medidas para ampliar a presença feminina em posições estratégicas.

Criada em 2024, a Política Corporativa para Equidade de Gênero e Raça e Enfrentamento aos Assédios estabeleceu indicadores e acompanhamento permanente da participação feminina na organização, incluindo a meta de alcançar 40% de mulheres em posições de liderança.

Entre as medidas adotadas está um mecanismo que concede acréscimo de 20% na pontuação para mulheres nos processos de acesso a funções estratégicas, contribuindo para acelerar trajetórias profissionais e ampliar a presença feminina nos espaços de decisão.

Outra medida importante foi a implantação, no Acordo Coletivo de Trabalho, da prioridade de transferência de local de trabalho para empregadas vítimas de violência doméstica, além de licença-remunerada de 10 dias.

Também firmamos acordos técnicos com o Ministério das Mulheres para criar protocolos de amparo às empregadas, incluindo acolhimento desde o momento da denúncia à chefia imediata até a efetiva remoção.

Todos por todas

Estar presente em todos os municípios brasileiros e contar com quase 80 mil trabalhadoras e trabalhadores amplia o impacto das nossas decisões internas enquanto empresa pública.

Promover igualdade de gênero, portanto, não é apenas uma pauta institucional. É uma responsabilidade coletiva. Porque mudanças reais começam quando mentalidades e atitudes mudam.

NOSSOS PORQUÊS|
Por que o Brasil não é a Dinamarca – e o futuro dos Correios não pode ser decidido por analogias

O raciocínio parece simples: se um país reduziu sua estrutura postal diante da digitalização, manter esse modelo seria insistir no passado.

A Dinamarca costuma ser citada como exemplo. Em dezembro de 2025, a PostNord Denmark entregou sua última carta no formato tradicional estatal, após uma queda de cerca de 90% no volume desde o ano 2000.

Mas há um detalhe importante: a Dinamarca não “fechou seus Correios”. A PostNord continua existindo. É uma empresa pública controlada pelos governos da Dinamarca (40%) e da Suécia (60%). O que foi encerrado foi a entrega tradicional de cartas. A operação de encomendas permanece ativa.

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