FILATELIA
Do telégrafo à IA: Selo homenageia dois séculos do ginásio que viu o Brasil nascer

O Ginásio Pernambucano atravessou impérios, viu o Brasil tornar-se República, viveu duas guerras mundiais e testemunhou profundas transformações nos meios de comunicação, do papel ao telégrafo, da fotografia à televisão, do telefone ao e-mail. Agora, em plena era da inteligência artificial, segue cumprindo sua missão. Como a escola pública mais antiga do país, está em atividade ininterrupta há 200 anos.

Fundado em 1º de setembro de 1825poucos anos após a Independência, o Ginásio Pernambucano nasceu praticamente junto com o próprio Brasil. É mais antigo, até mesmo, que Dom Pedro II, que só viria ao mundo em dezembro daquele mesmo ano. O primeiro nome da instituição foi Liceu Provincial de Pernambuco e funcionava nas dependências do Convento do Carmo, no centro de Recife.

A criação do colégio atendeu a uma demanda essencial para a consolidação do país recém-independente. Com a ruptura dos laços com Portugal, o Brasil precisava estruturar suas próprias instituições de ensino para a formação dos filhos das elites. Até então, era comum que jovens brasileiros, filhos de famílias ricas, fossem para Portugal concluir seus estudos.

Após anos de mudanças e sedes provisórias, em 1859 a escola ganhou seu endereço definitivo, na rua da Aurora, às margens do rio Capibaribe. O edifício neoclássico, concluído após quatro anos de obras, teve projeto assinado pelo engenheiro José Mamede Alves Ferreira e tornou-se uma das referências arquitetônicas da cidade.

É justamente a imagem dessa construção icônica e imponente, hoje um dos cartões-postais do Recife, que ilustra o selo postal comemorativo “200 anos do Ginásio Pernambucano”. A grandiosidade e a elegância do prédio foram traduzidas com sensibilidade para o selo pelo autor da peça filatélica, Ivanildo Rodrigues Teles.

Na arte, o vermelho carmim, cor tradicional da instituição, ganha destaque, acentuado pelo branco das janelas e colunas, que ressalta a elegância do edifício. Ao fundo, o azul do céu pernambucano lembra as belezas naturais da região e cria um contraste visual que valoriza o conjunto.

Com essa emissão, a filatelia brasileira traz à luz a relevância da instituição, que ultrapassa as fronteiras de Pernambuco. Pelas salas de aula do Ginásio Pernambucano, passaram gerações de estudantes que marcaram profundamente a vida intelectual, cultural e política do país. Entre eles, nomes como o dos escritores Clarice Lispector; Ariano Suassuna; José Lins do Rego; o sociólogo Gilberto Freyre; o jornalista Assis Chateaubriand, fundador da primeira emissora de televisão do Brasil, a TV Tupi; e o ex-presidente da República Epitácio Pessoa.

Ao longo de sua trajetória, o colégio também adotou medidas consideradas inovadoras e avançadas para a época, como a limitaçãodos castigos físicosentão comuns nas escolas, e a valorização do ensino institucionalizado, em substituição ao modelo doméstico.

Com este selo comemorativo, os Correios celebram dois séculos de história e de compromisso com a educação, homenageando uma instituição que ajudou a formar o Brasil e que é guardiã de um valioso acervo composto por documentos, quadros, objetos de época e peças arqueológicas fundamentais para resguardar a memória da educação brasileira.

O selo está disponível nas principais agências do país, por meio do aplicativo Correios e da nossa loja online:  https://loja.correios.com.br/.

FILATELIA
Brasil e Bossa em circulação

A música que nos projetou ao mundo, agora em selo postal

O Brasil entrou, definitivamente, no radar global. Para além do samba e do futebol, o termo BrazilCore passou a nomear um fenômeno mais amplo: a incorporação de códigos brasileiros como estética, comportamento e estilo de vida contemporâneos.

Décadas antes de virar tendência, um gênero musical já havia feito o mundo ouvir e imaginar o Brasil. É nesse contexto que os Correios lançam o selo comemorativo da Bossa Nova , movimento que, ainda no final dos anos 1950, projetou a música brasileira para além de suas fronteiras.

Um selo que condensa um país

A imagem do selo sintetiza essa trajetória em poucos elementos. O céu azul e o sol intenso estruturam a composição. O Pão de Açúcar surge como referência imediata do Rio de Janeiro, enquanto o violão ocupa o primeiro plano, na posição de quem toca. Suas curvas acompanham o movimento do mar e das ondas sobre a areia, aproximando música e paisagem em um mesmo desenho.

A paleta em tons de azul, amarelo, verde e branco constrói uma identidade clara, sem recorrer à caricatura. Criado pelos artistas Victor Guerra e Jamile Sallum, o selo traduz visualmente a essência da Bossa Nova: economia de gestos, sofisticação e vínculo profundo com o território.

Quando o Brasil virou linguagem

Nascida à beira-mar do Rio de Janeiro, no final dos anos 1950, a Bossa Nova apresentou um novo modo de organizar som, silêncio e palavra. Ao reinventar o samba, dialogar com o jazz e valorizar o cotidiano urbano, o gênero consolidou uma linguagem musical que unia modernidade e identidade.

“Garota de Ipanema” tornou-se a segunda canção pop mais gravada da história da música mundial, atrás apenas de “Yesterday”, dos Beatles. O dado não indica apenas sucesso, mas a consolidação de uma estética brasileira no repertório internacional.

Ao lançar o selo comemorativo da Bossa Nova, reafirmamos a Filatelia como registro institucional da cultura brasileira.

O selo está disponível nas principais agências do país, por meio do aplicativo Correios e da nossa nova loja online:  https://loja.correios.com.br/.

RETROSPECTIVA
2025: o ano em que redefinimos a rota para uma nova entrega

2025 não foi apenas mais um período no calendário dos Correios. Foi um ano de virada, quando encaramos um contexto exigente com lucidez, fizemos escolhas estruturantes e começamos a reorganizar a forma de conduzir a empresa.

Sem perder de vista nossa missão pública, avançamos em decisões que reforçam a governança e reposicionam os Correios para os desafios do presente e do futuro. O início de um movimento claro: preparar a empresa para um novo ciclo, mais sustentável e alinhado às transformações da sociedade.

Nesta retrospectiva, reunimos os principais marcos desse percurso. Confira abaixo:

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2025: o ano em que redefinimos a rota para uma nova entrega”

Natal em quadrinhos: ‘Carteirito e sua turma’ revelam a origem do Papai Noel dos Correios

Voltado ao público infantil, gibi dos Correios celebra a campanha natalina da empresa. Foto: Divulgação/Correios.

Com o Natal batendo à porta, os Correios escolheram contar uma de suas histórias mais conhecidas de um jeito diferente: em quadrinhos. Em sua segunda edição, o gibi “As Aventuras de Carteirito e sua Turma” resgata a origem do Papai Noel dos Correios, campanha que completa 36 anos conectando crianças e voluntários em todo o país.

A iniciativa nasceu a partir das cartinhas enviadas por crianças ao Bom Velhinho e do gesto de empregados dos Correios que decidiram responder a esses pedidos. Ao longo do tempo, a campanha se consolidou como uma das maiores ações de solidariedade do Brasil, alcançando mais de 7 milhões de crianças. Desde 2010, alunos de escolas públicas também passaram a integrar a ação.

A proposta do gibi é traduzir essa trajetória em linguagem acessível ao público infantil. Carteirito, Carteirita, o cãozinho Telegrama, a atendente Cartarina, o robô Dronaldo e outros personagens conduzem a narrativa de forma visual e direta. Além da história em quadrinhos, a publicação reúne jogos, cruzadinhas e atividades de pintura, estimulando a atenção e a criatividade das crianças.

Disponível gratuitamente, o gibi também convida o público a conhecer mais de perto a campanha. Para baixar, é só clicar no link abaixo:

Quando a magia do Natal sai do papel

Nesta quinta-feira (11), o edifício-sede dos Correios, em Brasília (DF), abriu espaço para uma pausa na rotina. Por algumas horas, filhos e filhas de empregados ocuparam o pátio para uma tarde de convivência, brincadeiras e encontro.

A casinha do Papai Noel se tornou ponto de chegada. Ao lado da Carteirita e da Duende, ele recebeu as crianças com atenção e calma, em um ritmo diferente do cotidiano. Entre fotos, desenhos, pequenas lembranças e brincadeiras espalhadas pelo espaço, o ambiente se transformou em território da infância.

A pequena Sophia (2) em um dos cantinhos lúdicos da Casa do Papai Noel dos Correios. Foto: Divulgação/Correios.

A coordenadora administrativa da Diretoria de Gestão de Pessoas, Solange Maria da Silva Pereira, participou da festa e, este ano, veio acompanhada de uma turma mais do que especial, os três filhos e os sete netos: Isabela (11); Samuel (8); Eloisa (6); Murilo, José Pedro e Maisa (5); e o caçula João Lucas (2). “Visito a casinha do Papai Noel dos Correios todos os anos, mas com a família, foi a primeira vez”.

Solange, que trabalha nos Correios há 25 anos, é casada com um também empregado da empresa, Jaime das Chagas Pereira, que trabalha no Centro de Tratamento de Encomenda (CTE) Brasília, unidade, aliás, onde os dois se conheceram. Mas, como se não bastasse, a família tem mais um membro que é dos Correios. “É o meu genro, Eder Ropeiro, gerente da agência Gama”. 

Os setes netos de Solange na Casa do Papai Noel dos Correios. Foto: Divulgação/Correios.

Mãe e avó, Solange conta que sempre procurou deixar viva a magia do Natal dentro da família. “Desde quando meus filhos eram pequenos. E, agora, pude realizar essa magia cheia de encanto junto com meus netos e filhos.” 

Histórias como a da família da Solange mostram que, no final, a tarde com Papai Noel dos Correio, mais que evento, foi um lembrete do que sustenta a campanha ao longo do tempo: pessoas, encontros e o cuidado que se constrói nos detalhes.