DIA DA MULHER|
Todos por todas: igualdade é entrega coletiva

Mudanças reais começam quando o discurso se transforma em prática

Nos Correios, mulheres lideram equipes, desenvolvem soluções e ajudam a manter em funcionamento a maior rede logística do país. Mas avanços não acontecem por inércia.

Eles dependem de participação ativa – especialmente de quem, por muito tempo, ocupou a maior parte dos espaços de decisão.Por isso, discutir igualdade de gênero também significa reconhecer o papel dos homens nesse processo.

Neste Mês da Mulher, reforçamos que igualdade não se constrói apenas com reconhecimento. Ela avança quando atitudes mudam e o silêncio deixa de proteger comportamentos inadequados e o respeito passa a orientar as relações.

4 mulheres mortas por dia

Essa mudança ainda é urgente no Brasil. Em 2025, quatro mulheres foram assassinadas por dia no país. Em cerca de 80% dos casos, o crime ocorreu dentro de casa e foi cometido por companheiros ou ex-companheiros.

A violência não surge de forma isolada. Ela se forma em ambientes onde o desrespeito é tolerado, desigualdades persistem e o silêncio se torna regra.

Empresas e instituições também têm responsabilidade nesse cenário. O ambiente de trabalho é um espaço onde valores se traduzem em práticas e onde desigualdades podem ser enfrentadas ou perpetuadas.

Igualdade como política institucional

Com 18.365 mulheres no quadro ativo, 23,32% da força de trabalho, os Correios vêm adotando medidas para ampliar a presença feminina em posições estratégicas.

Criada em 2024, a Política Corporativa para Equidade de Gênero e Raça e Enfrentamento aos Assédios estabeleceu indicadores e acompanhamento permanente da participação feminina na organização, incluindo a meta de alcançar 40% de mulheres em posições de liderança.

Entre as medidas adotadas está um mecanismo que concede acréscimo de 20% na pontuação para mulheres nos processos de acesso a funções estratégicas, contribuindo para acelerar trajetórias profissionais e ampliar a presença feminina nos espaços de decisão.

Outra medida importante foi a implantação, no Acordo Coletivo de Trabalho, da prioridade de transferência de local de trabalho para empregadas vítimas de violência doméstica, além de licença-remunerada de 10 dias.

Também firmamos acordos técnicos com o Ministério das Mulheres para criar protocolos de amparo às empregadas, incluindo acolhimento desde o momento da denúncia à chefia imediata até a efetiva remoção.

Todos por todas

Estar presente em todos os municípios brasileiros e contar com quase 80 mil trabalhadoras e trabalhadores amplia o impacto das nossas decisões internas enquanto empresa pública.

Promover igualdade de gênero, portanto, não é apenas uma pauta institucional. É uma responsabilidade coletiva. Porque mudanças reais começam quando mentalidades e atitudes mudam.