RITA LEE EM SELO |
A artista que reinventou o próprio tempo

Ela escolheu o 22 de maio para nascer de novo, longe do Réveillon. É nessa data, o Dia de Rita Lee, que os Correios lançam o selo em sua homenagem

Quem nasce no último dia do ano nunca tem uma festa só sua. Rita Lee resolveu isso à sua maneira: decretou que faria aniversário em 22 de maio, Dia de Santa Rita de Cássia, e pronto, calendário novo. Continuou capricorniana, claro. “Gosto de ser caprica”, avisou. O zodíaco ela respeitava; o resto, negociava.

Foi neste 22 de maio, hoje oficialmente o Dia de Rita Lee em São Paulo (SP), que os Correios lançaram, nesta sexta-feira, o selo especial em sua homenagem. A data não foi acaso: é o aniversário que ela mesma inventou para si.

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A artista que reinventou o próprio tempo”

Com Plano de Reestruturação, Correios vão zerar déficit já em 2027

Em entrevista a Miriam Leitão, na GloboNews, o presidente da estatal apresentou as três fases do plano que recoloca os Correios na rota do lucro

Em oito meses, os Correios aprovaram o primeiro Plano de Cargos e Salários em 18 anos e elevaram em trinta pontos o índice de entrega de encomendas no prazo, recuperando eficiência na operação. As medidas integram a reestruturação mais ampla da história recente da empresa, que deve zerar o déficit já em 2027. A previsão foi dada pelo presidente Emmanoel Rondon, em entrevista a Miriam Leitão, na GloboNews, nesta quarta-feira (13).

“É uma meta desafiadora, mas necessária”, definiu Rondon ao explicar o Plano de Reestruturação em andamento e falar sobre o desafio da empresa: reinventar os Correios em meio à transformação do setor postal em todo o mundo.

De olho nas experiências internacionais, como Canadá, Itália e Alemanha, Rondon contou que tudo o que foi feito lá fora e que foi exitoso, está sendo colocado em prática nos Correios do Brasil.

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DIA DAS MÃES |
Um telegrama em voz alta

A filha mora no Rio. A mãe, no interior do Acre. Quando o telefone deixou de bastar, sobraram o papel e a voz


Há meses, Vânia Ribeiro de Lima Libardi tentava conversar com a mãe pelo telefone. Dona Ozeneyde, 86 anos, já não escutava direito. Do outro lado da linha, em Sena Madureira, no interior do Acre, repetia que não estava entendendo. As ligações foram rareando.

No Dia das Mães, Vânia escreveu a mensagem num papel. Pediu que uma colega digitasse, e enviou um telegrama. Como dona Ozeneyde não é alfabetizada, pediu também que o carteiro lesse a carta em voz alta.

O recado saiu do CTCE Cidade Nova, no Rio de Janeiro. Percorreu cerca de quatro mil quilômetros até a agência de Sena Madureira, a 150 quilômetros de Rio Branco. A coincidência fez o resto: a gerente da agência, Natércia Maia de Lima Barbosa, havia sido colega de Vânia na infância. Os carteiros Augusto Cezar Lima de Mendonça e Pedro Henrique Santana Flores de Araújo do Nascimento foram fazer a entrega juntos. Pedro Henrique leu.

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Um telegrama em voz alta”

A travessia do livro didático

Neste Dia Mundial do Livro, vale olhar para o esforço silencioso que o coloca sobre a carteira.


O livro mais distribuído do Brasil não aparece nas listas de mais vendidos. Chega de graça, em caixas, no início de cada ano letivo. Neste Dia Mundial do Livro, celebrado nesta quinta-feira (23), vale olhar para o esforço silencioso que o coloca sobre a carteira. No ciclo 2025/2026 do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), os Correios já entregaram, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), mais de 170 milhões de exemplares às escolas públicas. A operação começou em outubro de 2025 e pode alcançar 231 milhões até o fim do ciclo:o maior volume em 32 anos de parceria.

Todos os anos, a operação movimenta cerca de 200 milhões de livros para aproximadamente 140 mil escolas, em 5.569 municípios, beneficiando em torno de 32 milhões de estudantes. Os números impressionam, mas o desafio está menos no volume do que na geografia. Mais de 80% da operação se concentra em apenas quatro meses, entre outubro e janeiro: janela apertada, disputada com a logística do Enem e com o pico da Black Friday.

O calendário escolar, porém, não negocia: o livro precisa estar na carteira antes do primeiro dia de aula.

Um país entregue página por página

Para vencer esse mapa, a operação combina modais rodoviário, aéreo e fluvial, e se ajusta ao regime dos rios — cheias e estiagens redesenham rotas a cada ciclo. Em parte da Amazônia, a última milha é uma balsa descendo o rio por dias. No sertão, pode ser uma estrada de terra que muda de condição a cada chuva. Em aldeias indígenas, comunidades quilombolas e vilas ribeirinhas, o percurso final é quase sempre artesanal – feito a pé, de moto ou em veículos improvisados.

É esse alcance, mais do que o número total, que define a operação. Uma entrega atrasada no interior do Pará não é compensada por mil entregas pontuais em São Paulo. A métrica é a cobertura, não a média. Por trás dela, milhares de profissionais coordenam prazos e rotas para que a política pública não se perca no caminho entre a gráfica e a sala de aula.

Mais do que transportar livros


Ao longo de três décadas, essa operação consolidou os Correios como um dos principais braços logísticos das políticas educacionais do país. Além do PNLD, a empresa responde pela distribuição das provas do Enade, do Encceja e do próprio Enem. Em 2025, conduziu ainda a logística da primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), criada pelo Ministério da Educação e aplicada pelo Inep. Um portfólio que exige capilaridade, precisão e confiabilidade em escala continental e que reforça o papel da empresa como agente de transformação social.

Há algo, porém, que escapa aos números. Quando uma criança no sertão pernambucano e outra em Copacabana abrem o mesmo capítulo, no mesmo mês, sob a mesma luz de um ano letivo que começa, o Brasil cumpre em silêncio uma promessa antiga: a de que o direito de aprender não depende do endereço.

É isso que viaja junto com cada exemplar: a ideia de que o conhecimento, para ser de fato um direito, precisa chegar.