Celebramos o Dia da Mulher Negra com compromisso e ação

Negra, nordestina, baiana, Daniela sabe que seu caminhar é feito também de passos de outras mulheres antes dela. Foto: Divulgação/Correios.

Hoje, 25 de julho, celebramos o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, data que no Brasil também homenageia a líder quilombola Tereza de Benguela. É um momento de reflexão e, acima de tudo, de reafirmação do nosso compromisso com a luta antirracista e antissexista — pilares fundamentais para construirmos uma sociedade mais justa e igualitária.

Para marcar a data, realizamos na manhã desta sexta-feira (25), no Museu dos Correios, em Brasília/DF, uma cerimônia com falas inspiradoras, apresentações culturais e reflexões sobre os avanços na promoção da equidade racial e de gênero. O evento foi transmitido ao vivo pelo nosso canal oficial no YouTube.

Em sua fala, o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, lembrou que nos últimos dois anos e meio, a empresa tem avançado de forma concreta, indo além do discurso e colocando em prática ações que promovem mudanças reais. Esse movimento está alinhado à nossa política de respeito à diversidade e aos direitos humanos.

“Como uma empresa plural e diversa, que espelha a riqueza cultural e ancestral do nosso país, os Correios se unem ao movimento coordenado de governos, empresas e organizações da sociedade civil em ações concretas para a superação do racismo, do sexismo e da intolerância”.

Conheça Daniela, carteira que acredita que sua presença nas ruas não é apenas profissão, é resistência.

A coordenadora de Diversidade, Equidade e Inclusão dos Correios, Vilma Reis, reforça que estamos espalhando, com intencionalidade, uma cultura de enfrentamento ao racismo e ao sexismo, criando um ambiente de trabalho acolhedor para todos os grupos da sociedade — especialmente para as mulheres negras, que representam 28% da população brasileira.

Avanços que nos orgulham

Entre 2023 e 2025, conquistamos marcos importantes. Aprovamos nossa nova Política Corporativa de Diversidade, estruturada em três eixos principais: equidade de gênero e raça; respeito e valorização das diferenças (LGBTQIA+, pessoas com deficiência, gerações, diversidade religiosa, cultural e regional); Enfrentamento aos assédios.

Com essa base, passamos a atuar de forma estratégica, com metas ousadas para 2025: 40% de mulheres e 30% de pessoas negras em cargos de gestão — do nível operacional à alta liderança.

Educação e aceleração de carreiras

Lançamos o Programa Bolsa Primeira Graduação, voltado a mulheres e pessoas negras com nível médio. Entre 2024 e 2025, concedemos 200 bolsas, sendo que 68% dos beneficiados na primeira edição são pessoas negras. Também participamos do Programa de Formação da ALARI, ampliando oportunidades para servidoras e servidores públicos.

Criamos ainda o PAC/Mulheres dos Correios, que garante acréscimo de 20% na pontuação de empregadas nos processos internos de seleção para funções de liderança.

Onde impuseram os limites, Cristiane construiu o próprio caminho e mudou seu destino.


Diálogo e combate aos assédios

No Acordo Coletivo 2024/2025, avançamos com a implementação da Licença Menstrual para empregadas que enfrentam fortes dores durante o ciclo, fruto da Mesa de Negociação sobre direitos das mulheres e da população negra.

Parcerias que geram impacto

Firmamos acordos com o Ministério das Mulheres e com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), promovendo campanhas como “Agosto Lilás – Feminicídio Zero” e “Brasil sem Misoginia”. Também aderimos ao Guia Lilás, em parceria com a CGU, e lançamos cursos internos voltados ao enfrentamento aos assédios e discriminações.

Outro marco foi o lançamento do concurso público, após 13 anos, com cotas ampliadas: 30% para pessoas negras, indígenas e quilombolas e 10% para pessoas com deficiência — reafirmando nosso compromisso com a representatividade.

Cuidando de quem faz a nossa empresa

Implantamos o Projeto Estratégico Diversidade e Bem-Estar no Ambiente de Trabalho, com ações como: Censo da Diversidade; criação de Ouvidoria Interna com rede nacional de acolhimento; projetos de mediação de conflitos e iniciativas voltadas à saúde mental.

Essas ações se somam à participação dos Correios no Pacto pela Diversidade, Inclusão e Equidade nas Estatais e aos programas de formação para mulheres negras empreendedoras — mostrando que diversidade e bem-estar são valores permanentes para nós.

Seguimos firmes, com coragem e responsabilidade, construindo um futuro mais inclusivo e igualitário para todas e todos

Presente pra você e pra todes, com orgulho

Respeitar a diversidade é mais do que um valor institucional — é nosso compromisso diário com a dignidade, a equidade e a transformação social. Os Correios, assim como o Brasil, também são feitos de todas cores. Por isso, temos avançado em ações concretas para promover ambientes mais acolhedores, seguros e representativos para todas as pessoas, em toda a sua pluralidade.

Neste Dia do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28/6, o edifício-sede dos Correios em Brasília (DF) ganhou uma iluminação especial: os 20 andares foram coloridos com as cores do arco-íris. O gesto simbólico reafirma um posicionamento que vem sendo fortalecido por dentro — com políticas institucionais, formação de lideranças diversas e programas permanentes de valorização da diversidade.

Desde 2023, reafirmamos esse compromisso também em selos postais: lançamos uma emissão especial, em parceria com a deputada federal Érika Hilton no Palácio do Planalto, celebrando os ciclos da luta LGBTQIA+ — um marco histórico num país ainda marcado por altos índices de violência contra travestis e pessoas trans.

Internamente, lançamos em 2024 nossa Política Corporativa para Equidade de Gênero e Raça, Respeito e Valorização da Diversidade e Enfrentamento aos Assédios. Também reativamos o Programa Diversidade, Inclusão e Direitos Humanos, voltado à promoção de uma cultura inclusiva em todas as unidades do país. A proposta inclui rodas de conversa, treinamentos e palestras sobre vieses inconscientes, discriminação e respeito às diferenças. 

Aderimos, também em 2024, ao “Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Empresas Estatais Federais”, firmado  pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em conjunto com 33 empresas públicas, e em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e o Ministério das Mulheres (MMulheres). 

Esse pacto, organizado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), tem como objetivo fomentar a cooperação interinstitucional para o desenvolvimento de práticas integradas que promovam esses princípios, com foco na implementação e no aperfeiçoamento de políticas e ações inclusivas e conta com um plano de ação para o biênio 2024-2025, que estabelece diretrizes específicas para o desenvolvimento de políticas de diversidade, equidade e inclusão.

Entre as práticas inovadoras, em 2025 iniciamos a criação de grupos de afinidade — redes de colaboração formadas voluntariamente por empregadas e empregados que compartilham vivências, desafios e interesses em comum. O objetivo é criar um ambiente de trabalho mais seguro e acolhedor, onde todos possam compartilhar suas experiências, desafios e aspirações.

Afinal, todo mundo merece ser quem é e ser respeitado por isso. Neste 28 de junho, somamos forças ao movimento global de defesa dos direitos LGBTQIA+, com coragem, responsabilidade e ações concretas. Porque orgulho também é entrega — e a nossa missão é que ela chegue a todas e todes, sem exceção.

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INSS
“E-mail, o que é isso?”: nossa entrega de cidadania a aposentados fora do digital

Pode parecer impensável que, em pleno século 21, ainda existam pessoas que nunca ouviram falar de e-mail. Mas basta passar alguns minutos em uma agência dos Correios para perceber que essa realidade é mais comum do que imaginamos. Desde o último dia 30, mais de 425 mil aposentadas, aposentados e pensionistas recorreram ao atendimento da estatal para obter informações sobre descontos indevidos em seus benefícios do INSS.

Um número que revela o tamanho da demanda — e a importância do acolhimento presencial. Nos guichês dos Correios, a pergunta “mas o que é e-mail?” ecoa com frequência surpreendente. Muitas vezes, a resposta é rápida: “quem entende disso é meu filho”. Só que nem sempre há um filho por perto. Às vezes, não há ninguém. Muitas dessas pessoas vivem sozinhas ou em áreas onde a internet sequer chegou.

É o caso de dona Celestina Menezes, moradora da zona rural do Distrito Federal. “A gente é da roça, não entende de internet, dessas coisas. Nem internet tem lá em casa. Aí, fica difícil. Tem que vir para os Correios mesmo. Vim ver se teve desconto na aposentadoria da minha mãe”, afirmou.

Essas histórias, que costumam passar despercebidas no Brasil hiperconectado, motivaram uma força-tarefa dos Correios, em parceria com o Governo Federal, para atender pessoalmente quem teve descontos indevidos no benefício do INSS — um alívio para quem não domina o mundo digital.

Logo no primeiro dia da ação, seu Luiz Lourenço, de 78 anos, estava lá na agência da Ceilândia (DF), uma das mais movimentadas da capital. Quando questionado se tentou resolver pela internet, foi direto: “Eu não sei mexer no celular pra entrar no site do Meu INSS.” A história se repete com seu Normando Ayres, de 81: “Eu não tenho internet.”

Outros tentaram — com ajuda dos filhos, pelo site ou pelo 135 — mas sem sucesso. Foi o caso de seu Francisco das Chagas, em Brasília, e do seu José de Ribamar, em Belém. Já dona Maria Gonzaga até conseguiu entrar no site, mas não entendeu o que viu. “Então vim tirar minhas dúvidas aqui”, contou.

O serviço, oferecido em parceria com o Governo Federal, será prestado por tempo indeterminado. “Os Correios são um espaço de confiança. Nosso atendimento é presencial, humano, e nossos profissionais foram treinados especialmente para isso”, destacou o presidente da instituição, Fabiano Silva dos Santos.

O dirigente lembra que os Correios são uma instituição federal, familiar ao povo brasileiro, e que isso traz segurança: “Nossos funcionários são empregados públicos, o que significa que têm fé pública. Isso dá validade legal ao atendimento que prestam”, garantiu.

Essa confiança foi o que levou seu João Batista, de Natal (RN), a procurar os Correios. “É o único lugar que eu confio. Eu não tenho muita prática com aplicativo, e quem não sabe usar pode cair num golpe. Aqui eu tô tranquilo. Sei que é uma casa que ajuda as pessoas.”

Para atender essa grande mobilização, mais de 5 mil agências próprias estão prestando o serviço em todo o País. E milhares de atendentes foram capacitados. “A gente vê a preocupação nos olhos deles. Mas, com calma, vamos resolvendo. É a nossa forma de ajudar a sociedade”, conta a atendente Odelcelina Siqueira, de Goiânia (GO).

Nas agências é possível verificar descontos indevidos e, se for o caso, iniciar o pedido de reembolso. Quem não teve desconto também recebe um comprovante. E, após 15 dias úteis, os aposentados podem retornar para saber se o pedido foi aprovado.

Num país cada vez mais digital, os Correios mostram que a conexão que mais importa ainda é a humana. Porque quando a tecnologia não dá conta, o que realmente acolhe é o calor de um atendimento presencial. “Foi melhor resolver aqui do que correr atrás em outro canto. Aqui nos Correios, foi especial”, resume dona Tereza Nogueira, aliviada após o atendimento em um lugar que, há anos, ela sabe que pode confiar.

Veja a cobertura dos primeiros dias de atendimento: