Meu primeiro emprego: como funciona o Jovem Aprendiz nos Correios

Começar a trabalhar altera mais do que a rotina. Muda a forma de lidar com o tempo, com as responsabilidades e com o próprio futuro. Para muitos jovens, esse primeiro passo acontece por meio do programa Jovem Aprendiz, uma porta de entrada para o mundo do trabalho que combina formação e prática.

Nos Correios, essa experiência acontece em escala nacional. Em 2026, a empresa abriu 548 vagas em todo o país, além de cadastro reserva, ampliando o acesso de jovens ao primeiro emprego formal.

O que é o programa Jovem Aprendiz

Previsto na Lei da Aprendizagem, o programa permite a contratação de jovens entre 14 e 24 anos, conciliando atividades teóricas e práticas.

Nos Correios, o foco é oferecer uma experiência que vá além da função, contribuindo para a formação profissional e pessoal dos participantes. Por isso, para nós, o Programa Jovem Aprendiz vai muito além de preencher uma cota legal, é uma oportunidade que proporciona aprendizado, postura profissional, desenvolvimento de responsabilidade e visão de serviço público.

Em 15 anos de programa, milhares de jovens já passaram pela iniciativa, com vivência prática aliada à capacitação.

Quem pode participar e como se inscrever

Podem se candidatar estudantes com idade entre 14 e 21 anos completos no ato da contratação, que estejam matriculados e frequentando a escola, caso não tenham concluído o Ensino Médio.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site dos Correios, até 11 de abril de 2026. Acesse: https://prosel.correios.com.br/concursos

O processo seletivo leva em conta critérios socioeconômicos informados na inscrição, priorizando jovens em situação de vulnerabilidade social.

Também há reserva de vagas: 10% para pessoas com deficiência, 25% para candidatos pretos ou pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. 

Como funciona na prática

A jornada é de 20 horas semanais, com quatro horas diárias. O programa combina:

  • formação teórica, realizada por entidade parceira
  • atividades práticas nas unidades dos Correios

No dia a dia, os jovens podem atuar em atividades de acordo com o respectivo curso de aprendizagem. Essas atividades podem incluir:

  • atendimento ao público
  • organização de objetos e documentos
  • apoio administrativo
  • rotinas da operação logística

Além da experiência, os aprendizes recebem salário-mínimo-hora, vale-transporte, vale-refeição ou alimentação e uniforme.

A experiência de quem está começando

Pedro Miler Santos da Costa, 18 anos, Jovem Aprendiz em Aracaju/SE, optou por se candidatar a uma vaga porque queria uma forma de estudar e trabalhar ao mesmo tempo. “O Jovem Aprendiz possibilita essa liberdade. É uma grande oportunidade para quem quer conhecer e entender como o mercado de trabalho funciona”.

Trabalhando nos Correios desde abril de 2025, o Jovem conta que a interação com os colegas é sua parte preferida do trabalho. “As pessoas conseguem tornar o ambiente de trabalho leve, fazem você se sentir pertencente àquele lugar. Eu espero que outros jovens tenham a oportunidade de ter essa experiência também”, diz.

Para Victória Manuela Pereira Pauletto, 19 anos, que atua como aprendiz em Bauru/SP, o primeiro emprego trouxe mudanças que vão além da função. “Nos Correios, pude entender o que é o ambiente de trabalho, desenvolver minhas habilidades e aprender coisas novas”, avalia a Jovem.

No início, tudo é novo. Com o tempo, surgem a confiança, a autonomia e a percepção de que o trabalho faz parte de algo maior.

O que se aprende, além do trabalho

O primeiro emprego costuma ensinar coisas que não aparecem nos livros. Entre elas:

  • responsabilidade com horários e entregas
  • trabalho em equipe
  • comunicação no ambiente profissional
  • organização e disciplina

Para muitos jovens, o programa representa mais do que uma oportunidade inicial.  É o momento de ajudar na renda da família, ganhar autonomia, descobrir caminhos profissionais e construir confiança. 

Ao priorizar jovens em situação de vulnerabilidade, o programa também amplia o acesso ao mercado de trabalho e contribui para a inclusão produtiva em diferentes regiões do país.

Uma experiência que acompanha o futuro

Nem todos os aprendizes seguirão carreira nos Correios. Mas todos saem com algo em comum: a experiência de ter começado.

Em uma empresa que conecta diariamente milhões de brasileiros, esse primeiro passo também carrega um aprendizado maior: entender que cada atividade tem impacto real na vida das pessoas.

Porque o primeiro emprego não define todo o caminho, mas ajuda a dar direção ao que vem depois.

Cada gota faz diferença no caminho que fazemos

Nos Correios, o cuidado com a água não é pontual. Ele está incorporado à forma como planejamos, construímos e operamos.

No Dia Internacional da Água, esse compromisso ganha visibilidade. Mas, na prática, ele já orienta decisões concretas voltadas ao uso racional dos recursos hídricos em nossas unidades.

Infraestrutura que reduz consumo

Alinhado à Política de Sustentabilidade Empresarial, o projeto de Agências Ecoeficientes integra as diretrizes de construções sustentáveis da empresa. O objetivo é claro: reduzir o consumo de água, melhorar o controle dos sistemas prediais e adotar soluções ambientalmente responsáveis.

Em 2025, durante a operação logística da COP30, duas unidades piloto foram implantadas: uma na área central de Brasília (SQS 104/304) e outra em Belém, no bairro do Telégrafo.

Essas agências incorporam soluções específicas para eficiência hídrica, como bacias sanitárias com duplo acionamento, torneiras com fechamento automático e arejadores. Nas áreas externas, o uso de piso ecológico drenante contribui para o manejo adequado das águas pluviais.

Além disso, as instalações hidrossanitárias foram planejadas para garantir maior eficiência, controle do consumo e facilidade de manutenção, em linha com boas práticas de arquitetura sustentável.

Diretrizes que orientam a operação

As iniciativas fazem parte de uma agenda mais ampla de sustentabilidade. Os Correios integram a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), programa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima que incentiva práticas sustentáveis no setor público.

A atuação está alinhada a eixos como uso adequado dos recursos naturais e bens públicos, contratações sustentáveis, construções sustentáveis e sensibilização e capacitação dos empregados.

Internamente, a empresa também adota instrumentos que orientam projetos, obras e reformas, como o Guia de Sustentabilidade da Área de Engenharia e Arquitetura e o Guia de Contratações Sustentáveis. Esses documentos estruturam a adoção de critérios socioambientais e fortalecem o alinhamento com políticas públicas e o desenvolvimento do mercado fornecedor.

Eficiência com responsabilidade pública

Ao investir em soluções que promovem o uso racional da água, os Correios avançam na qualificação da sua infraestrutura e na redução de impactos ambientais.

Mais do que uma iniciativa isolada, trata-se de incorporar eficiência e responsabilidade à operação, em linha com o papel da empresa como agente público comprometido com o desenvolvimento sustentável.

Porque, no fim, cada escolha também impacta o caminho que fazemos todos os dias.

Incluir também é parte da nossa entrega

No Dia Mundial da Síndrome de Down, histórias de empregadas dos Correios mostram como a inclusão se constrói no dia a dia


Todos os dias, os Correios percorrem o país conectando mais do que endereços. Conectam pessoas, histórias e realidades diferentes, muitas vezes marcadas por desafios que nem sempre são visíveis.

É nesse contexto que o Dia Mundial da Síndrome de Down ganha sentido. Celebrado em 21 de março, a data amplia o olhar sobre uma condição genética ainda cercada por desinformação e reforça a importância de transformar convivência em inclusão  .

Mas esse movimento não acontece sozinho. Ele ganha forma nas histórias de quem vive essa realidade todos os dias.

Quando o diagnóstico amplia o olhar

A analista dos Correios, Mercia Pedreira, descobriu a condição da filha, Malu, apenas no momento do nascimento. O que deveria ser celebração veio acompanhado de comentários limitadores e de um contato precoce com o preconceito.

Com o tempo, o caminho foi outro. “Eu precisei reaprender a olhar. Parar de tentar encaixar minha filha em expectativas prontas e começar a construir um ambiente onde ela pudesse ser quem é.”

Mais do que lidar com a condição, Mercia passou a reconstruir o ambiente ao redor, começando dentro de casa. Entre aprendizado, adaptação e envolvimento, encontrou uma forma diferente de acompanhar o desenvolvimento da filha.

A síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição genética. No Brasil, são cerca de 300 mil pessoas, com incidência média de 1 a cada 700 nascimentos  .

Ainda assim, grande parte dos desafios enfrentados pelas famílias não está na condição em si, mas na falta de informação e nas barreiras construídas socialmente.

É nesse ponto que o conhecimento faz diferença, porque reduz ruído, combate mitos e amplia repertório.

Preparar também é cuidar

A analista Alessandra de Oliveira viveu uma experiência diferente. Soube do diagnóstico do filho, Benjamin, ainda durante a gestação.

Isso permitiu tempo para buscar orientação, conversar com especialistas e entender melhor o que viria pela frente.

Ao longo da jornada, também enfrentou preconceitos, inclusive em ambientes que deveriam acolher. Com o tempo, encontrou outro caminho.

“Nem sempre é sobre responder ao preconceito. Muitas vezes, é sobre informar melhor. Quando as pessoas entendem, o olhar muda.”

Hoje, prefere explicar, orientar e ampliar a compreensão de quem ainda não conhece a realidade da síndrome.

O papel do apoio no dia a dia

Para famílias que vivem essa rotina, suporte não é acessório, é condição. Nos Correios, empregados que têm dependentes com deficiência contam com o Auxílio para Dependentes com Deficiência, que prevê o reembolso de despesas com terapias, acompanhamento especializado e suporte técnico  .

“Esse apoio faz diferença no dia a dia. Dá segurança para que a gente consiga cuidar, trabalhar e seguir em frente com mais tranquilidade.”

Quando iniciativas como essa se consolidam, o impacto vai além do benefício individual. Elas ajudam a formar ambientes mais preparados, reduzem barreiras e tornam a convivência mais qualificada.

Inclusão, nesse sentido, deixa de ser discurso e passa a ser prática. No fim, é disso que se trata.De garantir que cada pessoa tenha espaço real para existir, participar e se desenvolver.

E, todos os dias, essa também é uma entrega que importa.

FILATELIA
CAPES: 75 anos de intercâmbio de conhecimentos

Com a missão de expandir e consolidar o desenvolvimento acadêmico de profissionais de nível superior, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) completa 75 anos em 2026. A instituição, ligada ao Ministério da Educação (MEC), está realizando uma série de eventos em celebração à data e, nessa segunda-feira (9), lançou o selo postal personalizado em parceria com os Correios. O evento ocorreu no Pavilhão Paulo Freire do Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do MEC (Cetremec), em Brasília (DF).

A arte do selo foi desenvolvida pela designer Lygia Uchoa, servidora da CAPES, e traz a logo comemorativa, lançada em fevereiro para as comemorações deste ano, além de uma ilustração que representa movimento e inovação. O desenho inclui a sede atual, em Brasília, e a primeira sede no Rio de Janeiro – o edifício Gustavo Capanema, um ícone da arquitetura moderna brasileira, simbolizado por um painel de azulejos criado pelos artistas Candido Portinari e Paulo Rossi Osir. A emissão estabelece uma conexão entre o passado e o futuro da CAPES, evidenciando seu compromisso com a excelência acadêmica.

Na cerimônia, a diretora de Gestão de Pessoas da empresa, Natália Mota, destacou que a missão da Coordenação dialoga com o propósito dos Correios. “Se a CAPES amplia horizontes por meio da educação e da pesquisa, os Correios conectam pessoas, territórios e oportunidades em todo o Brasil”. A gestora lembrou ainda que, com uma das redes logísticas mais capilares do país e do mundo, levamos serviços e comunicação a milhões de brasileiros, contribuindo para integrar as diversas realidades do Brasil.

Em um forte discurso sobre a história e a resiliência da instituição, a presidente da CAPES, Denise de Carvalho, agradeceu pela emissão postal e reforçou que a entidade continuará dedicada à educação de qualidade emancipadora, inclusiva e socialmente referenciada, porque educação é um direito humano e um dever do Estado brasileiro. “Meu agradecimento especial aos Correios por termos hoje esse belíssimo selo que comemora os 75 anos dessa importante instituição do país”.

Leonardo Barchini, secretário-executivo do Ministério da Educação, ressaltou e agradeceu a longa parceria da empresa com o órgão. “Não só a Capes, mas o Ministério como um todo tem muito a agradecer pelos Correios. Essa empresa que faz com que a gente consiga executar com primazia o nosso trabalho: distribuição de livros didáticos, todos aqueles programas em que a gente está junto, a distribuição de provas do Enem – que eu acho que é uma das maiores operações do governo brasileiro; são 300 mil pontos de prova. O nosso muito obrigado”.

Denise de Carvalho (centro) e Leonardo Barchini recebem os selos de Natália Mota. Foto: Fábio Nakakura/MEC

São 75 anos de apoio a professores e pesquisadores

Com o nome de Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a CAPES foi criada em 11 de julho de 1951, em um contexto de reconhecimento da educação e da ciência como pilares do desenvolvimento nacional. A iniciativa contou com a atuação decisiva do educador Anísio Teixeira, um dos principais intelectuais da educação brasileira.

Ao longo das décadas, a instituição passou por diversas mudanças e ampliou suas atribuições, acompanhando as reformas universitárias e a consolidação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) no Brasil. Já em 2007, a entidade aderiu a políticas voltadas à formação inicial e continuada de professores da educação básica, reforçando o vínculo entre pós-graduação, pesquisa e melhoria do ensino em todos os níveis.

Hoje, são mais de 160 mil bolsistas apoiados pela instituição, dentro e fora do país. Até o fim deste ano, a Coordenação vai conceder mais de 90 mil bolsas de mestrado e doutorado por meio de seus programas institucionais.

Instituição-chave para o desenvolvimento do país

A CAPES desempenha um papel estratégico e estruturante no sistema educacional brasileiro, viabilizando a formação de mestres, doutores e pós-doutores no Brasil e no exterior, e promovendo o avanço da produção científica nacional.

A instituição mantém, ainda, uma das maiores bibliotecas digitais do mundo (Portal de Periódicos), que garante acesso a bases de dados, revistas científicas e livros eletrônicos para universidades e centros de pesquisa, fortalecendo a pesquisa e a inovação no país.