ESPECIAL|
Pais de meninas que não esperam príncipes

Um dia após o parto, a mãe da pequena Laura faleceu em decorrência de uma hemorragia inesperada. Foto: Arquivo pessoal.

Por Sandra Regina Santos

Nos contos de fadas, princesas costumam esperar por príncipes que lhes apontem o destino. Na vida real, há pais que preferem o contrário: criam filhas para não depender de castelos ou salvadores. Eles as educam para que um dia se tornem rainhas do próprio caminho.

Na terceira matéria do especial Mês dos Pais, quatro empregados dos Correios compartilham suas experiências de paternidade. Entre desafios, superações e aprendizados, eles mostram que ser pai de menina vai muito além de proteger: é ensinar a escolher, a sonhar alto, a se defender e a governar a própria vida.

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MÊS DOS PAIS|
Pai desde o positivo: homens que abraçaram a paternidade desde a gestação

Eduardo Amaral e o pequeno Dudu: “não queria que meu filho tivesse um pai como eu tive.” Foto: Arquivo pessoal.

Por Juliana Miranda

Quando começa a paternidade? Mais do que um vínculo biológico, ser pai é uma construção diária. É transformar sentimento em atitude: de cuidado, de apoio e de presença. Nesta segunda matéria da série em homenagem ao Mês dos Pais, conheça três histórias de homens que se tornaram pais desde o instante em que viram o resultado positivo da gravidez e que tiveram suas vidas transformadas por essa escolha.

“O maior desafio da minha vida” — Antonio Marcos Cezar dos Santos, Araraquara (SP)

Antonio Marcos: “Errar faz parte do processo”. Foto: Arquivo pessoal.

O atendente comercial Antonio Marcos lembra com nitidez o dia em que tudo mudou: “Estava em casa, com minha companheira, Kátia, e ela me mostrou o teste de gravidez positivo. Senti uma mistura de alegria, surpresa e responsabilidade. Minha primeira reação foi abraçá-la e começar a planejar o futuro.”

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MÊS DOS PAIS|
Paternidade moderna: porque pai é base, não apoio

Por Thiara Andrade

A família mudou – e com ela, a paternidade. O que antes era visto como um papel mais distante, quase sempre restrito ao sustento material, hoje ganha novos contornos: ser pai é estar presente, dividir responsabilidades, cuidar, amar e educar de forma ativa e cotidiana.

Sim, as transformações sociais e culturais dos últimos anos redesenharam as estruturas familiares. Nesse novo cenário, pais deixam de ser coadjuvantes no cuidado para se tornarem protagonistas ao lado das mães, construindo uma coparentalidade verdadeira, baseada no afeto e na parceria. Ganham todos, principalmente os filhos, que crescem com mais segurança emocional, autoestima, autonomia, empatia e respeito pelos outros.

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DIA DOS PAIS
Ser pai é um ato afetivo, social e político 

Fernanda Lobo e Juliana Miranda

Pais importam e impactam, tanto na vida das mães e dos filhos, como nas maneiras de ser e estar no mundo, de forma permanente e decisiva.  Apesar de lento e gradual, o movimento da parentalidade positiva, que inclui uma paternidade mais ativa, igualitária, presente e corresponsável, tem transformado papéis sociais culturalmente atribuídos aos homens. 

O “pai-patriarcal-provedor” perde espaço e entram em cena novas formas de se relacionar pelo afeto: ganha destaque o “pai cuidador”.  Não se trata, portanto, de ser um executor de tarefas complementares em relação à figura materna, o famoso “pai que ajuda”, mas ser capaz de firmar pactos de convivência igualitários, conscientes e negociados com suas parceiras. 

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