“O meu carteiro”, “o carteiro lá de casa”, “a carteira da minha rua”. Quem nunca ouviu, ou disse, algo assim? Expressões como essas fazem parte do cotidiano dos brasileiros.

E não é por acaso. Ao longo da história, o carteiro sempre manteve uma relação de proximidade com a população. É ele quem percorre ruas, bairros e comunidades todos os dias, participando da rotina de milhões de pessoas. É ele que chega até a porta de cada residência, que conhece cada morador.
Sem exageros, em suas andanças os carteiros conhecem cada metro do território nacional – o que não é pouca coisa: o Brasil, país com território nos dois hemisférios do planeta, com geografia e vegetação diversas, é feito de distâncias, de desigualdades, de acesso e de realidades muito diferentes entre si.
Longe dos grandes centros, milhões de brasileiros ainda dependem de serviços presenciais para exercer direitos básicos. E, nesse contexto, o carteiro é o elo para que muita gente possa exercer a sua cidadania. Por isso, não é de surpreender que o carteiro seja visto como alguém tão próximo, praticamente alguém “de casa”.
Uma relação que vai muito além da entrega de correspondências, sendo construída no contato diário, no cumprimento rápido no portão, na conversa breve ali na rua, ao longo dos dias, das semanas, dos anos… Sim, ao longo dos anos! É comum carteiros e carteiras trabalharem por anos num mesmo bairro ou rua. Por isso, eles são testemunhas das mudanças que transformam os lugares e, também, as pessoas.
Carteiros não conhecem apenas os caminhos, conhecem os nomes, as histórias. E, muitas vezes, assim como conhecem também são reconhecidos.
Muito provavelmente porque poucas profissões estão tão próximas da vida real das pessoas quanto a do carteiro, aquele que atravessa sol e chuva, distâncias e desafios, para garantir que cada entrega chegue ao seu destino.
Não à toa, pesquisas apontam que, ao lado dos bombeiros, o carteiro figura entre os profissionais mais admirados e confiáveis do país. Uma admiração construída com constância, respeito e presença.

363 anos de história
A profissão de carteiro se confunde com a própria origem do serviço postal. Não por acaso, esse profissional, ainda hoje, é muitas vezes chamado simplesmente de “correio”. E não é difícil entender o motivo. Desde os primórdios, foi o carteiro quem deu forma concreta ao serviço postal, vencendo distâncias para levar mensagens.
Também não é por acaso que o Dia do Carteiro é celebrado em 25 de janeiro, a mesma data que marca o início dos serviços postais no país e, por isso, o aniversário dos Correios.
Pensar essa data é, portanto, reconhecer que os Correios nasceram com o trabalho do carteiro e que, quase quatro séculos depois, continuam existindo graças à dedicação diária desses profissionais que seguem conectando o Brasil.
Em 2026, ao completar 363 anos de história, os Correios vivem um momento simbólico de virada. Um novo capítulo começa a ser escrito, marcado pela reestruturação da instituição, pela modernização da gestão e pelo compromisso com a sustentabilidade dessa empresa pública que garante a presença do próprio Estado em cada lugar do país.
Por isso, em 2026, ao celebrar o Dia do Carteiro e o aniversário dos Correios, celebramos também a capacidade de reinvenção de uma instituição centenária que escolheu enfrentar seus desafios com responsabilidade, transparência e visão de longo prazo.
A reestruturação dos Correios acontece com uma nova entrega todos os dias: nas decisões, na operação, na implantação de novas tecnologias, e, principalmente, nas ruas. A cada correspondência que chega ao seu destino, a cada encomenda transportada, a cada caminho percorrido por um profissional uniformizado de amarelo e azul.
Sim, se o Brasil, esse país de dimensões continentais, segue conectado é porque alguém percorre seus caminhos. Neste 25 de janeiro, nossa homenagem vai para quem faz isso acontecer.
Ao carteiro e à carteira, profissionais que carregam nas mãos não apenas correspondências e encomendas, mas a própria história do Brasil e a esperança de um país ainda mais conectado, o reconhecimento e admiração de todo um país – a cada nova entrega, todos os dias.
