CORREIOS AGRO|
Do Caparaó para o mundo: a jornada de um café especial

Em Pedra Menina (ES), pequenos cafeicultores encontraram na logística uma aliada para levar cafés especiais das montanhas do Caparaó a consumidores de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

O café que nasce nas montanhas do Caparaó capixaba percorre um longo caminho antes de chegar à xícara de alguém. Em Pedra Menina, distrito de Dores do Rio Preto (ES), essa jornada começa nas mãos de famílias que cultivam café especial e segue por estradas, cidades e fronteiras até alcançar consumidores em diferentes partes do Brasil e do mundo.

Mas nem sempre foi assim. Por muitos anos, vender para fora da região dependia de oportunidades ocasionais. Quando alguém viajava para outra cidade ou estado, levava alguns pacotes. Quando não havia quem levasse, o café esperava.

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A travessia do livro didático

Neste Dia Mundial do Livro, vale olhar para o esforço silencioso que o coloca sobre a carteira.


O livro mais distribuído do Brasil não aparece nas listas de mais vendidos. Chega de graça, em caixas, no início de cada ano letivo. Neste Dia Mundial do Livro, celebrado nesta quinta-feira (23), vale olhar para o esforço silencioso que o coloca sobre a carteira. No ciclo 2025/2026 do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), os Correios já entregaram, em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), mais de 170 milhões de exemplares às escolas públicas. A operação começou em outubro de 2025 e pode alcançar 231 milhões até o fim do ciclo:o maior volume em 32 anos de parceria.

Todos os anos, a operação movimenta cerca de 200 milhões de livros para aproximadamente 140 mil escolas, em 5.569 municípios, beneficiando em torno de 32 milhões de estudantes. Os números impressionam, mas o desafio está menos no volume do que na geografia. Mais de 80% da operação se concentra em apenas quatro meses, entre outubro e janeiro: janela apertada, disputada com a logística do Enem e com o pico da Black Friday.

O calendário escolar, porém, não negocia: o livro precisa estar na carteira antes do primeiro dia de aula.

Um país entregue página por página

Para vencer esse mapa, a operação combina modais rodoviário, aéreo e fluvial, e se ajusta ao regime dos rios — cheias e estiagens redesenham rotas a cada ciclo. Em parte da Amazônia, a última milha é uma balsa descendo o rio por dias. No sertão, pode ser uma estrada de terra que muda de condição a cada chuva. Em aldeias indígenas, comunidades quilombolas e vilas ribeirinhas, o percurso final é quase sempre artesanal – feito a pé, de moto ou em veículos improvisados.

É esse alcance, mais do que o número total, que define a operação. Uma entrega atrasada no interior do Pará não é compensada por mil entregas pontuais em São Paulo. A métrica é a cobertura, não a média. Por trás dela, milhares de profissionais coordenam prazos e rotas para que a política pública não se perca no caminho entre a gráfica e a sala de aula.

Mais do que transportar livros


Ao longo de três décadas, essa operação consolidou os Correios como um dos principais braços logísticos das políticas educacionais do país. Além do PNLD, a empresa responde pela distribuição das provas do Enade, do Encceja e do próprio Enem. Em 2025, conduziu ainda a logística da primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), criada pelo Ministério da Educação e aplicada pelo Inep. Um portfólio que exige capilaridade, precisão e confiabilidade em escala continental e que reforça o papel da empresa como agente de transformação social.

Há algo, porém, que escapa aos números. Quando uma criança no sertão pernambucano e outra em Copacabana abrem o mesmo capítulo, no mesmo mês, sob a mesma luz de um ano letivo que começa, o Brasil cumpre em silêncio uma promessa antiga: a de que o direito de aprender não depende do endereço.

É isso que viaja junto com cada exemplar: a ideia de que o conhecimento, para ser de fato um direito, precisa chegar.

NOSSOS PORQUÊS|
Por que entender como os Correios se sustentam qualifica o debate público

É comum que empresas públicas sejam analisadas a partir de uma associação imediata entre operação e recursos do governo. No caso dos Correios, essa leitura simplifica uma realidade mais complexa e, por isso, empobrece o debate público.

Os Correios financiam suas atividades e investimentos com receitas próprias geradas pela prestação de serviços postais, logísticos, financeiros e soluções para o comércio eletrônico. É essa base econômica que sustenta a operação diária e os avanços do Plano de Reestruturação em curso.

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Cada gota faz diferença no caminho que fazemos

Nos Correios, o cuidado com a água não é pontual. Ele está incorporado à forma como planejamos, construímos e operamos.

No Dia Internacional da Água, esse compromisso ganha visibilidade. Mas, na prática, ele já orienta decisões concretas voltadas ao uso racional dos recursos hídricos em nossas unidades.

Infraestrutura que reduz consumo

Alinhado à Política de Sustentabilidade Empresarial, o projeto de Agências Ecoeficientes integra as diretrizes de construções sustentáveis da empresa. O objetivo é claro: reduzir o consumo de água, melhorar o controle dos sistemas prediais e adotar soluções ambientalmente responsáveis.

Em 2025, durante a operação logística da COP30, duas unidades piloto foram implantadas: uma na área central de Brasília (SQS 104/304) e outra em Belém, no bairro do Telégrafo.

Essas agências incorporam soluções específicas para eficiência hídrica, como bacias sanitárias com duplo acionamento, torneiras com fechamento automático e arejadores. Nas áreas externas, o uso de piso ecológico drenante contribui para o manejo adequado das águas pluviais.

Além disso, as instalações hidrossanitárias foram planejadas para garantir maior eficiência, controle do consumo e facilidade de manutenção, em linha com boas práticas de arquitetura sustentável.

Diretrizes que orientam a operação

As iniciativas fazem parte de uma agenda mais ampla de sustentabilidade. Os Correios integram a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), programa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima que incentiva práticas sustentáveis no setor público.

A atuação está alinhada a eixos como uso adequado dos recursos naturais e bens públicos, contratações sustentáveis, construções sustentáveis e sensibilização e capacitação dos empregados.

Internamente, a empresa também adota instrumentos que orientam projetos, obras e reformas, como o Guia de Sustentabilidade da Área de Engenharia e Arquitetura e o Guia de Contratações Sustentáveis. Esses documentos estruturam a adoção de critérios socioambientais e fortalecem o alinhamento com políticas públicas e o desenvolvimento do mercado fornecedor.

Eficiência com responsabilidade pública

Ao investir em soluções que promovem o uso racional da água, os Correios avançam na qualificação da sua infraestrutura e na redução de impactos ambientais.

Mais do que uma iniciativa isolada, trata-se de incorporar eficiência e responsabilidade à operação, em linha com o papel da empresa como agente público comprometido com o desenvolvimento sustentável.

Porque, no fim, cada escolha também impacta o caminho que fazemos todos os dias.