Incluir também é parte da nossa entrega

No Dia Mundial da Síndrome de Down, histórias de empregadas dos Correios mostram como a inclusão se constrói no dia a dia


Todos os dias, os Correios percorrem o país conectando mais do que endereços. Conectam pessoas, histórias e realidades diferentes, muitas vezes marcadas por desafios que nem sempre são visíveis.

É nesse contexto que o Dia Mundial da Síndrome de Down ganha sentido. Celebrado em 21 de março, a data amplia o olhar sobre uma condição genética ainda cercada por desinformação e reforça a importância de transformar convivência em inclusão  .

Mas esse movimento não acontece sozinho. Ele ganha forma nas histórias de quem vive essa realidade todos os dias.

Quando o diagnóstico amplia o olhar

A analista dos Correios, Mercia Pedreira, descobriu a condição da filha, Malu, apenas no momento do nascimento. O que deveria ser celebração veio acompanhado de comentários limitadores e de um contato precoce com o preconceito.

Com o tempo, o caminho foi outro. “Eu precisei reaprender a olhar. Parar de tentar encaixar minha filha em expectativas prontas e começar a construir um ambiente onde ela pudesse ser quem é.”

Mais do que lidar com a condição, Mercia passou a reconstruir o ambiente ao redor, começando dentro de casa. Entre aprendizado, adaptação e envolvimento, encontrou uma forma diferente de acompanhar o desenvolvimento da filha.

A síndrome de Down não é uma doença, mas uma condição genética. No Brasil, são cerca de 300 mil pessoas, com incidência média de 1 a cada 700 nascimentos  .

Ainda assim, grande parte dos desafios enfrentados pelas famílias não está na condição em si, mas na falta de informação e nas barreiras construídas socialmente.

É nesse ponto que o conhecimento faz diferença, porque reduz ruído, combate mitos e amplia repertório.

Preparar também é cuidar

A analista Alessandra de Oliveira viveu uma experiência diferente. Soube do diagnóstico do filho, Benjamin, ainda durante a gestação.

Isso permitiu tempo para buscar orientação, conversar com especialistas e entender melhor o que viria pela frente.

Ao longo da jornada, também enfrentou preconceitos, inclusive em ambientes que deveriam acolher. Com o tempo, encontrou outro caminho.

“Nem sempre é sobre responder ao preconceito. Muitas vezes, é sobre informar melhor. Quando as pessoas entendem, o olhar muda.”

Hoje, prefere explicar, orientar e ampliar a compreensão de quem ainda não conhece a realidade da síndrome.

O papel do apoio no dia a dia

Para famílias que vivem essa rotina, suporte não é acessório, é condição. Nos Correios, empregados que têm dependentes com deficiência contam com o Auxílio para Dependentes com Deficiência, que prevê o reembolso de despesas com terapias, acompanhamento especializado e suporte técnico  .

“Esse apoio faz diferença no dia a dia. Dá segurança para que a gente consiga cuidar, trabalhar e seguir em frente com mais tranquilidade.”

Quando iniciativas como essa se consolidam, o impacto vai além do benefício individual. Elas ajudam a formar ambientes mais preparados, reduzem barreiras e tornam a convivência mais qualificada.

Inclusão, nesse sentido, deixa de ser discurso e passa a ser prática. No fim, é disso que se trata.De garantir que cada pessoa tenha espaço real para existir, participar e se desenvolver.

E, todos os dias, essa também é uma entrega que importa.

Carteiro, quem conecta o Brasil todos os dias

“O meu carteiro”, “o carteiro lá de casa”, “a carteira da minha rua”. Quem nunca ouviu, ou disse, algo assim? Expressões como essas fazem parte do cotidiano dos brasileiros.

E não é por acaso. Ao longo da história, o carteiro sempre manteve uma relação de proximidade com a população. É ele quem percorre ruas, bairros e comunidades todos os dias, participando da rotina de milhões de pessoas. É ele que chega até a porta de cada residência, que conhece cada morador.

Sem exageros, em suas andanças os carteiros conhecem cada metro do território nacional – o que não é pouca coisa: o Brasil, país com território nos dois hemisférios do planeta, com geografia e vegetação diversas, é feito de distâncias, de desigualdades, de acesso e de realidades muito diferentes entre si.

Longe dos grandes centros, milhões de brasileiros ainda dependem de serviços presenciais para exercer direitos básicos. E, nesse contexto, o carteiro é o elo para que muita gente possa exercer a sua cidadania. Por isso, não é de surpreender que o carteiro seja visto como alguém tão próximo, praticamente alguém “de casa”.

Uma relação que vai muito além da entrega de correspondências, sendo construída no contato diário, no cumprimento rápido no portão, na conversa breve ali na rua, ao longo dos dias, das semanas, dos anos… Sim, ao longo dos anos! É comum carteiros e carteiras trabalharem por anos num mesmo bairro ou rua. Por isso, eles são testemunhas das mudanças que transformam os lugares e, também, as pessoas.

Carteiros não conhecem apenas os caminhos, conhecem os nomes, as histórias. E, muitas vezes, assim como conhecem também são reconhecidos.
Muito provavelmente porque poucas profissões estão tão próximas da vida real das pessoas quanto a do carteiro, aquele que atravessa sol e chuva, distâncias e desafios, para garantir que cada entrega chegue ao seu destino.

Não à toa, pesquisas apontam que, ao lado dos bombeiros, o carteiro figura entre os profissionais mais admirados e confiáveis do país. Uma admiração construída com constância, respeito e presença.

363 anos de história

A profissão de carteiro se confunde com a própria origem do serviço postal. Não por acaso, esse profissional, ainda hoje, é muitas vezes chamado simplesmente de “correio”. E não é difícil entender o motivo. Desde os primórdios, foi o carteiro quem deu forma concreta ao serviço postal, vencendo distâncias para levar mensagens.

Também não é por acaso que o Dia do Carteiro é celebrado em 25 de janeiro, a mesma data que marca o início dos serviços postais no país e, por isso, o aniversário dos Correios.

Pensar essa data é, portanto, reconhecer que os Correios nasceram com o trabalho do carteiro e que, quase quatro séculos depois, continuam existindo graças à dedicação diária desses profissionais que seguem conectando o Brasil.

Em 2026, ao completar 363 anos de história, os Correios vivem um momento simbólico de virada. Um novo capítulo começa a ser escrito, marcado pela reestruturação da instituição, pela modernização da gestão e pelo compromisso com a sustentabilidade dessa empresa pública que garante a presença do próprio Estado em cada lugar do país.

Por isso, em 2026, ao celebrar o Dia do Carteiro e o aniversário dos Correios, celebramos também a capacidade de reinvenção de uma instituição centenária que escolheu enfrentar seus desafios com responsabilidade, transparência e visão de longo prazo.

A reestruturação dos Correios acontece com uma nova entrega todos os dias: nas decisões, na operação, na implantação de novas tecnologias, e, principalmente, nas ruas. A cada correspondência que chega ao seu destino, a cada encomenda transportada, a cada caminho percorrido por um profissional uniformizado de amarelo e azul.

Sim, se o Brasil, esse país de dimensões continentais, segue conectado é porque alguém percorre seus caminhos. Neste 25 de janeiro, nossa homenagem vai para quem faz isso acontecer.

Ao carteiro e à carteira, profissionais que carregam nas mãos não apenas correspondências e encomendas, mas a própria história do Brasil e a esperança de um país ainda mais conectado, o reconhecimento e admiração de todo um país – a cada nova entrega, todos os dias.

FILATELIA
Do telégrafo à IA: Selo homenageia dois séculos do ginásio que viu o Brasil nascer

O Ginásio Pernambucano atravessou impérios, viu o Brasil tornar-se República, viveu duas guerras mundiais e testemunhou profundas transformações nos meios de comunicação, do papel ao telégrafo, da fotografia à televisão, do telefone ao e-mail. Agora, em plena era da inteligência artificial, segue cumprindo sua missão. Como a escola pública mais antiga do país, está em atividade ininterrupta há 200 anos.

Fundado em 1º de setembro de 1825poucos anos após a Independência, o Ginásio Pernambucano nasceu praticamente junto com o próprio Brasil. É mais antigo, até mesmo, que Dom Pedro II, que só viria ao mundo em dezembro daquele mesmo ano. O primeiro nome da instituição foi Liceu Provincial de Pernambuco e funcionava nas dependências do Convento do Carmo, no centro de Recife.

A criação do colégio atendeu a uma demanda essencial para a consolidação do país recém-independente. Com a ruptura dos laços com Portugal, o Brasil precisava estruturar suas próprias instituições de ensino para a formação dos filhos das elites. Até então, era comum que jovens brasileiros, filhos de famílias ricas, fossem para Portugal concluir seus estudos.

Após anos de mudanças e sedes provisórias, em 1859 a escola ganhou seu endereço definitivo, na rua da Aurora, às margens do rio Capibaribe. O edifício neoclássico, concluído após quatro anos de obras, teve projeto assinado pelo engenheiro José Mamede Alves Ferreira e tornou-se uma das referências arquitetônicas da cidade.

É justamente a imagem dessa construção icônica e imponente, hoje um dos cartões-postais do Recife, que ilustra o selo postal comemorativo “200 anos do Ginásio Pernambucano”. A grandiosidade e a elegância do prédio foram traduzidas com sensibilidade para o selo pelo autor da peça filatélica, Ivanildo Rodrigues Teles.

Na arte, o vermelho carmim, cor tradicional da instituição, ganha destaque, acentuado pelo branco das janelas e colunas, que ressalta a elegância do edifício. Ao fundo, o azul do céu pernambucano lembra as belezas naturais da região e cria um contraste visual que valoriza o conjunto.

Com essa emissão, a filatelia brasileira traz à luz a relevância da instituição, que ultrapassa as fronteiras de Pernambuco. Pelas salas de aula do Ginásio Pernambucano, passaram gerações de estudantes que marcaram profundamente a vida intelectual, cultural e política do país. Entre eles, nomes como o dos escritores Clarice Lispector; Ariano Suassuna; José Lins do Rego; o sociólogo Gilberto Freyre; o jornalista Assis Chateaubriand, fundador da primeira emissora de televisão do Brasil, a TV Tupi; e o ex-presidente da República Epitácio Pessoa.

Ao longo de sua trajetória, o colégio também adotou medidas consideradas inovadoras e avançadas para a época, como a limitaçãodos castigos físicosentão comuns nas escolas, e a valorização do ensino institucionalizado, em substituição ao modelo doméstico.

Com este selo comemorativo, os Correios celebram dois séculos de história e de compromisso com a educação, homenageando uma instituição que ajudou a formar o Brasil e que é guardiã de um valioso acervo composto por documentos, quadros, objetos de época e peças arqueológicas fundamentais para resguardar a memória da educação brasileira.

O selo está disponível nas principais agências do país, por meio do aplicativo Correios e da nossa loja online:  https://loja.correios.com.br/.

Natal em quadrinhos: ‘Carteirito e sua turma’ revelam a origem do Papai Noel dos Correios

Voltado ao público infantil, gibi dos Correios celebra a campanha natalina da empresa. Foto: Divulgação/Correios.

Com o Natal batendo à porta, os Correios escolheram contar uma de suas histórias mais conhecidas de um jeito diferente: em quadrinhos. Em sua segunda edição, o gibi “As Aventuras de Carteirito e sua Turma” resgata a origem do Papai Noel dos Correios, campanha que completa 36 anos conectando crianças e voluntários em todo o país.

A iniciativa nasceu a partir das cartinhas enviadas por crianças ao Bom Velhinho e do gesto de empregados dos Correios que decidiram responder a esses pedidos. Ao longo do tempo, a campanha se consolidou como uma das maiores ações de solidariedade do Brasil, alcançando mais de 7 milhões de crianças. Desde 2010, alunos de escolas públicas também passaram a integrar a ação.

A proposta do gibi é traduzir essa trajetória em linguagem acessível ao público infantil. Carteirito, Carteirita, o cãozinho Telegrama, a atendente Cartarina, o robô Dronaldo e outros personagens conduzem a narrativa de forma visual e direta. Além da história em quadrinhos, a publicação reúne jogos, cruzadinhas e atividades de pintura, estimulando a atenção e a criatividade das crianças.

Disponível gratuitamente, o gibi também convida o público a conhecer mais de perto a campanha. Para baixar, é só clicar no link abaixo:

Quando a magia do Natal sai do papel

Nesta quinta-feira (11), o edifício-sede dos Correios, em Brasília (DF), abriu espaço para uma pausa na rotina. Por algumas horas, filhos e filhas de empregados ocuparam o pátio para uma tarde de convivência, brincadeiras e encontro.

A casinha do Papai Noel se tornou ponto de chegada. Ao lado da Carteirita e da Duende, ele recebeu as crianças com atenção e calma, em um ritmo diferente do cotidiano. Entre fotos, desenhos, pequenas lembranças e brincadeiras espalhadas pelo espaço, o ambiente se transformou em território da infância.

A pequena Sophia (2) em um dos cantinhos lúdicos da Casa do Papai Noel dos Correios. Foto: Divulgação/Correios.

A coordenadora administrativa da Diretoria de Gestão de Pessoas, Solange Maria da Silva Pereira, participou da festa e, este ano, veio acompanhada de uma turma mais do que especial, os três filhos e os sete netos: Isabela (11); Samuel (8); Eloisa (6); Murilo, José Pedro e Maisa (5); e o caçula João Lucas (2). “Visito a casinha do Papai Noel dos Correios todos os anos, mas com a família, foi a primeira vez”.

Solange, que trabalha nos Correios há 25 anos, é casada com um também empregado da empresa, Jaime das Chagas Pereira, que trabalha no Centro de Tratamento de Encomenda (CTE) Brasília, unidade, aliás, onde os dois se conheceram. Mas, como se não bastasse, a família tem mais um membro que é dos Correios. “É o meu genro, Eder Ropeiro, gerente da agência Gama”. 

Os setes netos de Solange na Casa do Papai Noel dos Correios. Foto: Divulgação/Correios.

Mãe e avó, Solange conta que sempre procurou deixar viva a magia do Natal dentro da família. “Desde quando meus filhos eram pequenos. E, agora, pude realizar essa magia cheia de encanto junto com meus netos e filhos.” 

Histórias como a da família da Solange mostram que, no final, a tarde com Papai Noel dos Correio, mais que evento, foi um lembrete do que sustenta a campanha ao longo do tempo: pessoas, encontros e o cuidado que se constrói nos detalhes.