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Código de comercialização: |
852007078
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Edital: | nº 10 |
Arte: | Cecilia Langer |
Foto: | Eduardo Vieira da Cunha |
Processo de Impressão: | ofsete + talho doce |
Folha: | 24 selos |
Papel: | Cuchê gomado |
Valor facial: | R$ 0,80 |
Tiragem: | 2.000.016 selos |
Picotagem: | 11,5 x 11,5 |
Área de desenho: | 33mm x 33mm |
Dimensões do selo: | 38mm x 38mm |
Data de emissão: | 30/7/2005 |
Locais de lançamento: | Alegrete/RS e Porto Alegre/RS |
Impressão | Casa da Moeda do Brasil |
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SOBRE O SELO |
O selo apresenta, em primeiro plano, à direita, a imagem sonhadora de Mario Quintana, trabalhada com base em fotografia. À esquerda, está impresso trecho do poema ?O Mapa?, entremeado nos cabelos longos de uma mulher, cujo corpo repousa sobre os versos, tal qual o mapa de uma cidade, que o poeta divaga com seu olhar. A técnica utilizada foi o talho doce. Tenho quase certeza de que o poeta riria, se alguém lhe dissesse que seria selo dos Correios. Não só riria bem-humorado e, sem dúvida envaidecido, mas faria um comentário do tipo: ?Agora vou virar um andarilho, como o famoso explorador Livingstone, ou, quem sabe, um nômade formoso ao jeito daquela moça que Alceu Wamosy celebrizou no soneto Duas Almas…? Deixemos o poeta em paz, em alguma parte do céu, conversando com o Anjo Malaquías, um de seus personagens, ou com o Negrinho do Pastoreio, do folclore regional. Pensemos na sua importância como ícone da cultura brasileira. Não será justo, então, homenagear agora, no seu centenário de nascimento, a ele, que tanto emocionou e deliciou milhares de brasileiros, tornando-se uma espécie de poeta oficial do Rio Grande do Sul? Com uma ressalva: nenhum poeta pode ser convertido em patrimônio de um Estado, visto que quem escreve numa língua que é de todos, é também patrimônio de todos. Quintana poderia dizer, com deliciosa altivez, como Fernando Pessoa: ?A minha pátria é a língua portuguesa?.
O selo, que se está lançando em sua homenagem, é um hífen visual que une as pessoas de todos os recantos da nação e do mundo. Ele acompanha o carteiro, portador de uma mensagem, e se apresenta ao destinatário, e as pessoas que não são os destinatários – do zelador prestimoso a outros intermediários – levando-lhes outra mensagem, a do país que ambos habitam. O poeta Mario Quintana gostaria de entregar, pessoalmente, um bilhete de amor, um bilhete de loteria, ou um poema, não só a moças bonitas em ruas que ele nunca poderia andar (como o diz num seu poema célebre), mas a não importa qual cidadão, principalmente aos humilhados e ofendidos. Um poema, como este, que parece ter sido escrito por um compatrício anônimo: Amor é quando Armindo Trevisan |