Correios participa da assembleia geral da AICEP

Os Correios participaram nesta segunda-feira (3) da Assembleia Geral Ordinária anual da Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa (AICEP), em Maputo, Moçambique.

A AICEP engloba operadores de correios, telecomunicações e conteúdos, reguladores e instituições do setor de comunicações dos países e territórios de língua portuguesa. Membros da AICEP, os Correios ocupam posto na direção da associação, como representantes do setor postal.

As deliberações da Assembleia Geral aprovaram o relatório de gestão do exercício de 2018 e o orçamento e planejamento para 2019. Na ocasião, o diretor de Governança, Compliance e Segurança, Artur José Solon Neto, abordou a nova estrutura da empresa e a nossa visão sobre a AICEP, para invocação e soluções de problemas em conjunto para o fortalecimento da associação e promoção de parcerias estratégicas.

Nesta terça-feira (4), será realizado o XXVII Fórum da AICEP, com o tema “Visão, inovação e ação: é tempo de futuro”. O diretor-presidente da CorreiosPar, André Luís Vieira, e o DIGOV efetuarão intervenções em painéis destinados, respectivamente, aos temas “Regulação e concorrência” e “Estado e tendências das comunicações lusófonas”.

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Filatelia aproxima gerações em evento de colecionismo

A filatelia dos Correios despertou o interesse de crianças e adultos durante a 3ª edição da mostra “Qual sua coleção?” no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília (DF). A oficina filatélica chamou a atenção e conseguiu aproximar o público das mais variadas idades ao mundo da filatelia.

A professora de língua portuguesa Jacqueline Fiúza participou da oficina com suas três filhas, Ayumi (10), Inaê (8) e Nina (2). No decorrer da atividade, não demorou muito para que ela resgatasse suas memórias de infância.

“Quando eu era criança, tinha amigas por correspondência do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Era sempre aquela festa para ir aos Correios e escolher os selos. Eu até colecionava os selos que vinham nas cartas das minhas amigas. Hoje, quando eu vi a oficina, eu chamei minhas filhas na hora para vir conhecer e elas estão empolgadíssimas montando as coleções delas.”, afirmou a professora.

Para Jacqueline, o contato das crianças com os selos foi uma oportunidade de ensiná-las como a filatelia cria relacionamentos por meio das trocas. “O tempo da escolha, as formas de personalizar, a energia e o calor de quem escolheu o selo. É essa marca pessoal que faz com que aquilo seja único, não tem como reproduzir. É muito mais caloroso, é mais humano.”, concluiu.

Durante a oficina, os participantes puderam manusear e analisar cada detalhe das estampas dos selos. E para que a experiência não acabasse no evento, todo o material apresentado durante a oficina foi disponibilizado para que o público levasse para casa.

Novas atividades filatélicas estão previstas ao longo do ano e serão divulgadas pelos canais oficiais dos Correios.

Para mais informações sobre filatelia, acesse: http://www.correios.com.br/filatelia.

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Correios lança selo em homenagem ao centenário de Jackson do Pandeiro

 

O ano de 2019 foi declarado “Ano de Jackson do Pandeiro” pelo governo do estado da Paraíba, em homenagem ao centenário de um dos maiores artistas do Brasil. Entre outras comemorações, os Correios lançam, no próximo sábado (25), na cidade de Alagoa Grande, terra natal de Jackson, um Selo personalizado. O lançamento acontece no Memorial Jackson do Pandeiro, no centro da cidade, às 10h. O selo poderá ser adquirido em todo o país até março de 2020.

“Um selo é uma das maiores homenagens que pode ser feita a alguém”, disse Marcelo Félix, secretário de cultura de Alagoa Grande. “Os Correios têm uma história consolidada no país em tempo, confiabilidade prestação de serviços e abrangência. Criar uma homenagem que pode ser replicada em todo o país é algo gigantesco”, avaliou.

“Para nós foi uma grande surpresa a proporção que as homenagens tomaram. É um sentimento de Gratidão e de muita Alegria”, disse Kátia Gomes, sobrinha de Jackson.

O selo traz a imagem de Jackson, um desenho feito pelo jovem Anderson Chaves, de 17 anos, conterrâneo de Jackson, sobreposto à marca do centenário, desenvolvida pelo também alagoa-grandense Walter Júnior.

História – Dizem no nordeste que quando a ema geme, é mau presságio. Pois ela deve ter ficado bem caladinha em 31 de agosto de 1919, dia do nascimento de José Gomes da Silva, o “Jackson do Pandeiro”, na cidade de Alago Grande, Brejo Paraibano.

Quem assistiu aos primeiros anos de vida dele deve ter pensado justamente o contrário, a vida parecia não ser amiga da sorte. De família pobre em uma região com poucas oportunidades, o menino perdeu o pai, que era oleiro e lavrador, aos 13 anos, e teve que se mudar, a pé, com a mãe e os dois irmãos, para a cidade de Campina Grande, a 61 km de distância. Caminharam por quatro dias.

Alguns elementos, porém, estavam a favor de José Gomes. A mãe dele, Flora Mourão, era cantadora de coco, gênero musical inspirado nos batuques africanos, de tempo mais rápido e marcado que o baião. Assim, José tomou gosto pela música desde cedo, e seu sonho era ter uma sanfona. Outra vez, a mãe entra em cena: ganhou um pandeiro, mais barato. Um pandeiro que passou a dominar como ninguém.

Rei do Ritmo – Pela sua forma única de dividir as frases musicais e a genialidade no domínio do pandeiro, Jackson ganhou a alcunha de Rei do Ritmo. A influência de Jackson atinge artistas de todos os estilos.

“O título de rei do Ritmo é mais que justo”, diz Val Donato, cantora e compositora paraibana. “Não só pelo que fazia primorosamente no pandeiro, mas pela forma de dividir a música e o canto. Fez escola da qual se aprende e bebe da fonte até hoje, de maneira a embasar o fazer musical brasileiro. Sempre antenado com a música moderna, misturou as influências e criou o samba-rock. Além de aprimorar ritmos como o coco, Baião, maracatu, samba e outros”, explica.

Matheus Pimenta, músico paraibano, ressalta o alcance do som de Jackson. “Jackson quebrou barreiras e levou para um outro patamar a cultura de coco/repente/embolada, fazendo com que esses estilos fossem conhecidos em outros rincões. Além disso, sua forma de cantar e seus padrões rítmicos heterodoxos também foram de extrema importância para a consolidação da complexidade rítmica da música brasileira”, diz.

Zé Gomes, um dos sobrinhos de Jackson, é músico, e diz que a influência de seu tio já vem no sangue. “Pra início de conversa, o primeiro instrumento de percussão que aprendo a tocar e o pandeiro. Logo depois me torno músico profissional, e em 1977, passei a trabalhar com o saudoso Dominguinhos. Sem dúvida, tenho muito orgulho em ter nascido no berço do forró, e ter aprendido com meu tio, não só nas artes, mas também na formação de ter caráter e profissionalismo”, conta.

De onde veio Jackson?  – Ainda criança, José, mesmo debaixo das chineladas de desgosto da mãe, insistia em ser chamado de Jack (era fã do ator norte-americano de faroeste Jack Perrin). “Quem já se viu colocar o nome de José num filho, e ele querer ser chamado de Jack?”, reclamava Flora. Vai saber. De nada adiantou, apelido é coisa que pega como poucas nessa vida. Dona Fllora não devia saber disso, mas nem Jack Perrin era Jack de nascença, seu nome de batismo era “Lyman”.

Em Campina Grande, Jack virou Zé Jack, depois, Jack do Pandeiro. Trabalhava como engraxate na feira central e ajudante de padaria. Nos momentos de folga, acompanhava artistas populares, coquistas e violeiros. Arranjou um trabalho na noite, no cassino Eldorado.

Nos anos 40, Zé Jack mudou-se para a capital do estado, João Pessoa. Foi contratado para tocar Rádio Tabajara, junto com o maestro Nozinho. Quando Nozinho foi contratado pela Rádio Comércio, de Recife/PE, em 1948, levou Jack, que virou Jackson, “mais sonoro”, segundo o diretor de um programa de rádio.

A, e, i, o, u, ipsilone! – No início de 1953, Jackson estava pronto para gravar a primeira Revista Carnavalesca do ano na Rádio jornal. Tinha preparado várias marchinhas de carnaval, mas o diretor pediu que ele cantasse algo mais “regional”. Resolveu, a contragosto, convidar a comadre Sebastiana para dançar e xaxar na Paraíba, e estourou no país.

De1953 até 1981, Jackson gravou 28 discos, com composições próprias e de outros artistas. Participou de diversos programas de rádio de televisão, cantou com outros artistas de renome nacional e virou referência no Brasil.

Morreu aos 62 anos, em 10 de julho de 1982, de complicações da diabetes, que tinha desde os ano 60. Passou mal na sala de embarque do aeroporto de Brasília/DF, onde pegaria um voo para o Rio de Janeiro.

Tem tanto Zé na Paraíba (vige, como tem Zé!) que tem até Zé que vira Jackson. Zé que nasce “do Pandeiro”. Zé que nasce Rei.

Serviço

Lançamento do Selo 100 anos de Jackson do Pandeiro

25/05/2019

Memorial Jackson do Pandeiro (R. Dr. Apolônio Zenaide, Centro. Alagoa Grande – PB)

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Fotógrafo Leandro Facchini expõe no Espaço Cultural Correios Porto Alegre

Diversos estilos de fotografia compõem a exposição “Percursos do Olhar – uma construção poética”, que apresenta ao público da capital o trabalho do fotógrafo Leandro Facchini. A mostra será aberta no dia 16 de maio, às 17h30min, no Espaço Cultural Correios Porto Alegre.

Segundo o curador Fábio André Rheinheimer, a exposição “apresenta um conjunto de obras cuja a caraterística fundamental é a pluralidade de interesses”. Com o objetivo de ilustrar essa versatilidade, o fotógrafo propõe o uso de suportes diferentes para expor o seu trabalho, como tecidos e pantalhas de abajur. Outra aspecto que foi priorizado é a impressão de imagens em grandes formatos para que o público possa conferir os detalhes e a riqueza das obras de Leandro Facchini.

“Percursos do Olhar – uma construção poética” fica em cartaz no Espaço Cultural Correios de 17 de maio a 16 de junho de 2019. A exposição é gratuita e fica aberta de terças a sábados, das 10h às 18h, e aos domingos, das 13h às 17h. O Espaço Cultural Correios está localizado no térreo do prédio histórico da empresa na Praça da Alfândega (Centro Histórico da capital), com acesso pela lateral, na Avenida Sepúlveda.

Sobre o artista – Leandro Facchini iniciou sua trajetória com a fotografia em 1994. Inicialmente, atuou como fotojornalista no Jornal Contexto, de Carlos Barbosa. Desde então, já participou de diversas mostras coletivas. Hoje, é um dos membros do Foto Clube Porto-Alegrense.

 
Serviço

Exposição “Percursos do Olhar – uma construção poética”
Abertura: 16 de maio, das 17h30min às 20h
Período: 17 de maio a 16 de junho de 2019
Horário: das 10h às 18h, de terças a sábados, e das 13h às 17h, aos domingos
Local: Espaço Cultural Correios Porto Alegre

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Artigo: O que estamos fazendo para recuperar a rentabilidade dos Correios

Apesar das dificuldades econômicas do país e do mercado acirrado em que os Correios atuam, a empresa tem conseguido melhorar sua rentabilidade e se equilibrar financeiramente. A partir de um novo posicionamento estratégico, a estatal está mais focada nas necessidades dos clientes e nos desafios atuais do cenário postal.

Saímos de um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2016, para um lucro de R$ 667 milhões em 2017 e de R$ 161 milhões em 2018. E o primeiro trimestre de 2019 já aponta para o melhor resultado do período nos últimos cinco anos.

Os resultados são fruto de inúmeras medidas que culminaram na melhoria da eficiência operacional e, consequentemente, no aumento da receita – especialmente no segmento de encomendas, que cresceu 20,4% em 2018. Seguem as principais ações:

1.Crescimento e Diversificação: ações de defesa do negócio postal, reposicionamento de encomendas e viabilização de parcerias estratégicas;

2.Excelência Operacional: ações voltadas ao aprimoramento de processos,
tecnologia/automação e competências internas, abrangendo toda a cadeia de valor;

3. Programa Integra Brasil: instrumento de integração e de coesão social do Governo Federal por meio da prestação de multisserviços públicos de interesse da sociedade;

4.Racionalização: ações voltadas para o aprimoramento da gestão de recursos, ganhos de eficiência e produtividade, e visibilidade do desempenho;

5.Transformação Tecnológica: ações voltadas para a modernização da arquitetura e serviços de TI, resultando no atendimento ágil das demandas internas e externas; e

6.Gestão de Pessoas: ações de adequação da força de trabalho às novas demandas internas, com foco no aumento de produtividade operacional e redimensionamento administrativo.

É importante destacar que o ano 2017 foi impactado, principalmente, pela reversão de provisão atuarial do benefício pós-emprego saúde no valor de R$2,9 bilhões e relacionado à decisão do TST sobre o custeio do plano de saúde dos empregados e dependentes, evento extraordinário que aumentou o lucro do exercício de 2017.

O resultado operacional de 2018, sem o impacto da reversão de provisão atuarial do benefício pós-emprego saúde, da imunidade tributária e do incentivo financeiro diferido do Plano de Demissão Incentivada (PDI), registrou um resultado positivo de R$ 251 milhões, evolução de 117,9% em 12 meses, após quatro anos de resultados negativos.

Outra iniciativa estruturante foi a implantação da metodologia Orçamento Base Zero (OBZ). A técnica de orçamentação propôs um novo modelo de gestão de custos, com visibilidade de gastos por categorias de despesas, responsabilização sobre a gestão dos custos e mudança de cultura quanto às justificativas dos gastos. Nos últimos dois anos, a racionalização de despesas gerou uma economia de mais de R$ 1, 1 bilhão.

Todos os indicadores demonstram que estamos no caminho certo. A cultura de responsabilização pelos resultados, internalizada, tem aprimorado a governança e o acompanhamento dos custos e despesas da empresa. A evolução das iniciativas OBZ, os desvios orçamentários e as economias projetadas por exercício são constantemente monitoradas em fóruns mensais e apresentados para a Diretoria Executiva.

Para ampliar a visibilidade analítica do resultado da empresa nas várias visões gerenciais, está em andamento o projeto de margem de contribuição de produtos, clientes, canais e geografias. O objetivo é fortalecer os instrumentos de análise das finanças dos Correios para orientar as decisões de alocação de recursos da empresa.

Em 2019, continuamos focados na recuperação do crescimento e na redução de despesas dos Correios. O próximo passo é a implantação da etapa de monitoria e controle do metodologia OBZ, onde iremos identificar e corrigir possíveis desvios no planejamento orçamentário.

Sergio Neves Moraes
Diretor de Gestão Estratégica, Tecnologia e Finanças dos Correios

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Artigo: Porque o Brasil precisa dos Correios

Neste domingo, 5 de maio, foi comemorado o Dia Nacional das Comunicações. A escolha da data é uma homenagem ao nascimento Marechal Rondon, considerado o Patrono das Comunicações no país. De 1890 a 1916, o militar mato-grossense percorreu mais de 100 mil quilômetros numa missão considerada quase impossível para a época: conectar pelo fio do telégrafo as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo e o Triângulo Mineiro aos lugares mais distantes do Brasil.

Mais de 100 anos depois, os processos de comunicações e os serviços postais evoluíram em todo o mundo. Mas, ainda hoje, são os Correios que continuam o legado de Rondon de integrar o complexo e gigante território nacional. A empresa exerce um papel social inestimável, que leva aos brasileiros dignidade, cidadania e acesso a serviços públicos, atendendo a todos da mesma forma, seja onde for.

Não se trata apenas de uma empresa que entrega mais de 20 milhões de cartas e encomendas, todos os dias. Os Correios são o único operador logístico que chega em todos os 5.570 municípios brasileiros. Em 60% deles, também são o único representante da União. Estamos falando de inclusão bancária, emissão de documentos, distribuição de vacinas e donativos em caso de catástrofes.

Também estamos falando de megaoperações logísticas de alta complexidade. É por meio da capilaridade e expertise dos Correios que as urnas eletrônicas do Tribunal Superior Eleitoral, os livros didáticos do Ministério da Educação para crianças do ensino fundamental e as provas do Enem chegam em todos os lugares, no tempo exato.

Em Marechal Thaumaturgo, município do Acre, onde não há acesso por rodovia, os objetos chegam por avião e depois seguem de barco até o outro lado do rio Juruá, onde fica a agência dos Correios. Para se chegar ao arquipélago de Bailique, no Amapá, o carteiro leva 12 horas de barco saindo de Macapá. Já para ir de Manaus a Manicoré, são quatro dias de viagem pelo rio Amazonas.

Engana-se quem pensa que a vocação de integrar dos Correios se limita ao território nacional. A empresa é a porta que leva para o mundo produtos nacionais, fruto do trabalho de milhares de micro e pequenos empresários brasileiros. Também por meio do serviço Exporta Fácil, criado pelos Correios e reconhecido internacionalmente, o processo de exportação se tornou mais fácil e menos burocrático.

O Brasil precisa de um Correios forte, indutor do desenvolvimento social e econômico e motivo de orgulho nacional. É importante destacar, ainda, que a estatal é autossuficiente, não depende de recursos orçamentários do governo e não se mantém com impostos do cidadão. Ao contrário, gera receita para o Governo Federal. Fazendo o que sabem fazer, os Correios continuarão ocupando seu lugar no coração de todos os brasileiros.

General Juarez Cunha
Presidente dos Correios

 

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5 de maio: De Comunicações a gente entende

Hoje é comemorado o Dia Nacional das Comunicações. A data é uma homenagem a Cândido Mariano da Silva Rondon, o marechal Rondon, que por seus importantes feitos é o Patrono das Comunicações do Brasil. Nascido em Mimoso (MT), em 1865, Rondon foi o líder do primeiro esforço de grandes proporções para a integração nacional por meio das comunicações.

De 1890 a 1916, ele percorreu mais de 100 mil quilômetros, o equivalente a duas voltas e meia ao redor da Terra, numa missão considerada quase impossível para a época: conectar pelo fio do telégrafo a capital federal, Rio de Janeiro, a cidade de São Paulo e o Triângulo Mineiro aos lugares mais distantes do território nacional, como Amazônia, Mato Grosso e a fronteira do Brasil com o Paraguai. Quando acabou o trabalho, Cândido Mariano da Silva Rondon havia instalado sete mil quilômetros de cabos telegráficos.

Mais de 100 anos depois, os processos de comunicações e os serviços postais evoluíram em todo o mundo. Mas, ainda hoje, são os Correios que continuam o legado de Rondon de integrar o complexo e gigante território nacional.

Com mais de 350 anos de história, a empresa possui, em sua essência, a missão de comunicar. No Brasil-Colônia, as cartas eram o único meio de comunicação à longa distância. Mesmo hoje, com o declínio da atividade postal, a atividade dos Correios ainda é imprescindível.

Entre os principais órgãos de Comunicação do Governo Federal, os Correios são o único com presença em todo o país. Por meio de seu compromisso constitucional de garantir o direito de todos à comunicação, a empresa possui um importante papel na integração nacional e na inclusão social dos cidadãos brasileiros.

Além de garantir a entrega de cartas e encomendas, a empresa também promove inclusão bancária, oferece emissão de documentos, distribuição de urnas eletrônicas, livros didáticos, vacinas e remédios. Por que não importa a época ou tecnologia, de comunicações #agenteentende.

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CCCRJ: Exposição internacional retrata autismo e Alzheimer pelo olhar de artistas

A International Contemporary Art Society de New York (NYICAS), Saphira & Ventura Gallery e o Centro Cultural Correios Rio de Janeiro (CCCRJ) apresentam “Arte Consciente – Uma iniciativa Global”. O projeto reúne  exposições coletivas de pinturas, arte digital, esculturas e instalações trazendo temáticas sobre Alzheimer e autismo.

Nesta terça-feira (30), às 17h, o CCCRJ realiza uma conferência para debater como a arte pode ajudar no tratamento das pessoas com essas doenças. O encontro terá a participação de diversos especialistas, entre eles a médica Vilma Câmara, neurologista e geriatra especializada em Alzheimer e integrante da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), do artista americano Neil Kermanalém, além de representantes de empresas apoiadoras e da OAB-RJ. A entrada é franca e os participantes poderão interagir por meio de perguntas.

Os benefícios da arte para as pessoas com Alzheimer se estendem a observar obras de arte. Essa interação ajuda no alívio dos sintomas da doença, juntamente com projetos artísticos voltados para os pacientes e a importância da interação com a família. Para crianças autistas a arte é uma ferramenta valiosa no tratamento por ser um elemento fundamental para promover atividades que configurem um estímulo para sua inserção social e desenvolvimento da comunicação ampliando a capacidade de abstração, coordenação motora, imaginação, criatividade, sensibilidade, afetividade e organização interna.

A exposição – As obras da exposição “Arte Consciente – Uma iniciativa Global” são do americano Neil Kerman e dos brasileiros Marize Koerich, Paula Delmanto e Zé Dassilva. Neil Kerman revela um diálogo com refinamento do processo criativo, uma mescla de cores e diferentes formatos de telas. Alzheimer’s Awareness é usado na vida cotidiana dos pacientes nos asilos do artista que também utiliza a arte como terapia no tratamento da doença.

A exposição apresenta também o trabalho de arte digital de autoria de Marize Koerich (MAK), artista e ativista que utiliza a arte para dar visibilidade ao autismo. Paula Delmanto expõe esculturas e instalação sobre os temas e ainda as ilustrações do artista e roteirista Zé Dassilva.

O projeto já foi realizado na sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, Londres, Madri e São Paulo na Saphira & Ventura Gallery em colaboração com o Instituto Albert Einstein, a Sinagoga Mirshcan Menachem, e na Itália no Museu MITT, em Torino. A exposição foi criada pelos sócios galeristas Alcinda Saphira (curadora) e Louis Ventura (economista PhD), ambos estabelecidos no mercado internacional há mais de duas décadas.

Serviço
Exposição: “Arte Consciente – Uma iniciativa Global”
Visitação: 24 de abril a 8 de junho de 2019, terça a domingo das 12h às 19h
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro
Tel.: 2253-1580 (recepção)
Entrada franca

 

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Esclarecimento sobre artigo publicado na Gazeta do Povo

Em resposta ao artigo de Luan Sperandio, publicado na Gazeta do Povo nessa quarta-feira (24), os Correios vêm a público esclarecer algumas inverdades:

De acordo com o texto, entre 2012 e 2016, “as estatais brasileiras tiveram um prejuízo da ordem de R$ 33 bilhões , que foram arcados com dinheiro do Tesouro Nacional”. O autor esquece ou simplesmente omite a informação de que, entre 2007 e 2013, os Correios repassaram à União, a título de antecipação de dividendos, o equivalente a mais de R$ 6 bilhões, valor este maior que o prejuízo acumulado dos últimos anos. Não se sabe se, intencionalmente ou não, o artigo também não esclarece que os Correios são uma empresa independente do Tesouro Nacional, ou seja, quando apresenta prejuízo, recorre a empréstimos pagos com recursos próprios, não onerando o bolso do contribuinte por meio de impostos.

Alega o autor, ainda, que os Correios foram protagonistas de diversos escândalos de corrupção no passado, mas ignora que tais casos foram esclarecidos à época e hoje a empresa é referência em governança entre as estatais.

Sobre a ingerência política, mais uma vez, o artigo apresenta dados antigos, que não condizem com a realidade atual dos Correios. A empresa está passando por uma evolução em sua estrutura organizacional: em lugar de oito vice-presidências, como citado, agora os Correios possuem seis diretorias.

Sobre outro motivo elencado no texto pelo qual o governo deveria privatizar a empresa, ineficiência, o autor revela falha grave na apuração dos fatos. Conforme amplamente divulgado, desde o ano passado a qualidade operacional dos Correios vêm mantendo índices superiores, inclusive, aos de operadores postais privados mundialmente conhecidos, chegando a 99% de entregas de encomendas realizadas dentro do prazo contratado. Cabe aqui esclarecer que, apenas no segmento concorrencial, os Correios entregam diariamente mais de um milhão de objetos. Se considerarmos o fluxo total, são mais de 22 milhões por dia.

De maneira inversamente proporcional, o número de reclamações caiu diante do aumento da qualidade. No 1º trimestre de 2019, houve redução de 72% na quantidade de manifestações nos canais oficias de atendimento da empresa, sobre objetos nacionais e internacionais, em relação ao mesmo período do ano passado.

Medidas como a desativação de agências sombreadas e o programa de demissão incentivada foram adotadas para reduzir custos e melhorar o caixa da empresa e não foram realizadas de maneira isolada. Ao contrário, o encerramento de atividades em algumas unidades convencionais de atendimento faz parte de um projeto mais amplo, o de remodelagem da rede, que visa ampliar o número de canais de atendimento à população com modelos mais modernos e adequados às diversas realidades regionais.

Em relação à cobrança do despacho postal para encomendas internacionais, exaustivamente explicado, não se trata de medida arbitrária, conforme afirma o artigo. Refere-se à justa remuneração aos Correios pela prestação de serviços de suporte ao tratamento aduaneiro. Cabe destacar que tal cobrança já é praticada há muito tempo por operadores privados do setor no Brasil e que o valor praticado pelos Correios é, na média, quatro vezes menor que o dos concorrentes.

Se no segmento de encomendas, o mercado é concorrencial, a exclusividade postal do Estado ainda é uma realidade para a grande maioria dos correios no mundo. Em países de extensão territorial comparável à do Brasil, como Estados Unidos, China, Canadá, Rússia e Austrália, eles são públicos e exercem o importante papel de integração nacional.

A privatização pura e simples do correio brasileiro será uma perda tanto para o país quanto para a sociedade. Apenas em poucos países, todos de dimensões reduzidas, o serviço postal está nas mãos da iniciativa privada. A DHL, por exemplo, é resultado de uma política pública de capitalização do correio da Alemanha. Em vez de privatizar o correio alemão, o governo optou por capitalizá-lo e fez uma abertura parcial de capital – o controle continua com o governo.

Em contrapartida, a privatização do correio de Portugal, assim como da Argentina (que teve que ser reestatizado, porque a privatização piorou os serviços), não trouxe os resultados positivos tão desejados.

Falar sem conhecer o universo complexo que envolve os Correios, usando argumentos rasos e dados desatualizados é, no mínimo, irresponsável quando se trata de formadores de opinião que escrevem para um veículo de comunicação. O debate sobre o assunto deve ser feito de modo cuidadoso, consciente e sempre comprometido com a verdade.

 

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Exposição ‘Veredas’ inspira sarau no CCCSP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Centro Cultural Correios São Paulo (CCCSP) receberá a partir das 14h desta quinta-feira (25) cerca de 30 artistas, entre poetas, cantores, dançarinos e pintores, para um sarau que se inspirará nas obras da mostra ‘Veredas’, do japonês Kanichi Kaneko, em cartaz no mesmo local até 30 de maio.

A mostra reúne pinturas que apresentam aspectos e vivências das culturas japonesa e brasileira. Nascido em Yokohama, Japão, em 1935, o artista é naturalizado brasileiro. Remanescente do Grupo Seibi, fundado por artistas japoneses como Tomie Ohtake e Manabu Mabe, as obras de Kaneko também compõem o acervo de museus como o MAC da USP e a Pinacoteca do Estado de São Paulo.

As telas da mostra foram produzidas nos últimos 40 anos de trabalho do artista, que hoje mora no Brasil e estudou, por longo período, manifestações artísticas na Europa

Aos 84 anos, Kaneko também participará do encontro com seus haikais, (poesias curtas, geralmente em japonês). “Não dou título às minhas pinturas, mas quando viajava, desenhava o que via e fazia anotações ao lado. Depois, fui descobrir que eram haikais”. A exposição ‘Veredas’ tem alguns deles, todos em japonês, sem tradução. “Quero estimular a curiosidade”, comenta.

Ao fazer uma retrospectiva de obras produzidas ao longo da vida nesta exposição, o autor realiza uma releitura da cultura herdada do Japão, onde morou até os 25 anos, do choque cultural com o modo de vida brasileiro e da busca da origem da alma, do pensamento. “Depois de dar a volta ao mundo, descobri que minha terra é o Japão”, afirma, referindo-se aos valores presentes nas suas criações.

Com o sarau, pretende promover uma grande troca. “Poesia é mais profunda do que qualquer explicação, vai direto para o sentimento mais profundo”, considera. “Quero abrir meu coração inteiro. A entrada é franca e a saída também”.

Serviço
Exposição ‘Veredas’
Data: Até 30/5
Local: Centro Cultural Correios São Paulo (CCCSP)
Endereço: Av. São João, s/nº, Vale do Anhangabaú, Centro, São Paulo – SP
Metrô São Bento
Entrada gratuita

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