Criação do CEP completa 46 anos

Você provavelmente sabe de cor o CEP da sua casa, certo? O número é solicitado sempre que vamos fazer um cadastro ou comprar algum produto pela internet. É uma mão na roda tê-lo na memória! Mas você sabe para que ele serve e o que significa cada um de seus números?

CEP é a sigla para Código de Endereçamento Postal. Ele foi criado pelos Correios em maio de 1971, há 46 anos, para facilitar o tratamento das correspondências. É o que garante que a sua encomenda ou mensagem chegará ao local correto. Pode-se dizer que o CEP está para o endereço assim como o CPF está para o cidadão.

No tratamento automatizado, o CEP é a chave para que as máquinas façam a separação adequada dos objetos por destino: uma máquina de tratamento automatizado de cartas tem a capacidade de triar 36 mil correspondências por hora; já a de encomendas tem velocidade máxima de 12 mil objetos por hora.

Caso o CEP esteja errado, a carta ou o pacote podem ser direcionados para um endereço incorreto ou ser encaminhados para a seção de pesquisa, onde o tratamento é manual, processo que pode atrasar o prazo de entrega, pois cada objeto é tratado um a um, de acordo com o problema encontrado.

 

 

Em 1971, quando foi criado, o CEP era composto por cinco dígitos. Em maio de 1992, sua estrutura foi alterada para oito dígitos.

Para a definição dos códigos, o Brasil é dividido em dez regiões, utilizando como parâmetro o desenvolvimento socioeconômico e fatores de crescimento demográfico de cada unidade da federação ou conjunto delas. A partir do estado de São Paulo, a distribuição do CEP é feita no sentido anti-horário, pelo primeiro algarismo.

Assim, a região é representada pelo primeiro algarismo do CEP e os demais números designam suas subdivisões.

* Clique na imagem para entender o significado de cada dígito.

Se hoje, o tratamento de objetos tem, graças ao CEP, uma lógica fácil de ser aprendida pelos empregados e possível de ser lida por sistemas automatizados, antes, trabalhar na expedição dos objetos era um grande desafio. Até 1971, o tratamento dos objetos transportados pelos Correios exigia que o operador memorizasse diversos códigos referentes às cidades.

O postalista – nome do cargo à época – Julani Assunção Rodrigues, que participou da criação do CEP, deixou registrado um relato sobre essa habilidade exigida dos empregados.

“O código da Transorma (nome da máquina de triagem utilizada na época) não era escrito na sobrecarta. Para ser usado era necessário que o operador, então chamado de transormista, memorizasse o número aliado à cidade. Por aí se pode avaliar o grau de dificuldade, pois era necessário muito tempo para que o servidor conseguisse um reflexo instantâneo de forma que ao ler o nome da cidade fosse automático em sua mente o número a ela atribuído. Na Transorma de São Paulo houve notáveis operadores que conseguiram marcas incríveis de manipulação” (trecho retirado do documento “E assim foi feito o CEP”, integrante do acervo do Museu dos Correios).

Aumentar a velocidade do encaminhamento dos objetos está no propósito do CEP desde a sua criação. Em maio de 1971, quando o código foi lançado, a campanha publicitária para informar a população sobre a nova ferramenta tinha como personagem um coelho astronauta e, como slogan, a frase “Ponha sua carta para correr. Use o código de endereçamento postal”.

Antigamente, os CEPs eram divulgados por meio do Guia Postal Brasileiro. A primeira edição do guia foi impressa em 1971, quando foram distribuídos em todo o Brasil um milhão e cem mil exemplares do Guia, além de 250 mil folhetos e 50 mil cartazes. Naquele ano, os CEPs também foram incluídos nos catálogos telefônicos. Clique aqui para conferir a primeira versão do guia, que integra o acervo do Museu Correios.


Por muito tempo, o Guia Postal Brasileiro foi a principal referência de consulta dos códigos postais. Atualmente, o CEP está acessível a um clique de distância, por meio do sistema Busca CEP. Disponível no Portal Correios, o sistema permite consultas individuais por CEP, endereço, localidade ou logradouro.

O Busca CEP é o segundo sistema dos Correios mais utilizado, perdendo apenas para o rastreamento de objetos. São cerca de 10 milhões de acessos mensais!

Para as empresas, existe a opção de aquisição do Diretório Nacional de Endereços (DNE), um banco de dados que contém mais de 900 mil registros de CEP e elementos de endereçamento (descrição de logradouros, bairros, municípios, vilas, povoados). É a base oficial e exclusiva dos Correios, portanto, a informação é confiável e atualizada. A compra ocorre exclusivamente pela Internet, na loja eletrônica dos Correios.

Todas as cidades brasileiras têm CEPs. Algumas delas possuem um único CEP para toda a cidade. Outras têm a codificação postal até o nível de seus logradouros (ruas).

Atualmente, 395 localidades possuem CEPs que incluem o desdobramento de ruas. Mas esse número não é estático. Mensalmente, novas cidades recebem o detalhamento da codificação postal. Para isso, o município precisa ter mais de 50 mil habitantes, ser atendido por pelo menos um Centro de Distribuição Domiciliária, ter faixa de CEP disponível e fornecer insumos para que os Correios consigam fazer a codificação.

Esses insumos são, por exemplo, oficialização dos logradouros junto à prefeitura, delimitação geográfica dos bairros e ruas bem definida, entre outros. No processo de codificação da cidade, a prefeitura também tem um papel importante e deve manter um fluxo rotineiro de comunicação com os Correios.

Nas cidades já codificadas por logradouros, basta que haja uma única unidade de entrega – por exemplo, uma única casa habitada em um novo loteamento – para que a codificação postal seja ampliada para aquele local. No site dos Correios é possível saber quais são as cidades codificadas por logradouros.

Como as cidades são muito dinâmicas, crescem para novas regiões, ampliam suas ruas, alteram a nomenclatura de seus bairros, praças…, os CEPs precisam acompanhar essas alterações. Por isso, os Correios têm, em todos os estados e no Distrito Federal, equipes responsáveis por garantir que os CEPs estejam sempre atualizados, refletindo a realidade das cidades.

Todos os meses, a base de CEP dos Correios tem uma média de 5 mil atualizações, que abrangem inclusão de novas cidades codificadas por logradouros, surgimento de novos bairros, alterações de nomenclaturas, entre outras modificações.

Além de utilizar corretamente o CEP, é importante ficar atento à forma de endereçamento de seus envelopes e caixas. A adoção dos padrões de endereçamento definidos pelos Correios tem impactos diretos na efetividade da entrega dentro dos prazos estabelecidos.

Você encontra todas as orientações no site dos Correios e pode, inclusive, utilizar uma ferramenta web para a geração e impressão de etiquetas seguindo as melhores práticas de endereçamento.

Aproveite para conferir também as orientações de acondicionamento das suas encomendas, disponíveis no Guia Técnico de Embalagens dos Correios.


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5 respostas a Criação do CEP completa 46 anos

  1. Estrela disse:

    Que interessante, sempre quis saber dos critérios usados na formação dos CEPs.

  2. Elso Martins Ferreira disse:

    Excelente reportagem. Apresentou informações atuais e históricas do CEP, que, talvez, sejam conhecidas somente pelos técnicos envolvidos na condução do assunto na Empresa. O conhecimento da história do CEP permite o entendimento do seu papel na evolução das operações postais.
    Parabéns a todos que proporcionaram essa reportagem tão especial.

  3. Felipe de medeiros disse:

    ola, tenho uma Residencia na Rua Sebastião Marques bairro três irmas em campina grande-PB, onde a mesma não tem CEP, esta e uma reivindicação de todos os moradores da Rua onde esta prejudicando muito a vida de todos os moradores da rua, onde temos que esta encaminhando correspondências para casas de parentes, gostaria de uma resposta pois já por varias vezes procuramos a agencia dos correios da cidade onde nada foi feito por parte deles.

    Fico no aguardo de uma resposta o mas rápido possível!

    Desde já agradeço !

  4. Correios disse:

    Felipe,
    Você deve registrar uma manifestação na nossa Central de Atendimento, por meio do link http://www.correios.com.br/faleconosco ou pelo telefone 3003-0100. A solicitação será encaminhada para a equipe responsável em seu Estado para análise e providências.

  5. Que bacana essa imformação!

    Atualmente, 395 localidades possuem CEPs que incluem o desdobramento de ruas. Mas esse número não é estático. Mensalmente, novas cidades recebem o detalhamento da codificação postal. Para isso, o município precisa ter mais de 50 mil habitantes, ser atendido por pelo menos um Centro de Distribuição Domiciliária, ter faixa de CEP disponível e fornecer insumos para que os Correios consigam fazer a codificação.