5º Inventário Corporativo de Emissão de CO2 posiciona Correios entre as grandes empresas mundiais

Diz o ditado que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Exemplo disso é o gás carbônico. Se a presença de CO2 é indispensável à vida no planeta, seu excesso causa efeitos prejudiciais, como a poluição do ar, que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2012 matou cerca de 7 milhões de pessoas (uma em cada oito mortes globais). E, ainda mais popularmente debatidas, as mudanças climáticas, que originam catástrofes como enchentes, secas, tornados, calor ou frio insuportáveis. Esse é o lado venenoso das emissões de gás carbônico.

Preocupados com essa realidade e comprometidos com a sustentabilidade, os Correios publicam, no mês em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), o 5º Inventário Corporativo de Emissão de Gás Carbônico. O documento é um levantamento dos gastos oriundos, principalmente, do uso de energia elétrica, frota de veículos, deslocamento de empregados para o trabalho e viagens a trabalho. A partir desse levantamento é possível estimar a quantidade de gás carbônico emitido pela empresa em suas operações.

 

De acordo com a auditoria realizada pela multinacional PricewaterhouseCoopers (PwC), os Correios atingiram, em 2017, a meta estabelecida pelo Programa Global de Redução de Emissão de Carbono no Setor Postal para 2025. O acordo, coordenado pela International Post Corporation (IPC), propõe que os operadores postais reduzam suas emissões em 20% até 2025 tendo como base o ano de 2013. Considerando os dados relativos a 2016, a empresa reduziu em 24,4% o resultado de 2013, superando a meta com oito anos de antecedência.

 

“Nós reconhecemos que os Correios estão levando o tema Sustentabilidade bastante a sério. Em nossa visita, observamos um progresso significativo comparado a 2013: a equipe de sustentabilidade tem expandido e se profissionalizado; a administração de gases de efeito estufa tem aumentado em qualidade e detalhamento”, ressaltou o auditor da PwC/Bélgica, Justos Koek, que esteve na empresa, na última semana, para validar o inventário. O auditor salientou ainda que os Correios estão no mesmo patamar de grandes empresas mundiais no que se refere à qualidade do inventário e aos esforços em sustentabilidade.

O resultado positivo se deu graças ao consumo consciente de energia elétrica e à otimização do uso da frota aérea pela empresa, o que levou a economia de combustível fóssil.

A empresa também promove a pesquisa de deslocamento do empregado, com o objetivo de mensurar a quantidade de gás carbônico que o trabalhador gasta anualmente para ir de sua casa até o trabalho, revelando quantas árvores seriam necessárias para compensar esse impacto ambiental.

De acordo com a gerente de Sustentabilidade dos Correios, Fátima Pinheiro, o inventário de emissões de gás carbônico da empresa atende a acordos internacionais assumidos pelo Brasil, como o Pacto Global e o Acordo de Paris.  “A questão da sustentabilidade extrapola o simples cumprimento da legislação: é uma demanda urgente dos mercados nacional e internacional e uma oportunidade de negócios. Um exemplo disso é a manutenção dos contratos de grandes clientes dos Correios do setor bancário, como Caixa, Banco do Brasil e Bradesco, que demandam comprovações das práticas sustentáveis. Manter esses clientes significa uma receita anual de aproximadamente R$ 3 bilhões”, ressalta.

Se, hoje, medir e reduzir os impactos ambientais ainda é ação voluntária de algumas empresas, no futuro a preocupação tende a ser obrigatória. Presente em mais de 190 países, a CDP Supply Chain, antes conhecida como Carbon Disclosure Project, opera o sistema global de divulgação para que investidores, empresas, cidades, estados e regiões gerenciem seus impactos ambientais. Para Lauro Marins, gerente sênior da organização sem fins lucrativos no Brasil, as empresas preocupadas em reduzir as emissões já conseguem perceber os benefícios econômicos da iniciativa. “Quando se fala em reduzir as emissões, a empresa está reduzindo a quantidade de combustível que ela usa, a quantidade de energia que utiliza e o impacto ambiental que ela causa no meio. Com isso, ela se torna mais eficiente e mais atrativa ao mercado. As próprias empresas que convidam fornecedores para participarem do CDP têm procurado fornecedores mais conscientes”, argumenta.

O programa internacional operado pela CDP congrega 89 membros com poder de compra estimado em mais de US$ 2,7 trilhões anualmente. Entre eles estão alguns clientes estratégicos dos Correios, como Banco do Brasil, Bradesco e Caixa. “Os Correios participam desse processo do CDP desde 2011. Este ano foi o ano em que foi convidado por mais empresas para se reportar ao programa. Foram 5 empresas, no total, o que mostra a crescente preocupação com o tema, mas também a participação dos Correios dentro desse processo”, finaliza Lauro.

Segundo a gerente executiva da Gerência Nacional de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental da Caixa, Laura Ferreira Macêdo, mais do que participar do CDP, os Correios devem estimular que, cada dia mais, seus próprios fornecedores se engajem na causa também.

Segundo dados do CDP, o mercado global estimado para bens e serviços de baixo carbono é de $5,5 trilhões, o que equivale à metade do PIB da China em 2015. Várias pesquisas de mercado apontam para a disposição dos clientes em consumir produtos e serviços ambientalmente amigáveis. São os chamados ecoeficientes: bens e artigos capazes de gerar recursos financeiros, satisfazer as necessidades das pessoas e não agredir o meio ambiente. O equilíbrio entre essas três necessidades é o que torna um produto sustentável.

Nos Correios, os serviços ecoeficientes já são uma realidade. Além de 95% das caixas de encomendas comercializadas pela empresa serem de material reciclável, os clientes contam com soluções sustentáveis, como a Mala Direta Postal Especial e o V-Post.

Por meio da Mala Direta Postal Especial, as correspondências enviadas de um estado para o outro, por exemplo, antes de irem para as bolsas dos carteiros, em busca dos endereços fornecidos pelos clientes, passam pelo sistema dos Correios, que elimina aquelas cujos endereços ou o CEP estejam incorretos ou incompletos. Se o endereço existe, mas ainda assim o carteiro verifica que aquele destinatário não mora mais no local, ele mesmo atualiza a informação no sistema (higienização de banco de dados). No fim das contas, ainda que um nome na listagem do cliente não seja atingido, ele recebe essas informações, e o papel não utilizado é eliminado no próprio destino, gerando renda para as cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Esse procedimento evita emissões de gás carbônico no transporte dos objetos de volta ao contratante.

Já o V-Post, formulado especialmente para os tribunais, aproveita a certificação eletrônica emitida pelo Poder Judiciário, por exemplo, e o documento que é transmitido digitalmente pelo cliente só é impresso o mais próximo possível do seu destino, reduzindo o tempo de entrega e a emissão de poluentes, eliminando o uso de papel entre os Correios e seu contratante, e melhorando a gestão documental. Só o V-Post é responsável por mais de R$62 milhões de reais na receita da empresa.

 

Apesar da responsabilidade socioambiental ser atitude indispensável às organizações que pretendem se manter no mercado nos próximos anos, lutar por um mundo mais sustentável é papel de todos. Pequenos hábitos pessoais podem ajudar nessa missão:

– Reduza a utilização de veículos automotores. Tente substituir pelo transporte público, bicicleta ou caminhada;

– Se optar pelo carro, dê preferência a veículos movidos a álcool ou biocombustíveis;

– Cuide da manutenção do seu veículo;

– Troque as lâmpadas mais utilizadas da casa por modelos que gastem menos energia;

– Desligue luzes e equipamentos quando não estiverem sendo utilizados;

– Evite o desperdício de papel.

 

 

Preocupação mundial, não demorou muito para que a discussão sobre o aquecimento global e as alterações climáticas chegassem ao cinema, inspirando diretores em filmes e documentários pelo mundo inteiro:

Uma verdade inconveniente – Se o ex-candidato à presidência dos EUA, Al Gore, não deu muita sorte na corrida presidencial, o mesmo não se pode dizer a respeito da repercussão do seu documentário. A película, que revelou ao mundo os perigos do aquecimento global, sagrou-se como um dos primeiros e mais importantes filmes a respeito do tema e ainda arrebatou uma estatueta do Oscar em 2007.

Cowspiracy: O segredo da sustentabilidade – O documentário expõe os malefícios da indústria agropecuária na busca de uma sociedade mais sustentável e investiga o porquê de esse fato não ser difundido, inclusive, entre as principais organizações ambientais.

Perseguindo o gelo – Nesse documentário, os efeitos do aquecimento global nas geleiras do Ártico podem ser conferidos por meio das fotografias do premiado fotógrafo James Balog, que registrou provas das mudanças climáticas no planeta.

Antes da enchente – Sucesso como ator, pouca gente sabe que Leonardo DiCaprio é engajado nas causas ambientais. No documentário, o artista entrevista personalidades e líderes mundiais em busca de respostas a respeito dos dilemas da sustentabilidade e das mudanças climáticas.

A era da estupidez – Transitando entre o drama, o documentário e a animação, o filme narra a história de um homem do futuro que tenta entender porque a humanidade falhou na luta contra as mudanças climáticas e o aquecimento global.


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