Correios lança programa de acordos para o pagamento de dívidas

Os Correios lançaram o Programa de Realização de Acordos da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Praect). O Praect permite a renegociação de dívidas de clientes (pessoas físicas ou jurídicas) com a empresa em condições vantajosas.

A maior vantagem do Praect é a redução do valor do débito: aqueles que optarem pelo pagamento da dívida em apenas uma vez receberão desconto de 90%, relativo aos juros de mora de 1% por mês. O pagamento ainda poderá ser feito em até 60 vezes, com desconto de 50% nos juros, ou em até 120 vezes, com 25% de desconto nos juros.

Além da vantagem financeira, a empresa que aderir ao programa poderá voltar a fazer contratos comerciais com os Correios, utilizar serviços a crédito e ficar habilitada a participar de licitações e, tanto pessoas físicas e jurídicas, a realizar empréstimos em bancos públicos.

O acordo é uma forma de finalizar essa dívida e evitar todo o custo com um processo. Porém, o valor da dívida não pode ter ultrapassado R$ 5 milhões até 6 de abril de 2017.

Os clientes interessados têm até 28 de março para aderir ao Praect. Encaixam-se aqueles que têm processos judiciais com os Correios por contratarem os serviços da empresa e não pagaram os valores devidos.

Os Correios estão encaminhando telegramas a clientes que se enquadram nessa situação. Quem acredita ser elegível, mas ainda não foi contatado, pode obter mais informações no site dos Correios.


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3 respostas a Correios lança programa de acordos para o pagamento de dívidas

  1. BitNow disse:

    Excelente Iniciativa Correios ! Agora que tal lançar um programa para parar de atrasar e extraviar encomendas?

  2. Emanoel m o Santos disse:

    nata 084 já está pegando e como fasso para garanti logo o meu???

  3. Maiores generais disse:

    Capítulo 1 Alexandre, o Grande (356-323 a.C.): Da Furiosa Juventude Macedônica a Conquistador do Mundo
    A mitologia a respeito da vida de Alexandre é tão de outro mundo que pode até ser descrita como a de um deus grego. Uma profetisa o declarou como sendo filho de Zeus ao invés de Filipe da Macedônia. De acordo com Plutarco, sua mãe, antes de consumar o casamento, sonhou que seu útero era atingido por um relâmpago, o que originou uma chama que se espalhou larga e distante antes de desaparecer. O enorme Templo de Ártemis em Éfeso foi incendiado no mesmo dia, por ação da própria deusa que estava preocupadíssima com o nascimento do guerreiro neste mundo. Outras histórias dizem que a Rainha Talestris das amazonas mandou a Alexandre 300 virgens para que procriassem e dessem origem a uma nova super-raça.
    Alexandre inclusive é citado na Bíblia e no Corão. No livro de Daniel, escrito 250 anos antes do seu nascimento, o profeta judeu e estadista persa o descreve como sendo um homem cabra que “veio do oeste, atravessando a superfície de toda a terra, sem tocar no chão; e a cabra tem um notável chifre entre os olhos.” No Corão é descrito como sendo uma criatura a qual Alá concebeu imenso poder, e viajou ao lugar onde o sol nasce e se põe. Ali ele construiu um muro para cercar Gogue e Magogue, o qual será quebrado no dia do Juízo Final. Alexandre provavelmente ficaria surpreso ao saber que dois livros sagrados monoteístas tanto o elogiaram, enquanto ele vivia a vida de um mortal bêbado e pagão politeísta.
    No entanto, sua gigante reputação é merecida. Era brilhante, bem educado, ótimo estrategista, astuto politicamente, extremamente bem sucedido, e esperto o suficiente para eleger escritores para registraram seus feitos. O reinado de Alexandre se iniciou aos seus 20 anos e terminou com sua morte, 13 anos mais tarde. Ele não só demonstrou a importância da estratégia de batalha, mas também a importância da logística e da política nas campanhas militares. Ele pode não ter conquistado seu objetivo de se tornar imperador de toda Ásia, mas levou seu exército, em conquista seguida de conquista, a transformar o Império Macedônico num grande poder econômico e militar. O legado de Alexandre foi um modelo militar que ainda ensina lições importantes mesmo se passando há dois milênios.
    Alexandre nasceu no ano de 356 a.C., filho do rei Filipe II da Macedônia com sua quarta mulher, rainha Olímpia. Cresceu no rastro da carreira militar de seu pai. No dia de seu nascimento, Filipe preparava o cercamento da cidade Potideia, na península Calcídica. As vitorias militares de Filipe incluíam a aquisição da Trácia e norte da Grécia. O jovem Alexandre foi o beneficiado com todas essas vitórias. Sua educação consistia em aulas dos temas mais centrais do refinamento macedônico para os jovens: equitação, luta, caça e literatura.
    Sua grande força de vontade já se manifestava desde a tenra idade. Quando tinha 10 anos, Filipe comprou um cavalo da Tessália que se recusava a ser montado. Achou que era muito selvagem e decidiu se desfazer dele. De acordo com Plutarco, Alexandre percebeu que o cavalo apenas tinha medo da sua própria sombra. Superando esse problema, ele domou-o rapidamente e chamou-lhe Bucéfalo, que significa “cabeça de boi.” Seu pai se enchia de alegria diante da bravura e inteligência de seu filho. Ele exclamava: “Meu menino, você deve encontrar um reino que seja grande o suficiente para suas ambições. A Macedônia é muito pequena pra você.”
    Suas ambições, todavia, o fizeram um mau aluno. Nos 13 anos, Filipe procurou um tutor para seu filho. A agitação característica da adolescência requeria um professor que pudesse argumentar com ele e que não fosse um simples autodidata. Filipe encontrou a resposta com Aristóteles, um dos personagens do
    triunvirato da filosofia ocidental juntamente com Sócrates e Platão. Ele foi professor de Alexandre e dos filhos de nobres macedônios como Ptolomeu, Heféstion e Cassandro, muitos dos quais se tornariam futuros generais e igualmente beneficiados com essa instrução. Alexandre se mostrou ser um excelente estudante de filosofia, literatura e ciências. Ele adorava as histórias da Odisseia e Ilíada. Aristóteles lhe deu uma cópia comentada da Ilíada, que Alexandre leu vorazmente e sempre deixava guardado – junto com uma pequena espada – debaixo do travesseiro.
    Quando tinha 16, Alexandre foi nominado regente da Macedônia enquanto Filipe tomou rumo em direção à Trácia. Um grupo de tracianos vindos de Medos viu isso como uma oportunidade para atacar a Macedônia diretamente enquanto o rei estava ausente. O jovem regente reuniu um exercito e enfrentou a ofensiva, derrotando os invasores. Eles foram definitivamente expulsos do seu território, e suas terras colonizadas pelos gregos. Ele chamou essa nova área de Alexandrópolis.
    Filipe estava satisfeito. Deus novas responsabilidades a seu filho e o despachou com uma pequena tropa para reprimir revoltas na península da Trácia. Com 18 anos, Alexandre teve em suas mãos o comando de uma das alas da cavalaria na Batalha de Chaeronea na qual a Macedônia lutou contra uma aliança de cidades-estado gregas, incluindo Atenas e Tebas. Essa foi uma revolta contra Filipe, que havia se tornado o líder de facto da Grécia, e uma revogação dos tratados assinados com ele. Alexandre se mostrou digno de seu compromisso quando seu flanco destruiu o Batalhão Sagrado de Tebas, formada pelos membros da elite da infantaria tebana. Ele foi o primeiro a conseguir tal feito, dando um fim à batalha. A guerra de resistência contra Filipe tinha chegado ao fim. Sem mais nenhuma oposição interna restante, Filipe fixou seus olhos para a região dos Bálcãs e se preparou para uma guerra contra a tão antiga inimiga persa: Grécia. Ele foi votado comandante supremo para uma invasão pan-helênica. Filipe morreu antes de executar este tão esperado plano, mas Alexandre avidamente vestiu seu fardo alguns anos mais tarde.
    Sob a tutela de seu pai, Alexandre aprendeu as avançadas estratégias militares que lhe assegurariam obter tais grandes conquistas. Filipe ensinou seus soldados a usarem a sarissa, uma lança de 4 a 7 metros de comprimento que permitia a formação em falange, capaz de atacar o inimigo a uma distância onde as espadas não alcançavam. Uma vez que as lanças eram pesadas, requeriam que quem as portasse utilizasse as duas mãos. Para defender então o lanceiro, Filipe criou uma categoria de escudeiros chamados de hipaspistas. A formação em si não era o suficiente para aniquilar completamente o inimigo, mas mantinha-os parados; era como se fosse uma bigorna e a cavalaria fosse o martelo que atacava os flancos do adversário. Cada lado da falange era flanqueado por unidades de cavalaria.
    A cavalaria macedônica era formada pelos conhecidos Heteros e é amplamente reconhecida como a melhor unidade de cavalaria do mundo antigo. Foi a primeira cavalaria de choque da história num cenário onde todas as outras evitavam o contato direto durante o combate pesado. Cada membro montava nos melhores cavalos e tinham os melhores armamentos possíveis. Cada um levava consigo um xyston (uma lança que media por volta de 4 metros), uma couraça, guarda ombros, e um capacete beócio. Os Heteros eram organizados em oito esquadrões territoriais com cerca de 200-300 cavaleiros cada. Uma vez que a falange impedia a movimentação do inimigo, a cavalaria atacava pelos lados ou por trás. Alexandre liderou pessoalmente o esquadrão real da cavalaria dos Heteros onde era facilmente reconhecível. Isso fez dele um alvo, estratégia que levou a muitos ferimentos, porém inspirava coragem em suas tropas.
    A Macedônia também detinha armas de cerco que completavam seu exército. Bruce Upbin descreve o modo peculiar que os engenheiros macedônicos desenvolveram para dominar os oponentes que eram protegidos por muros. Foi uma inovação crucial, uma vez que exércitos gregos não tinham a capacidade de vencer tais fortificações. Os espartanos nunca foram capazes de conquistar Atenas durante a Guerra do Peloponeso.