Exposição ‘Do teu saudoso Oswaldo’ explora correspondência pessoal do cientista

Um pai e marido amoroso. Um viajante fascinado pela modernidade das metrópoles europeias e norte-americanas, em flagrante contraste com um Brasil assolado pela pobreza e por epidemias. Um homem que não hesita em expor seus ódios e paixões, angústias e fragilidades. As linhas traçadas por Oswaldo Cruz em papéis de carta com timbres de hotéis e navios, que revelam uma faceta pouco conhecida do cientista e sanitarista, inspiram a exposição Do teu saudoso Oswaldo.

Em cartaz no Centro Cultural Correios, no Rio, de 29 de março a 30 de junho, a mostra lança um novo olhar sobre esta figura emblemática da saúde pública nacional a partir de sua correspondência pessoal, abrangendo um período que se inicia em 1889 e se estende após a sua morte, em 1917, aos 44 anos. São centenas de cartas, cartões-postais e bilhetes e fotografias sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), que revelam o lado mais íntimo e humano desse personagem.

A exposição

Em uma série de filmetes em formato de stories – narrativas audiovisuais curtas e fragmentadas hoje populares nas redes digitais – três atores (Bruno Quixotte, João Velho e Rafael Mannheimer) dirigidos por Sura Berditchevsky interpretam trechos das cartas de Oswaldo Cruz. Nessa correspondência, estão eternizadas as experiências cotidianas do cientista, suas observações atentas sobre os locais aos quais viaja, suas impressões sobre o trabalho e a troca de afetos com a família.

Oswaldo encontrava nas cartas um meio para aliviar a saudade dos familiares. Nelas, estão registrados comentários – alguns dos quais inusitados – à sua principal interlocutora, a esposa Emília da Fonseca, a quem carinhosamente chamava Miloca. As correspondências revelam um marido amoroso e espirituoso, um pai zeloso, características pouco conhecidas do personagem que influenciou uma geração de jovens médicos e pesquisadores brasileiros. Oswaldo não escondia as lágrimas, nem disfarçava a tristeza causada pela distância dos entes queridos, provocada por constantes e longas viagens que, com frequência, o privavam do convívio familiar

Oswaldo Cruz no Brasil e no exterior

As cartas são um testemunho das viagens do cientista pelo Brasil, a Europa e a América do Norte. Em 1905, Oswaldo realizou uma longa expedição rumo ao norte do país, cobrindo cerca de 20 portos brasileiros, desde o Rio de Janeiro até Manaus. Cinco anos mais tarde, retorna à região amazônica para realizar a profilaxia da malária, doença que dizimava trabalhadores envolvidos na construção da estrada Madeira-Mamoré.

Em 1907, o cientista foi a Berlim para participar da Exposição de Higiene e Demografia. De lá seguiu para o México, passando antes pelos Estados Unidos, para assegurar ao presidente Theodore Roosevelt que o porto do Rio de Janeiro, livre da febre amarela, era seguro para as embarcações norte-americanas. Em cartas enviadas à esposa durante a viagem aos Estados Unidos, onde conheceu os “arranhadores de céus” nova-iorquinos, o cientista deixa claro seu fascínio pela modernidade, que demarcava uma conquista civilizatória em flagrante contraste com os problemas sanitários encontrados no Brasil.

Em 1911, uma nova exposição levaria Oswaldo a Dresden, na Alemanha, e dessa vez em companhia da filha Lizeta. Com ela excursionou pela Itália, Suíça e França antes de chegar ao destino. Anos depois, durante a Primeira Guerra, Oswaldo é obrigado a abandonar Paris às pressas e se estabelecer com a família em Londres. Com receio dos ataques dos submarinos alemães a navios no Atlântico, deixa a família em Londres e retorna sozinho ao Brasil. Em cartas trocadas com a esposa, Miloca, ficam explícitas as tensões do período, como o medo dos bombardeios dos zepelins alemães.

Do teu saudoso Oswaldo também é um instrumento para rememorar a cultura das cartas, que Oswaldo Cruz utilizava quase como um diário. Com o avanço das novas tecnologias e a disseminação das redes digitais, esse meio de comunicação pessoal perdeu relevância. A sobreposição de meios e linguagens para reviver a figura de Oswaldo proposta por essa exposição incita um questionamento: com o domínio da comunicação por mensagens instantâneas, que testemunhos deixaremos às gerações futuras?

Concepção e realização

Concebida pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), a exposição Do teu saudoso Oswaldo é uma realização da Folguedo e tem gestão cultural da Sociedade de Promoção da Casa de Oswaldo Cruz(SPCOC), com apoio do Centro Cultural Correios. A mostra conta com patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (ISS), da Secretaria Municipal de Cultura, Concremat Engenharia e Tecnologia, Grupo Libra, Seres, Marsh e Guy Carpenter.

Serviço

Exposição “Do teu saudoso Oswaldo”
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Inauguração: 28 de março
Horário: 18 h
Temporada: de 29 de março a 30 de junho.
Visitação: de terça-feira a domingo, de 12h às 19h.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, nº 20 – Centro

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Bienal Europeia e Latino-Americana de Arte Contemporânea chega ao Rio de Janeiro

O Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro traz ao público mais uma exposição internacional: a “BELA – Bienal Europeia e Latino -Americana de Arte Contemporânea”. O projeto tem a finalidade de reunir artistas contemporâneos dos dois continentes, Europa e América Latina. Da Europa teremos representantes da: Finlândia, Suécia, Dinamarca, Itália, Holanda, Islândia, Alemanha, Portugal, Suíça e França.

A BELA promove, portanto, um encontro de arte europeia e latino-americana, apresentando um diálogo consistente entre culturas distintas, por meio da exposição de obras de arte como fotografia, pintura, gravura, street art, objetos e instalação. A promoção deste diálogo intercultural, mostrando ao público em geral o que artistas de diferentes culturas estão desenvolvendo na arte, está de acordo com a premissa institucional da AVA Galleria, que é a de promover eventos que se destacam pela diversidade estilística.

Nesta edição, que tem como tema a sustentabilidade, o evento terá a participação de obras do apresentador Gugu Liberato, que passou a ter um novo hobby: transformar rolha de vinho em arte. Convidado pelo curador Edson Cardoso para participar da BELA Bienal, o apresentador ganhará uma sala especial no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro para apresentar suas duas obras, uma homenagem a Frida Kahlo e uma garrafa de vinho.

A representação da América latina será com o artista argentino, Jantus e artistas brasileiros como: Neville de Almeida, Senagê, Osvaldo Gaia, Gê Orthof, José Antônio de Lima, Vera Goulart, Helena Manzan, Gugu Liberato, Vanessa Gerbelli, Natalia Lage, Gisa Nogueira, Diego Mendonça, Lila Hamdan, Umberto Nigi, Carla Senna, Juliana Bernabó, Ana Martins, Arvin Widder, Avi Netto, Beto Gatti, Bruno Netto, Milalonso, Carla Senna, Carmen Thompson, Cesar Gomes, Claudiah Arantes, Cristiane Maschietto, Cristiano Preas, Cuscua, Daniele Bloris, Daniel Laucas, Davi Faustino, Diego Mendonça, DoKarmmo Ferreira, Dorys Daher, Douglas Knesse, Eda Miranda, Eduarda Clark, Eliana Carvalho, Elis Taves O’Sullivan, Ewerton Domingos, Favoretto, Franklin Carreiro, Fátima Marques, Gabriel Matheus, Gabriel Omepp, Glaucia Cupertino, Goretti Gomide, Gustavo Kuklinski, Henrique Piantino Isabella Cesar, J Figorelli, Juliana Tortorelli, J Vasconcellos, Lenice Pitanguy, Lila Hamdan, Lilian Reinhardt, Lucas Ururahy, Lu de Paula, Malu Perlingeiro, Marcelo Duprat, Marcio Goldzweig, Marcos Esteves, Marcus Ferrer, Marcus Amaral, Mario Ferrer, Mariana Costa, Marilou Andrasan, Marlus Padovan, Mazeredo, Marcos Queiroz, Miguel Sereno, Nelma Camargo, Patricia Figueiredo, Paulette Gerecht, Peterson Silva, Rachel Roscoe, Rafael Agostini, Rafael Meggetto, Regina Moraes, Regina Moura, Renato Rodyner, Roberto Lacerda, Rogerio Mariano, Rosa de Jesus, Sonia Lima, Stella Gomide, Sérgio Barcellos, Sérgio Chvaicer, Teresa Asmar, Thiago Tavares, Tiago Cruz, Toys Omik, Venicio Alves, Vitor Fio, Vitor Matos, Wesley Monteiro, Will Penaville.

O evento, que já está na sua 4ª edição, teve início em Portugal, na Cidade do Porto, em 2012. O projeto acontece, alternadamente, entre a Europa e a América Latina. Sua segunda edição foi no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, e sua terceira edição, na cidade de Helsinki, na Finlândia.

Serviço:

Exposição: BELA – Bienal Europeia e Latino-Americana de Arte Contemporânea
Visitação: 28/03 a 12/05/2019, terça a domingo, das 12h às 19h
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro.
Tel.: 2253-1580 (recepção)

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É real oficial: Renato Russo virou selo!

Depois de virar filme e peça de teatro, o cantor e compositor Renato Russo, que faria aniversário nesta quarta-feira, recebeu mais uma homenagem. Os Correios lançaram ontem (27), simultaneamente em Recife e Brasília, o selo postal em homenagem ao artista. Amanhã (29) o lançamento ocorre em São Paulo (SP), no Museu da Imagem e do Som.

Vinte e três anos depois da morte do líder da Legião Urbana, a sensação é de que o músico e poeta está mais presente que nunca, influenciando gerações. Das 700 sugestões enviadas pela população no ano passado, a homenagem a Renato Russo foi uma das 34 votadas pela Comissão Filatélica Nacional e homologada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Desde 2003, mais de mil sugestões foram enviadas pela população para que o artista se tornasse motivo de selo postal especial.

A imagem que ilustra a homenagem mostra o artista no palco em uma de suas apresentações. O bloco ainda apresenta um trecho da canção Vinte e Nove, composta por Renato Russo e lançada no álbum O Descobrimento do Brasil, em 1993.

Para o jornalista Murilo Caldas, o convite para redigir o edital de lançamento do selo foi uma honra. “Trata-se de um produto que, além de chegar aonde outros meios de comunicação não chegam, por meio do envio das cartas e correspondências, será eternizado nas mãos dos colecionadores. E isso é tão bacana que eu penso que, daqui a cem anos, o selo poderá fazer alguém querer ouvir as canções do Renato Russo, um ídolo desde a minha infância, que canta coisas da minha cidade [Brasília] e é tão presente e importante para a cultura brasileira”.

Murilo Caldas oblitera o selo com a chefe do Departamento de Varejo e Outros Negócios, Rosangela Alves

Para Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, a emissão deste selo é mais um importante item que ajuda a reconstruir a trajetória do artista. “Eu fiquei muito contente ao receber esta proposta dos Correios porque o meu trabalho é, sobretudo, preservar a memória do meu pai, e este selo, além de ser uma bela homenagem a ele, no dia em que faria aniversário, será mais uma forma de os admiradores do seu vasto legado poderem sempre lembrar de sua força e manterem a centelha acesa”, comenta.

A emissão terá tiragem de 70.000 mil blocos com valor de 2º Porte Carta Comercial cada. As peças estarão disponíveis, nos próximos dias, nas principais agências do país e também na loja virtual.

 

 

 

 

 

 

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Espaço Cultural Correios Niterói recebe duas novas exposições

Quem estiver em Niterói, neste sábado (23), não pode deixar de visitar as exposições “Dos gestos e do tempo: uma intersecção dos olhares”, de Katia Politzer e Reitchel Komch e “Metamorfose”, de Miro PS no Espaço Cultural Correios Niterói.

“As artistas Katia Politzer e Reitchel Komch, a partir de linhas próprias de produção, encontram-se, exatamente, nessa intersecção dos olhares. Ao misturar seus gestos, recompomos os olhares múltiplos de suas obras e assim nos integramos ao campo de visualidade dessa proposta de exposição. A interatividade do contemporâneo nem sempre ocorre com a participação física dos sujeitos na obra ou com a obra. Muitas vezes, e este é o nosso caso nesta exposição, a interação acontece pelo irrompimento de uma sequência imaginária que nos permite caminhar livremente pelas manchas e sombras das obras e sentir seus movimentos mais subliminares. O tempo sempre esteve no limiar do gesto do artista. A arte contemporânea mantém esse dispositivo histórico, mesmo que se argumente com a evidência de sua efemeridade. O resultado das pesquisas das artistas, que envolve estes dois temas, pode ser visto nesta mostra”, explica o curador da exposição “Dos gestos e do tempo: uma intersecção de olhares”, Áureo Guilherme Mendonça.

Se no trabalho de Katia os conceitos de sua poética estão ligados à transformação pelo tempo e pelo fogo nos processos de alimentação/deterioração/morte e nas relações de afeto/exclusão e explorados em esculturas de pão, vidro, cerâmica, porcelana e tecido, na obra de Reitchel a mitologia é o ponto de partida. A artista se utiliza de deuses, símbolos, mitos e lendas, trazendo-os para a contemporaneidade e discutindo questões de gênero e raça, como se a fragmentação dos dias de hoje pudesse ser transcendida por aquelas narrativas atemporais.

Já a exposição “Metamorfose” pretende sensibilizar o espectador a respeito da transformação e da adaptação que a sociedade mundial atravessa e como essas mudanças interferem nos hábitos e comportamentos atuais.

Por meio de pinturas e colagens com tamanhos médios, vídeo arte, objetos, fotografias e gravuras digitais, o artista Miro PS observa o momento e nota que a sociedade, independentemente da situação financeira, social ou cultural está imersa e cada vez mais dependente da tecnologia. Aplicativos, componentes, equipamentos eletrônicos, códigos e símbolos ditam o comportamento. Nesse mundo digital a linguagem das máquinas conduz e controla silenciosamente as regras. Não há volta.

Serviço:

“Dos gestos e do tempo: uma intersecção dos olhares”- Katia Politzer e Reitchel Komch

Curadoria de Áureo Guilherme Mendonça e co-curadoria de Silvia Neves
Abertura: dia 23 de março, às 15h
Visitação: até 11 de maio
Apoio UFF e Espaço Cultural Correios de Niterói
Realização: Ateliê Casa 404

“Metamorfose” – Miro PS

Abertura: dia 23 de março, às 15h
Visitação: até 28 de maio

De segunda a sábado, das 11h às 18h. Exceto feriados. A entrada é franca.
Espaço Cultural Correios Niterói
Av. Visconde do Rio Branco, 481, Centro – Niterói (em frente à estação das Barcas).

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Correios: 50 anos de empresa em três séculos de história

Carteiros em frente ao Edifício Sede, no dia da inauguração.

As últimas décadas impressionam pela velocidade com que as transformações ocorreram na história da humanidade e também por seu alcance. E os Correios, em sua trajetória de 356 anos de serviços prestados ao país, sempre buscaram aprender e acompanhar as revoluções do mundo moderno. Os esforços institucionais se intensificaram a partir da criação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, que neste 20 de março completa 50 anos, com um histórico que se confunde com as grandes conquistas e avanços da própria história do país.

Grandes desafios

No ano de 1969, por meio do Decreto-Lei nº 509, os Correios deixam de ser um departamento para se tornar uma empresa, com o desafio de desenvolver uma política pública de democratização da comunicação. O país, de dimensões continentais, ansiava por inciativas que progredissem nessa direção. Afinal, eram tempos em que ocorriam importantes mudanças econômicas e sociais.

Logo na primeira década, a empresa implementa medidas estruturantes para atender à crescente demanda dos serviços postais. Em 1971 é instituído o Código de Endereçamento Postal – CEP e, em 1974, com 20 mil km de percurso, a empresa cria a Rede Postal Noturna – RPN, sistema de transporte aéreo que percorre 21 cidades diariamente para tornar possível a entrega da carga postal no prazo de 24 horas. Até 1979, o tráfego postal aumenta 326%.

O desenvolvimento gerencial da empresa também é dinamizado com a inauguração, em 1978, da Escola Superior de Administração Postal que, ao longo de 30 anos, formou 1.412 empregados.

Agente social

Nos anos 80, o progresso tecnológico destaca-se pela ampliação da capacidade de armazenamento de informação. O mundo parece ficar cada vez menor e o fator tempo se consolida como um recurso mais valoroso. É nesse contexto que, em 1982, é lançado o SEDEX, que permite a coleta e entrega de encomendas no prazo de 24 horas nas principais cidades do país. Hoje os Correios oferecem um diversificado portfólio de serviços, alinhado às necessidades do mercado. A “família” SEDEX contempla atualmente o SEDEX Mundi, SEDEX Hoje, SEDEX 12 e SEDEX 10.

Pessoas jurídicas também têm suas postagens facilitadas com o serviço de Franqueamento Autorizado de Cartas – FAC. Os prestadores de serviços postam suas correspondências -documentos e correspondências, como comunicados, faturas, publicidade, extratos – em máquinas instaladas dentro da própria empresa. O FAC hoje corresponde a 57% de toda a carga tratada pelos Correios e 25% da receita total da empresa. Nos últimos 10 anos, foram aproximadamente 40 bilhões de correspondências emitidas nessa modalidade.

A empresa mantém o foco no aperfeiçoamento dos serviços postais investindo na interiorização das unidades de atendimento, na introdução de novas tecnologias nos centros de triagem e na área telegráfica, além da ampliação do sistema de transporte. Em 1982, a RPN já atende 36 cidades e, sete anos depois, os Correios implantam a Rede Postal Fluvial da Amazônia.

Por estar presente em todo o país, a empresa alcança novos patamares como prestadora de serviços públicos. Em 1986, os Correios participam do Programa de Prioridades Sociais do Governo Federal e iniciam a logística de distribuição de livros didáticos para o ensino fundamental, serviço prestado até os dias de hoje. Apenas nos últimos cinco anos, a empresa realizou a entrega de 761,2 milhões de exemplares para o Programa Nacional do Livro Didático, em mais de 145 mil escolas situadas em todos os municípios do país, o que configura a iniciativa como a maior operação logística de livros do planeta. É também na década de 1980 que agências dos Correios auxiliam o Instituto Nacional de Previdência Social – INPS no pagamento de benefícios e pensões à população de 478 municípios não atendidos pela rede bancária.

Além de colaborar para a promoção da cidadania, o espírito de solidariedade também ganha outros contornos dentro dos Correios. Em 1989 é institucionalizada a maior ação social da empresa, o Papai Noel dos Correios, que completa 30 anos de existência.

Correios cada vez melhor

O foco no cidadão e a prestação de serviços públicos de forma ágil e eficiente formam a bandeira levantada pelo governo federal nos idos dos anos 90. A estatal Correios completa 21 anos e se reconhece com uma empresa do tamanho do Brasil. Assim, como instituição voltada para a integração nacional e com alta credibilidade, estabelece parcerias e avança em estratégias de negócio que ampliam a oferta de produtos e serviços.

Atentos às tendências de mercado de outros operadores postais pelo mundo, em 1990, os Correios iniciam as primeiras investidas para viabilizar a prestação de serviços bancários nas agências. Por meio do Banco Postal, atualmente a empresa oferece serviços como empréstimos e pagamento de contas. Outras conveniências também estão disponíveis, como transferência de valores sem a necessidade de conta corrente, aquisição de consórcios e títulos de capitalização, emissão de certificado digital, pagamento do seguro DPVAT e consulta de proteção ao Crédito para CPF e CNPJ.

Na década de 1990, a empresa também implementa o Sistema de Rastreamento de Objeto – SRO, que é inicialmente testado em Brasília e no Paraná. Hoje essa funcionalidade está disponível a todos os clientes que desejam acompanhar a tramitação de suas cartas registradas e encomendas, com cerca de 2,5 milhões de consultas por dia na página dos Correios. Ainda nos anos 90, o serviço de inscrição no Cadastro de Pessoa Física – CPF começa a ser realizado pelas agências e, em março de 1992, ocorre uma inovação no CEP: o código, que tinha 5 algarismos, tem o acréscimo de 3 dígitos. A medida é necessária devido ao crescimento das cidades brasileiras, o que demanda a criação de novos códigos.

É o período em que a figura do consumidor é cada mais vez mais reconhecida e influente. Com a publicação do Código de Defesa do Consumidor, os Correios passam a oferecer novas alternativas de contato com seus clientes. O Fale Conosco é lançado em 1997 como um ambiente web que recepciona as manifestações de clientes e, como modelo centralizado, é operado por um único empregado. Os canais de relacionamento com os clientes evoluíram. Atualmente a empresa dispõe da Central de Atendimento dos Correios – CAC, criada em 2003 e que tem o papel de acolher as interações por telefone, tais como informações de CEP, dúvidas sobre produtos e serviços, solicitações de coleta, pedido de informação sobre objeto postado, envio de telegramas e manifestações gerais.

No campo da cultura, a empresa inaugura o Espaço Cultural dos Correios no Rio de Janeiro com uma exposição filatélica inspirada na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco-92. E no incentivo ao esporte, a empresa assina o 1º contrato de patrocínio com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.

Um mundo de oportunidades

Na virada do milênio, o cenário mundial é marcado pela globalização econômica e pela alta competitividade entre empresas e mercados. O Brasil comemora 500 anos de descobrimento e os Correios seguem passos importantes para a modernização da sua infraestrutura e tecnologias. A qualidade é o principal ativo a ser buscado e, por isso, a empresa investe em seus terminais de cargas e centros de triagem, em segurança e automação e na capacidade de acompanhar o emergente comércio eletrônico.

O serviço Exporta Fácil é lançado em dezembro de 2000 como uma solução para micro e pequenas empresas que lidam com pequenas remessas internacionais. Parcerias com portais e shopping virtuais levam o SEDEX a se tornar o principal produto no segmento de encomendas. A empresa novamente diversifica seu portfólio e lança o Serviço de Logística Integrada e a modalidade de postagem PAC (Prático, Acessível e Confiável), serviço de encomenda econômica não expressa.

Cada vez mais importante para as operações governamentais, nas eleições municipais realizadas em 2000 pelo Tribunal Superior Eleitoral os Correios são responsáveis pela distribuição de 290 mil urnas eletrônicas e de 200 toneladas de material de suporte em todo o país.

Interatividade de conteúdo

O advento dos smartphones, o surgimento das redes sociais e o alto grau de exposição de pessoas, marcas e empresas em múltiplas plataformas de interação trazem novos desafios às instituições nesta última década. Um universo colaborativo e de troca de informações em tempo real exige respostas rápidas e assertivas.

É um cenário de reinvenção e os Correios iniciam também a sua cruzada. Com a queda constante dos serviços de correspondências e o crescimento do volume de encomendas, a empresa precisa rever suas estratégias e adequar toda sua estrutura. Agora é necessário otimizar recursos, investir na modernização dos serviços e na diversificação dos negócios.

Em 2011, os Correios têm seu estatuto atualizado. Agora a empresa pode atuar no exterior, constituir subsidiárias e ampliar os serviços de logística integrada, financeiros e eletrônicos.

Novos tempos chegam aos Correios. A empresa revitaliza a sua imagem e lança a nova marca em 2014, com as tradicionais cores azul e amarelo em um conceito repaginado. E, observando uma tendência mundial que alinha a busca por fontes alternativas de energia e a diminuição na emissão de gases poluentes na atmosfera, inicia os primeiros de testes com veículos elétricos.       

Nos negócios, o fluxo de encomendas cresce de forma vertiginosa. Nos últimos cinco anos, há um aumento de 44% no tráfego. O consumidor brasileiro se rende ao e-commerce e, com seu carrinho virtual, realiza compras em lojas nacionais e internacionais. A Black Friday, data criada pelo mercado americano, é incorporada ao calendário do varejo nacional e os Correios aceitam o desafio de atender desde as micro, pequenas e médias empresas até os grandes varejistas que querem vender para todo o país.

A empresa avança com diferentes soluções para o segmento, como o rastreamento das encomendas por CPF/CNPJ, a plataforma de pré-postagem via aplicativo e o serviço de e-fulfillment CorreiosLog+. Alternativas de entrega como o Clique e Retire, que consiste na retirada da encomenda pelo cliente em agência, e a instalação de caixa de correio inteligente em condomínios e de lockers em estações de metrô e na Agência Conceito, em Brasília, são modalidades de serviço que começam a ser testadas.

Na operação, a empresa investe na triagem e na distribuição. Em 2013 os carteiros começam a utilizar smartphones para confirmar, em tempo real, a entrega das encomendas. Hoje, 90% dos carteiros já trabalham com o equipamento. Na etapa de tratamento, os Correios investem U$ 110 milhões para triplicar a capacidade de processamento de cartas e encomendas em todo o país.

A expertise e a credibilidade da empresa e de seus empregados são mais uma vez comprovadas. Os Correios executam a logística dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, uma das maiores e mais complexas operações do mundo. A empresa realiza a movimentação de medalhas, podios e material de exames antidoping, equipamentos esportivos para treinamentos e competições, além de ser responsável pelo transporte da Tocha Olímpica por mais de 300 cidades em todo o país e pela entrega de ingressos a milhares de torcedores. Como operador logístico oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, os Correios realizam a montagem de todos os apartamentos e áreas funcionais da Vila Olímpica, na Barra da Tijuca, e de mais outras quatro vilas de acomodação, o que envolveu recebimento, armazenagem, movimentação, montagem e distribuição de 600 mil equipamentos de tecnologia e mobiliário, tais como camas, televisores, colchões, cofres, sofás, mesas e armários.

A atuação dos Correios é reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional como uma das melhores da história.

De Brasil os Correios entendem

A missão da Empresa Correios de colaborar com o desenvolvimento do país é diária, desafiadora, e cada um dos seus 106 mil empregados não mede esforços para cumpri-la. Consciente dessa grande responsabilidade, a empresa tem um horizonte pautado pelo espírito de inovação e respeito ao cliente.

Para proporcionar a melhor experiência de atendimento e manter os índices superiores de qualidade operacional, os Correios têm trabalhado em várias frentes.

Com o Correios Celular, já são 354 mil chips vendidos em dois anos operação. A tecnologia insere a empresa no segmento de telecom, renova sua imagem na era digital ao passo que colabora para democratizar o acesso a serviços de telefonia. A sinergia com a Administração Pública e a capilaridade da empresa têm resultado em projetos que confirmam a vocação dos Correios para a prestação de serviços públicos. São concluídos com êxito os pilotos para emissão da Carteira de Trabalho e do Documento Nacional de Identificação (DNI), o que amplia as perspectivas para diversificação do portfólio de serviços e produtos.

A iniciativa da joint venture com a empresa aérea Azul é um movimento importante e estratégico. A nova empresa a ser criada potencializará a malha aérea e possibilitará a oferta de produtos a preços mais competitivos. O cliente será beneficiado com a redução de custos, expansão da cobertura do segmento de encomendas expressas para novos municípios, além da redução do prazo de entrega.

O processo de remodelagem de rede de atendimento oferece aos clientes autonomia, praticidade e novas opções à sua escolha. Nesse contexto, são iniciadas provas de conceito de equipamentos de autoatendimento, em que os clientes podem adquirir embalagens e postar encomendas de forma automatizada. Em breve, unidades modulares dos Correios estarão acessíveis em papelarias, livrarias, farmácias e lojas de conveniências ofertando produtos e serviços postais de forma rápida e prática.

No decorrer dessas cinco décadas, a empresa demonstrou capacidade de superação e resiliência. Os fatos históricos destacados neste texto apenas ilustram uma trajetória de muitos outros feitos e realizações, que permitem aos Correios ser hoje uma instituição pública alinhada com a evolução do mercado e com as necessidades dos cidadãos. São 50 anos de história de empresa em 356 de serviços postais no Brasil. A aposta, agora, é no futuro, porém com o objetivo de sempre: servir ao povo brasileiro em todos os cantos do país, pois de Brasil a gente entende.

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Carteiro compositor da Mangueira é campeão do carnaval carioca

Deivid Domênico atua como carteiro há 21 anos e é um dos compositores do samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira, vencedora do prêmio Estandarte de Ouro e Campeã do Carnaval Carioca 2019, com o enredo História pra ninar gente grande.

“É uma realização muito grande ver que a parceria de composição deu certo. Depois de vencer a disputa acirrada na quadra, onde inicialmente concorreram 18 sambas, nossa música conquistou o público e os jurados. Ganhamos os principais prêmios do carnaval e estamos de alma lavada”, afirma Domênico.

Aos quatro anos de idade, Deivid já frequentava a quadra da Imperatriz Leopoldinense para torcer pelos sambas do pai, que também é compositor e ajudou o filho a construir sua identidade de sambista.

Aos onze anos, já cantava nas quadras.  Aos treze,  começou a compor e mergulhou de vez no mundo do samba, de onde nunca mais saiu. Em 2004, participou da disputa de samba-enredo na Mangueira pela primeira vez e, pouco tempo depois, foi convidado a fazer parte da Ala dos Compositores da escola.

Em 2015 veio a primeira grande vitória. A parceria de Deivid ganhou o concurso na quadra e seu samba foi para a Sapucaí representando a Mangueira naquele carnaval, no enredo “Agora chegou a vez, vou cantar: Mulher de Mangueira,  mulher brasileira em primeiro lugar!”

Além de carteiro e compositor, Deivid Domênico é formado em gestão pública, é músico e participa de rodas de samba e shows por toda a cidade. Esta semana, após uma quarta-feira de cinzas de muita comemoração pela vitória, Deivid vestiu seu uniforme e saiu para fazer suas entregas com um largo sorriso de campeão no rosto.

Ouça um trecho da música:

 

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Exposição “Eu, Mulher. Nós, Mulheres. Presente!” chega ao Espaço Cultural Correios Niterói

Celebrar o Dia Internacional da Mulherpor meio de figuras marcantes do universo feminino que trazem uma reflexão para o presente da história. Este é o objetivo do Espaço Cultural Correios Niterói com a exposição “Eu, Mulher. Nós, Mulheres. Presente!”, da artista plástica Elizabeth Salles. São 8 esculturas, representando 8 figuras do universo feminino, que estão abertas à visitação a partir desta sexta-feira (8).

A artista, residente em São Gonçalo, pretende despertar no visitante a emoção de reconhecer a si mesmo através da luta de tantas mulheres da história universal. “Quero contribuir para a construção da memória das mulheres, sejam elas brasileiras ou não. Conhecer quem foram. O que fizeram. Algumas de modo oculto, outras que ganharam expressão nas páginas da história por suas lutas. Lembrar para não deixar esquecer o legado de algumas mulheres que plantaram a semente do que hoje se confere como o mais importante movimento social do século XX: o feminismo”, declara Elizabeth Salles.

As 8 figuras femininas retratadas em suas esculturas são: Nina Simone, pianista e cantora de jazz, ativista pelos direitos civis dos negros norte-americanos; Frida Kahlo, pintora mexicana cuja identidade é uma expressão de sua arte; Nefertiti, rainha egípcia do século IV; Joana D’Arc, heroína francesa queimada em praça pública; Aqualtune, princesa-guerreira africana, um dos maiores símbolos de resistência e luta pela liberdade negra; O Grito, releitura da obra de Edvard Munch; Vossa, que representa a ancestralidade africana, e Lute como uma garota, retratando a luta de todas as mulheres pela igualdade legal e social.

Além das esculturas, faz parte da exposição a obra Cinco Faces da Violência que faz referência ao crime de feminicídio e a banalização da violência contra a mulher nos dias atuais.

Na abertura da mostra, hoje, às 16h30, haverá palestra sobre o tema da exposição, proferida pela Profa. Dra. Tania Nunes, pesquisadora e autora de obras sobre corpo e teatralidade na interface entre literatura contemporânea e cultura.

A exposição fica em cartaz em curta temporada, até o dia 30 de março. O Espaço Cultural Correios Niterói funciona de segunda a sexta, das 11h às 18h, exceto feriados. Entrada franca.

 
Sobre a artista

Elizabeth Salles nasceu no Rio de Janeiro e se mudou para São Gonçalo aos oito anos de idade. Desde muito jovem, demonstrava interesse pela arte e se tornou desenhista. Ingressou no mercado de designer de moda em 1990, onde trabalhou até 2003, quando teve seu primeiro contato com a argila em uma exposição artística.

Apaixonada pela arte de esculpir encontrou ali uma nova forma de se expressar com o mundo, com inspiração que passeia entre o Barroco e o Realismo. Utiliza seus trabalhos como recurso visual em prol de causas sociais. Na maioria das vezes abordando sempre assuntos como: Violência, Preconceito, Discriminação, Opressão e Omissão.

A mulher tem prioridade em seus trabalhos que são feitos, em sua maioria, com gesso hidratado, resina, argila e terracota. Já produziu mais de duzentas peças para seu acervo pessoal, entre elas o busto de George Savalla, conhecido como Palhaço Carequinha, Dandara dos Palmares, Frida Kahlo e Marielle Franco.

Em março de 2018, por ocasião do mês da mulher, a artista Elizabeth Salles apresentou sua obra na exposição “O Paradoxo da Mulher”, organizada pela Prefeitura Municipal de São Gonçalo por iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Em novembro do mesmo ano, a artista exibiu seu acervo no Centro Cultural George Savalla Gomes (Palhaço Carequinha), anexo da Câmara dos Vereadores daquele município.

A escultora foi premiada com duas Moções de Aplausos outorgadas pela Câmara Municipal de São Gonçalo. Recebeu, também, da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, o prêmio Acontece Mulher em homenagem e reconhecimento por sua importante atuação em São Gonçalo.

Serviço

“Eu Mulher. Nós, Mulheres. Presente!” – Elizabeth Salles

Abertura: 8 de março, às 15h
Palestra: 08 de março, às 16h30
Visitação: até 30 de março
De segunda a sábado, das 11h às 18h. Exceto feriados. Entrada franca.
Espaço Cultural Correios Niterói
Av. Visconde do Rio Branco, 481, Centro – Niterói (em frente à estação das Barcas).

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Espaço Cultural Correios Porto Alegre recebe exposição da artista Albertina Prates

Obras com uma proposta atemporal estão reunidas na mostra “Albertina Prates 1980 – 2019” no Espaço Cultural Correios Porto Alegre. A curadoria é de Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez, da Galeria Tartaglia Arte de Roma, que selecionaram pinturas juntamente com a artista Albertina Prates produzidas por ela entre os anos de 1980 e 2019.

“O desenho é minha escrita, meu entendimento de mundo, minha música, meu bailado, meu poema, minha voz…”, explica a artista. Para se expressar, Albertina tem o corpo nu como ponto de partida em uma proposta que busca falar de humanidade. Nesta exposição, a primeira individual em Porto Alegre, foram selecionadas 45 obras, incluindo uma vídeo performance.

A artista plástica Albertina Prates é natural de Criciúma e atualmente vive e trabalha em Florianópolis. Já participou de exposições coletivas em diversos centros culturais no Brasil e na Europa. Também participou da II Bienal Internacional de Arte Contemporânea na Argentina e recebeu prêmios de reconhecimento em Belgrado (Sérvia) e em Budapeste (Hungria).

Serviço

Exposição “Albertina Prates 1980 – 2019”
Período de visitação: Até 2 de abril de 2019
Horário: das 10h às 18h, de terças a sábados, e das 13h às 17h, aos domingos
Local: Espaço Cultural Correios Porto Alegre – térreo do prédio histórico da empresa na Praça da Alfândega (Centro Histórico da capital), com acesso pela lateral, na Avenida Sepúlveda
Entrada gratuita

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Imposto de Renda 2019 – Inscrição de CPF pode ser feita nos Correios

A partir desta quinta-feira (7), os contribuintes já podem entregar a declaração de Imposto de Renda 2019. Este ano o CPF passa a ser obrigatório para todos os dependentes. Nos Correios, além da inscrição para quem não tem o documento, é possível fazer também a regularização cadastral e a alteração de dados como data de nascimento, número do título eleitoral, endereço, nome da mãe e a mudança de sexo – que era realizada somente em unidades da Receita Federal.

Em 2018, foram realizadas pela rede de atendimento dos Correios 6,3 milhões de inscrições ao cadastro, um aumento de mais de 15% em relação ao ano anterior. Os Estados que se destacaram na procura pelo serviço foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Para solicitar a inscrição no cadastro, o cidadão deve comparecer a uma agência dos Correios, própria ou terceirizada, munido da documentação necessária e pagar o valor de R$ 7,00. O número do documento sai na hora.

O CPF é utilizado para identificar o cidadão na Receita Federal. Não é obrigatório portar o cartão, mas o número do cadastro é exigido em várias situações, principalmente em operações financeiras, como abertura de contas em bancos.

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Correios comemora Dia do Filatelista

Selo Carmen Miranda

Para alguns é hobby. Para outros é arte e, até mesmo, ciência. Os motivos são variados, mas aqueles que colecionam, estudam e classificam selos, envelopes de cartas e cartões postais são chamados de filatelistas, celebrados nesta terça-feira (5).

Acredita-se que o primeiro filatelista tenha sido o francês August Macim, que começou a colecionar as peças em 1840. Já a atividade filatélica como um hobby começa a ganhar força a partir de publicações jornalísticas. Em 1862, em Liverpool, Inglaterra, foi lançado o primeiro jornal filatélico “The Monthly Advertiser”. No Brasil, em 1882, o “Brazil Philatélico” foi a primeira publicação dedicada ao tema.

O que ninguém imaginaria é que o selo, item que surgiu como comprovante de pagamento pelos serviços postais, seria protagonista de uma das atividades mais populares do mundo. A filatelia reúne cerca de 50 milhões de pessoas e, só no Brasil, são 26 instituições filiadas, de acordo com dados da Federação Brasileira de Filatelia (FEBRAF).

Este colecionismo, ótima forma de aprender sobre outras nações e culturas – já que os selos costumam eternizar as artes, cultura, fauna e flora locais -, tem sido apelidado de “hobby dos reis” e atraiu até mesmo personalidades como o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, o rei George V, do Reino Unido, e os cantores John Lennon e Freddie Mercury.

Em alguns lugares, o hábito de colecionar selos é visto como um excelente negócio. De acordo com a Revista Forbes, em muitos países a filatelia é mais lucrativa do que a Bolsa. E não é para menos. O selo One-Cent Magenta, da Guiana Britânica, impresso em 1856, foi arrematado por US$ 9,5 milhões em 2014, ou, aproximadamente, R$ 29 milhões. O Swedish Treskilling Yellow, da Suécia, chega a valer R$ 6, 1 milhões. Já o Two Penny Blues, conjunto de 12 selos das Ilhas Maurício, alcançou a marca de R$3,6 milhões.

Mas não precisa ser rei ou milionário para começar a própria coleção! Adquirir os primeiros selos é bastante acessível: é só ir a alguma agência filatélica dos Correios ou comprar o produto pela loja virtual. São milhares de temas e tipos. Tem aromático, holográfico, ou até em braile!

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