Negociação do ACT 2021/2022

Na audiência de conciliação desta segunda-feira, dia 13, os Correios apresentaram uma proposta de reajuste de 100% do INPC, o que equivale a 9,85% sobre os salários, as funções gratificadas e os valores faciais dos vales refeição/alimentação/cesta. A correção se daria de forma escalonada, conforme abaixo:

• 4,925% (50% dos 9,85%) a partir de 1º de agosto de 2021, sobre os valores base de 31 de julho de 2021;

• 2,4625% (25% dos 9,85%) a partir de 1º de outubro de 2021, sobre os valores base de 31 de julho de 2021;

• 2,4625% (25% dos 9,85%) a partir de 1º de dezembro de 2021, sobre os valores base de 31 de julho de 2021.

A oferta da empresa visava ao acolhimento do máximo de itens propostos pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Alexandre de Souza Agra Belmonte, acatando aqueles de cunho econômico, dentro das diretrizes da SEST.

Além da manutenção das 29 cláusulas constantes do acórdão anterior (das quais 20 são de cunho social), a proposta da empresa garantiria a recomposição do poder de compra de seus mais de 90 mil empregados e concederia um inédito incremento nos valores das funções de confiança e de atividade especial. Essa medida abrangeria mais de 43 mil empregados, sendo 37 mil da área operacional.

Em que pese o esforço dos Correios para apresentar uma proposta condizente com sua situação financeira, não houve acordo com as entidades representativas dos empregados.

Desta forma, o Dissídio Coletivo de Greve deverá ser julgado no dia 20 de setembro de 2021, às 13h30, com transmissão pelos canais oficiais do TST.

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Podcast da Negociação 03/2021 – 12/8/2021

Olá, este é o Podcast da Negociação, onde tratamos os temas mais importantes para os empregados dos Correios no período de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho.


As negociações coletivas de trabalho 2021/2022, iniciadas em 1º de julho de 2021, resultaram na ausência de acordo entre os Correios e as entidades sindicais. Assim, desde o dia 1º de agosto, as cláusulas do Acórdão TST 2020/2021 perderam sua validade. Mesmo não havendo Acordo Coletivo de Trabalho vigente, os Correios estão garantindo os benefícios aos empregados, de acordo com a legislação.

A proposta para o ACT 2021/2022 não contempla reajuste salarial, mas mantém todas as cláusulas do último Acórdão TST 2020/2021 e inclui, ainda, cláusula que versa sobre o Banco de Horas, mantendo desta maneira a coerência com a sua realidade financeira.

Assim como nas negociações coletivas do último ano, os Correios encontram-se inseridos em um contexto de forte crise econômica, intensificada pela pandemia da covid-19. A empresa precisou arcar com gastos emergenciais indispensáveis à segurança e à saúde dos empregados, clientes e fornecedores.

Paralelamente, os Correios vivem a realidade global dos setores em que atua: queda acentuada dos serviços de monopólio e aumento da parcela concorrencial do negócio. Ainda que tenha sido considerável, o aumento da demanda por entregas de encomendas não equalizou as perdas com serviços de correspondências.

Um outro ponto que merece atenção é a orientação de Governo: a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), vinculada ao Ministério da Economia, recomenda, há anos, que os Correios busquem o seu reequilíbrio financeiro.

Por essas razões, a empresa conta com a compreensão dos empregados, pois o momento é de incertezas e a prioridade deve ser a garantia dos postos de trabalho. O que está em jogo é a manutenção dos empregos de cerca de 90 mil pessoas.

As dificuldades enfrentadas até o momento têm sido superadas com os esforços de todos, por isso, a empresa convida os empregados a se envolverem no processo. Os Correios reforçam que permanecem à disposição para celebrar o Acordo Coletivo de Trabalho 2021/2022 e, assim, poder continuar trilhando o caminho de recuperação e sustentabilidade.

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